terça-feira, fevereiro 15, 2005

SOLTAS

«De que nos lembraremos no rescaldo desta campanha eleitoral? Dos desmentidos do professor Cavaco e das suas fontes próximas? Da conversa de Pedro Santana Lopes com a comunicação social à beira da piscina de São Bento na terça-feira de Carnaval? Ou da suspensão abrupta da campanha no dia da morte da irmã Lúcia?
É pouco? Pois é. É, de facto, difícil definir uma campanha como esta pouco esclarecedora nas ideias, pouco correcta nos termos, pouco focada no essencial.»

Miguel Coutinho (Diário de Notícias, 15 FEV 05)

«A corrupção não é uma ficção. Existe e recomenda-se em Portugal. Está, como dizem os crentes, em toda a parte. Na política, no jornalismo, na função pública, nas empresas e nas pessoas. A corrupção material, mas também a moral.»
António Ribeiro Ferreira (id, id)

«Faltam quatro [dias para a campanha acabar] e pelo menos dois foram apagados voluntariamente por dois partidos que quiseram assim exibir o seu pesar em público. Má ideia: não se livraram de (mais que justas) acusações de oportunismo por parte de sectores católicos. E não só os tradicionalmente ligados à esquerda. Vejam-se, por exemplo, as declarações de D. Januário Torgal Ferreira ou D. Manuel Martins, ambos críticos desta confusão inusitada entre obrigações cívicas e manifestações religiosas.»
Nuno Pacheco (id, id)

«O principal que está em causa nestas eleições são coisas simples da governação: seriedade, competência, carácter, responsabilidade, ética política, sentido de Estado. Ou seja, tudo o que o Governo cessante fez questão de não ter. O resto virá por acréscimo. São qualidades que não se decretam. Têm mais a ver com a atitude e a cultura política dos partidos e dos governantes.»
Vital Moreira (id, id)

«Neste campo da cultura, sabemos, por exemplo, como tem sido a prática da coligação PSD-PP no governo - desastrosa -, mas desconhecemos as suas ideias e a sua estratégia, se alguma.»
Jacinto Lucas Pires (A Capital, 15 FEV 05)

«Os americanos não costumam fazer as coisas por metade. Decidiram que a Europa era, afinal, um aliado importante para os seus objectivos internacionais, que a tentativa de jogar na sua divisão não rendeu grandes dividendos, que precisam dela para o Iraque e que, sem ela, a nova doutrina Bush sobre a importância da liberdade não faz grande sentido.»
Teresa de Sousa (Público, 15 FEV 05)

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