sábado, abril 16, 2005

A “GRANDE ENTREVISTA”


Não me foi possível assistir à “grande entrevista” de Quinta-feira, com Sócrates.

Mas não ando distraído. Procurei ouvir e ler opiniões. Inteirar-me (nas diferentes correntes de opinião) sobre a matéria.

Creio que o saldo foi bastante positivo para o, ainda em “estado de graça”, primeiro-ministro.

Na Sexta, de manhã, ouvi na Antena 1 a opinião de José Manuel Fernandes: em suma, dizia o director do PÚBLICO que a prestação de Sócrates parecia “um disco rachado”…

Pelo que me foi dado ouvir e ler, não me parece que tenha sido tanto assim. Claro que o primeiro-ministro foi cauteloso (o que, na circunstância, não é defeito).

Respondeu a tudo, “conduziu” inteligentemente a entrevista. Se não trouxe novidades, é porque novidades ainda as não há, para serem divulgadas.

Ainda não estamos nem a meio do período do “estado de graça”.

Mais: estratega confirmado, demonstrou, de novo, que a sua opinião ainda é a de que não é no mundo febril dos media que se constroem governos e que não é nesse mesmo ambiente que se delineiam as opções do (deste) governo.

E não estará certo?

Claro que ele não fez como o outro, não convocou os media para lhes dizer: “tenho dito. Boa tarde”.

Não. Foi ele que foi “convocado” pelo canal público, através da Judite de Sousa. Convenhamos: à partida há logo essa diferença.

Não creio que tenha estado mal.

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