segunda-feira, março 07, 2005

OS MEUS DESTAQUES

«Introduzir uma taxa única nos impostos, baixá-los e acabar com o sigilo fiscal: já que se fala de fisco, enfrentem-se os tabus. Todos e sem preconceitos.»
José Manuel Fernandes (Público, 07 MAR 05)


«Este Governo é o que é - à imagem de Sócrates. Isto é (no exacto oposto ao estilo de Santana, que só faltou chamar Castelo Branco para o Ministério da Igualdade), um governo sem faroladas, em parte tecnocrático, em parte ideológico, com algumas figuras de peso e outras que tanto podiam ser aquelas como outras.»
Eduardo Prado Coelho (id, id)


«Os eleitores zangados com uma prática de exercício do poder sem grandeza, sem sentido de Estado, sem noção de serviço público e demasiados tiques de abuso privado, esperam do novo Governo urgentes sinais que os reconfortem com esta decisão. Mas nenhum erro lhe será perdoado, nenhuma falha terá tratamento condescendente. Esgotada a paciência, e perante o desgraçado estado "a que isto chegou", Sócrates arrisca-se a não poder beneficiar de nenhum estado de graça. Expulsa a "má moeda", é urgente que se perceba a qualidade da nova. Não basta gerir bem o silêncio e abdicar de metade dos lugares "reservados aos boys" para os oferecer a tecnocratas independentes, que na sua grande maioria exibem a aura de grande competência. É preciso que nenhum deles desiluda. Que a ética regresse aos negócios públicos com carácter de urgência e que nenhum sinal errado seja permitido.»
Graça Franco (id, id)


«A prática estalinista da reconstrução da história pela recomposição das suas imagens tem seguidores onde menos se espera. Agora regressa o problema dos retratos. O líder do CDS/PP, desgostoso com os fracos eleitorais resultados da sua famosa "pose de Estado", decidiu voltar a usar a farda que, se calhar, nunca deveria ter despido: a de um adolescente mimado com ambições políticas e algum talento para números circences/mediáticos. Paulo Portas deu ordens para se retirar da sede do partido a fotografia de Freitas do Amaral e enviá-la à sede do PS.»
João Pedro Henriques (id, id)



«Aquilo que pode ser lido como um fait-divers e como uma "brincadeira" de despeito [fala-se do destronamento da fotografia de Freitas do Amaral da sede do CDS/PP], pode também significar que há um partido na democracia portuguesa que não sabe respeitar a sua própria história e os fundadores do próprio regime. Que instaura como procedimento oficial práticas que não se coadunam com a maturidade cívica que a democracia exige. E que acaba por deixar assim um vazio no espaço político da direita, que deveria ser preenchido com qualidade, a bem de todos nós.»
Pedro Marques (A Capital, 07 MAR 05)

«Claro que este episódio […Freitas do Amaral] pode ser lido como um fait-divers, como uma brincadeira pedante, de colégio, um feito heróico de retaliação grupal. Mas tem também uma dimensão que é a de retratar fielmente aquilo a que o CDS-PP chegou: um aglomerado de tensões mesquinhas e tacitistas.»
Miguel Romão (id, id)



«Proceder de acordo com o slogan anarquista «Hay gobierno, soy contra», não faz sentido no momento que o país vive.»
Daniel Sampaio (id, id)



«Se as eleições legislativas fossem depois das próximas autárquicas e das presidenciais, a persistência da crise, que não acabaria a tempo, se encarregaria de produzir um resultado eleitoral semelhante ao do dia 20.»
Pedro Ferraz da Costa (Diário de Notícias, 07 MAR 05)

«O PS tem, indiscutivelmente, condições políticas para governar. Uma maioria sólida, pois que se calhar nem dependerá dos deputados da Madeira e dos Açores, e uma oposição à sua direita que vai demorar tempo a reorganizar-se, na sequência das demissões de Paulo Portas e de Santana Lopes.»
Id (id, id)

«O novo ministro das Finanças não terá margem para corresponder às expectativas que Sócrates suscitou. E que implicam gastar mais para travar o desemprego, promover o choque tecnológico, lançar novas políticas sociais, auto-estradas sem portagem, etc. Luís Campos e Cunha, que fala em subir impostos, é um bom economista - mas falta-lhe o essencial, peso político. E não é do PS. Ou José Sócrates o apoia sem falhas contra o seu próprio discurso pouco frontal e contra as solicitações dos outros ministros (como Mário Soares fez com Ernâni Lopes em 1983) ou o Governo baterá com a cabeça na parede. Até ao Verão saberemos.»
Francisco Sarsfield Cabral (id, id)

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