Na sua rubrica habitual “O fio do horizonte” no Público, hoje sob o título “Interrupções”, Eduardo Prado Coelho recorda:
«O episódio já foi contado em vários lugares, mas vale a pena voltar a ele. No São Luiz, concerto de Artur Pizarro, um dos grandes nomes da música portuguesa. A dada altura, um telemóvel toca, Pizarro interrompe, diz que espera, o senhor deixa o móvel tocar e depois responde baixinho. Recomeça o concerto, certamente já numa atmosfera de incómodo e tensão. E de novo o telemóvel (o mesmo? Não sei) volta a tocar. Pizarro interrompe a sua prestação e sai de cena. Jorge Salavisa, director do São Luiz, vem ao palco dar explicações: o pianista não vai regressar.»
É, na verdade, uma situação insuportável.
De desrespeito, de desconsideração. E não só relativamente ao artista, neste caso. Relativamente a todos os que se encontravam nessa sala.
A propósito de tais situações, já antes, e noutro lado, escrevi algo: “um desassossego”
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