quarta-feira, junho 29, 2005

JANELA ABERTA


Outro mail que estou a remeter ou reenviar, agora.

Quem m’o mandou foi uma Amiga que é professora de liceu (como se dizia no meu tempo).

Na questão de fundo, acho que merece uma reflexão.

É do seguinte teor:

«DEPUTADOS DA INGLATERRA ...

Os deputados ingleses, na Mãe dos Parlamentos,

1 . não tem lugar certo onde sentar-se na Câmara dos Comuns;

2 . não têm escritórios, não têm secretários nem automóveis,

3 . não têm residência (pagam pela sua casa em Londres ou nas províncias); detalhe: e por todas as suas despesas, normalmente, como todo e qualquer trabalhador.

4 . não têm passagem de avião gratuita, salvo quando a serviço do próprio Parlamento.

Tudo isso tem de pagar de seu bolso.

E seu salário equipara-se ao de um Chefe de Secção de qualquer repartição.

Em suma, são SERVIDORES DO POVO e não PARASITAS do mesmo.

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A propósito sabiam que, por cá, os funcionários que trabalham!!! na Assembleia têm um subsídio que é 80% do seu vencimento?
Isto é, se cá fora ganhassem 1000,00€ lá dentro ganham 1800,00€, porquê?

Profissão de desgaste rápido?!!

E porque é que os jornais não falam disto? !!!
Depois dizem que são os funcionários públicos os comilões do bolo ....»

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FICÇÃO OU REALIDADE? DIFERENTES GLOSSÁRIOS


PESQUISA MUNDIAL DA ONU

Recebi um mail com o conteúdo abaixo.

Trata-se, evidentemente, de ficção. Mas quão próximo da realidade!...

Está muito bem imaginado. É um anexo que vale a pena ler. E sobre o qual vale a pena reflectir.
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«A ONU resolveu fazer uma grande pesquisa mundial:
A pergunta era:
"Por favor, diga honestamente, qual a sua opinião sobre a escassez de alimentos no resto do mundo."

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O resultado foi desastroso. Foi um total fracasso.

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Os europeus do norte não entenderam o que é "escassez";
Os africanos não sabiam o que era "alimentos";
Os espanhóis não sabiam o significado de "por favor";
Os norte-americanos perguntaram o significado de "o resto do mundo";
Os cubanos estranharam e pediram maiores explicações sobre "opinião";
O parlamento português ainda está a debater o que significa "diga honestamente"»
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segunda-feira, junho 27, 2005

DIA DE ORGULHO GAY


Não compreendo, e acho de difícil aceitação, a manifestação dos homossexuais.

Gays, lésbicas, transsexuais e outras garridas e exóticas personagens, desfilaram, no Sábado, descendo a Avenida da Liberdade, exibindo as suas manifestações – das mais íntimas, as mais exteriorizáveis publicamente.

Mas, porquê? Para quê?

Donde, essa tão imperiosa necessidade de afirmação?

Porque são diferentes na sua orientação sexual?

Então porque não um desfile e uma manifestação da outra diferença, dos heterossexuais, eles com elas de mãos dadas, elas com eles aos beijinhos, uns com os outros abraçados?

Porque são uma minoria?

Então porque não uma marcha e uma manifestação de outras, tantas, desde as minorias étnicas às de credo religioso?

Teríamos, então, todos os meses, sei lá, talvez todas as semanas, uma exibição das diversas minorias, demonstrando, cada qual, as suas características, desenhando, cada uma, as suas tendências e habilidades…

Terá a folclórica exibição como objectivo, mostrar que são uma realidade?

Mas haverá, ainda, quem a ignore?

Sim, que não deve ser o basbaque - pacóvio ou não - trasmontano, alentejano, minhoto, ribatejano, de Lisboa ou de Odeceixe, de Queluz ou de Valongo, que os vai incomodar e provocar os seus exibicionistas comportamentos…

Entroncará essa necessidade de afirmação numa forma de impor – de forçar, seria melhor dito – uma nova ética, uma nova ordem de conceitos e condutas em que a sua tendência ou orientação sexual tenderiam, também, a tornar-se para outros num paradigma, numa opção de vida?

Mas isso seria a subversão total e o completo esmagamento de uma claríssima maioria, por parte de uma indiscutível minoria…

De todo o modo, já têm pelo seu lado, os numerosos e poderosos lobies gay! Que são dos mais actuantes e eficientes.

Está a manifestação virada para a reivindicação de certos direitos, como o casamento e a adopção?

Aí, antes de mais direi como lhes respondeu o Zink: se não lhes reconhecem os direitos… Não paguem os impostos.

Mas vejamos bem.

Casamento.

Não me incomoda o movimento, nesse pormenor.

Porque não hão-de ter o direito a casar?

É-me indiferente que quer hetero quer homossexuais tenham acesso ao casamento. É uma questão simples de resolver: basta suprimir três palavras de uma disposição legal. Ou então substituir uma de duas dessas palavras por outra, colocada noutra posição.

Que mal vinha daí ao mundo?

Nenhum. O mundo continuava nos seus rotineiros movimentos de rotação e de translação.

Adopção?

Bom, aí, mais devagar. A questão é muito mais sensível e complicada. Não se trata apenas de subtrair, alterar ou acrescentar palavras na lei…

Todos nós – homo ou heterossexuais – temos pai e mãe.

É das leis imutáveis da natureza que para haver reprodução da espécie essa só resulta da relação heterossexual.

Mais. Para a formação e desenvolvimento equilibrados de uma criança, creio que todos os especialistas convergem num ponto crucial: a necessidade da existência de uma intervenção do homem e da mulher nessa acção. Isto é, é de extrema importância àquele desenvolvimento e àquela formação harmónica e equilibrada a imagem masculina e feminina. Que, evidentemente, substituam o pai e a mãe biológicos. Obviamente que, cada qual, dotado das suas normais qualidades de homem e mulher (por mais que o termo normais incomode certas sensibilidades).

Ao avaliar um novo “habitat” - chamemos-lhe assim, para facilitar – uma “família” que pretenda acolher e adoptar uma criança, terá decisiva importância o ambiente que se vive e respira nessa “família”: se a imagem masculina e feminina se projectam de forma harmoniosa na educação e formação equilibrada dessa criança.

Claro que só pode ser assim. Não há volta a dar-lhe.

Não podem vingar novas doutrinas que “ajustem” esta realidade a novas exigências. Não vale a pena forçar a natureza àquilo que a contraria.

A menos que se subvertam, em absoluto, os ancestrais – milenares – valores que estão na génese de todas as regras por que nos conduzimos e regemos – sem esquecer, certamente, a sua constante evolução e modernização, em muitos aspectos, de acordo com as constantes mutações sociais.

Quanto ao resto, acho que tanto nos faz que conhecidos e amigos sejam homo ou heterossexuais. Claro que não escondemos nem exibimos uns ou outros pelas suas diferentes tendências.

Questão, bem outra, que não aceito, é que qualquer elemento de uma qualquer minoria seja preterido, eliminado, excluído ou marginalizado em razão dessa minoria. Qualquer que ela seja.

Como não aceito que por razões de credo ou por opções políticas, alguém seja igualmente discriminado.

Em democracia – ainda não foi inventado melhor sistema, pesem embora alguns dos seus custos – não há espaço para tais atitudes discriminatórias.

MEMÓRIA DO TEMPO QUE PASSA



2005/2015 - Década das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável.
2005 - Ano Internacional do Microcrédito. Ano Internacional da Física (aprovado pela UNESCO)

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Foi há 543 anos (1462), era um DM: nasceu Luís XII, rei de França. Em Portugal reinava D. Afonso V (12º). Pontificava Pio II (210º).

Rei de França a partir de 1499. Foi duque de Orleães até suceder no trono ao seu primo Carlos VIII, a quem se opôs na chamada «Guerra Louca». O seu reinado foi dedicado às guerras de Itália. Repudiou a sua esposa Joana, filha de Luís XI, para casar com Ana da Bretanha, viúva de Carlos VIII, o que lhe assegurou a posse da Bretanha. Muito prestigiado pelos seus súbditos, foi apelidado de «pai do povo».

Morreu em 1515. (Biblioteca Universal, da Texto Editores)

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Foi há 173 anos (1832), era uma QA: partida da expedição liberal de S. Miguel para o continente. Decorria o breve e tumultuoso reinado do, visceralmente anti democrata, D. Miguel (29º). Pontificava Gregório XVI (254º).

Decorria a guerra civil portuguesa, entre 1828 e 1834, em que se opunham os liberais (constitucionalistas), apoiantes de D. Pedro, já, então, imperador do Brasil, e a facção absolutista, que apoiava D. Miguel. O conflito, que levou à guerra, iniciou-se após a morte do rei D. João VI (1826), que jurara a constituição de 1822, resultado da revolução liberal de 1820. Por determinação do falecido monarca, D. Pedro deveria ocupar o trono português. Mas D. Pedro abdicou a favor da filha, D. Maria da Glória, que deveria casar com o tio, D. Miguel, tendo este de jurar a Carta Constitucional de 1826.

O eclodir da guerra fora precedido de revoltas como a Vilafrancada (1823) e a Abrilada (1824).

Então D. Pedro veio em auxílio da filha e lutar pelos direitos dela ao trono português. Constituiu então a regência da Terceira e liderou os exilados: formou-se um exército liberal de cerca de 7500 homens que, partido da ilha de S. Miguel, como acima se assinala, desembarcou no Porto em 1832 (desembarque do Mindelo), ocupando a cidade. A este seguiu-se um outro, em 1833, em Tavira. As forças miguelistas, embora em maior número e mais bem equipadas, cederam perante o exército liberal, liderado pelos duques da Terceira e de Saldanha, que ocupou Lisboa.

Os miguelistas, vencidos, retiraram para o Alentejo e viram-se forçados, nesse mesmo ano, a assinar a Convenção de Évora Monte que, pondo fim à guerra e obrigando D. Miguel a partir para o exílio, não evitou tentativas de sublevação absolutista posteriores.

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Foi há 155 anos (1850), era uma QI: fundado o jornal O Eco dos Operários por Sousa Brandão, Lopes de Mendonça e Vieira da Silva. Reinava D. Maria II (30º). Pontificava Pio IX (255º).

Francisco Maria de Sousa Brandão (1818-1892) frequentou a Academia Politécnica do Porto e a Escola do Exército. Estudou em Paris, diplomando-se em engenharia civil. Foi responsável por vários projectos ligados aos caminhos-de-ferro. Ocupou o cargo de deputado em 1865, destacando-se na defesa do operariado. Concorreu com a sua pena e com a sua palavra para a criação das primeiras associações operárias em Lisboa e no Porto. Com Lopes de Mendonça e Vieira da Silva fundou o jornal O Eco dos Operários. Defensor dos princípios da economia socialista (patentes na sua obra Economia Social — primeira parte: o Trabalho), ocupou lugares de destaque no Partido Republicano, para onde entrou em 1875, na altura da sua formação, onde passou a ser considerado um dos seus membros mais destacados, quer pelo seu exemplo, quer pela firmeza das suas convicções. Em 1890 foi promovido a general.

António Pedro Lopes de Mendonça (1826-1865) estreou-se nas letras, aos 14 anos de idade com a tradução do romance Isabel da Baviera de Alexandre Dumas.

Ingressou no jornalismo aos 20 anos, como folhetinista da Revolução de Setembro, a convite de José Estêvão.

Quando se fundou o Curso Superior de Letras, por iniciativa de D. Pedro V, foi nomeado por concurso para reger a cadeira de Literatura Moderna, rejeitada por António Feliciano de Castilho, que o soberano havia convidado.

Eleito deputado, falhou como orador, no primeiro discurso que quis proferir na Câmara, e nunca mais subiu à tribuna. Todavia, foi eloquente e brilhante no discurso que pronunciou, ao apresentar, numa reunião democrática, o jovem tipógrafo Vieira da Silva, como candidato a deputado. Com este jovem tipógrafo e com Sousa Brandão, fundou o

Eco dos Operários, já antes referido.

Francisco Vieira da Silva (1825-1868) foi tipógrafo e jornalista.

Por falta de recursos, escolheu a profissão de tipógrafo. No espírito do jovem aprendiz, contudo, floresciam as ideias liberais, consubstanciadas em anseios de fraternidade e de associação.

Filiado no Partido Setembrista, era ainda um modesto jornalista que havia dado a sua colaboração a jornais literários de somenos importância sobretudo sobre o tema da reforma social. A sua oportunidade surgiu contudo com a repercussão que teve um artigo seu na Revolução de Setembro em defesa da entrada dos operários na Liga dos Interesses Materiais do País, prestes a ser fundada. Intensificou-se, então, a sua actividade jornalística, passando a colaborar em diversas publicações, designadamente no Eco dos Operários, que, juntamente com Lopes de Mendonça e Sousa Brandão, fundou. A sua verdadeira popularidade nasceu com o vigoroso discurso que proferiu, a quando das eleições de deputados, em 1851, a favor de uma candidatura operária.

Fundou, em 1854 a Tribuna do Operário, que se publicou até 1856.

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Completam-se hoje 125 anos (1880), foi num DM: nasceu, no Estado do Alabama, Helen Keller, professora e escritora norte-americana. Em Portugal reinava D. Luís (32º). No Vaticano, o soberano pontífice era Leão XIII (256º).
Helen Adams Keller empenhou-se na campanha em defesa dos direitos dos cegos. Cega e surda após uma doença que teve quando tinha apenas 19 meses de idade, aprendeu a falar devido ao apoio que lhe foi dado por Anne Sullivan, companheira de toda a sua vida. Keller formou-se com distinção pela Universidade Radcliffe em 1904, publicou diversos livros, incluindo The Story of My Life (1902), e percorreu o mundo, fazendo conferências para angariar dinheiro para os cegos.

Morreu em 1968

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Faz hoje 117 anos (1888), era uma QA: nasceu, no Porto, Guilhermina Suggia, violoncelista portuguesa.

Guilhermina Augusta Xavier de Medim Suggia, de origem italiana, era filha de Augusto Suggia, professor de música no Conservatório de Lisboa. Apresentou-se pela primeira vez em público em 1892, com sete anos de idade, na Assembleia de Matosinhos, acompanhada ao piano pela irmã. Em 1895, tocou um trecho de Offenbach no Grémio de Matosinhos. O êxito das suas prestações públicas possibilitou-lhe uma bolsa de estudos no estrangeiro, concedida pela rainha D. Amélia, tendo partido para a Alemanha em 1901.

O seu nome foi-se tornando conhecido em toda a Europa.

Foi casada com o famoso violoncelista Pablo Casals, de quem se separou por alturas da I Grande Guerra. A partir daí, dedicou-se intensamente à carreira de concertista, afirmando-se como uma intérprete de reputação internacional em múltiplos concertos na Europa inteira, como solista e com orquestras e maestros prestigiados. Vários compositores dedicaram-lhe obras, incluindo-se entre eles o inglês Elgar, nas muitas estadas de Guilhermina em Londres.

O último êxito da sua longa carreira artística teve lugar em Agosto de 1949, numa actuação no célebre Festival da BBC; encontrava-se já doente, vindo a falecer um ano mais tarde.

Foi a mais reputada executante portuguesa de violoncelo, distinguindo-se pelo seu estilo simultaneamente exaltado e sensível. Possuía um violoncelo Stradivarius de 1717 (que está actualmente em Londres) e um Montagnana de 1700, para além de um terceiro, um Lockey Hill, de fabrico inglês do século XVIII. A venda dos instrumentos promoveu a instituição de prémios anuais a serem atribuídos aos melhores intérpretes de violoncelo na Royal Academy of Music e nos Conservatórios de Lisboa e do Porto. Durante as suas demoradas permanências em Londres, o pintor Augustus John, em 1923, fez o seu retrato a óleo, obra que actualmente se encontra na Tate Gallery, na capital inglesa.

Morreu em 1950, com cerca de 62 anos. (Cfr Biblioteca Universal, Texto Editores).

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Completam-se hoje 97 anos (1908), era um SB: nasceu, em Cordisburgo (Minas Gerais), o escritor brasileiro João Guimarães Rosa.
Guimarães Rosa f
ormou-se em medicina em Belo Horizonte. Após uma breve carreira como médico na zona rural de Minas Gerais, ingressou na carreira diplomática (1934), chegando a ser embaixador.

Na literatura, estreou-se com Sagorana (1946), livro de contos de grande sucesso e que desde logo chamou a atenção pelo seu estilo inconfundível de recriação da linguagem. Em 1956, foi publicado Corpo de Baile e, no mesmo ano, Grande Sertão: Veredas, romance que constituiu um marco na literatura brasileira e que definitivamente consagrou o seu nome. “Nesses livros ampliou os seus esforços no sentido de criar uma nova linguagem — uma linguagem que não fosse apenas instrumento narrativo, mas a própria expressão de um mundo e de uma mentalidade”.

“Escritor regionalista, pelo peso que nos seus livros têm as gentes sertanejas e os seus dramas, a sua obra, mais do que isso, reflecte uma cosmovisão peculiar, procurando Guimarães Rosa representar, pela escrita, um mundo que concebe como sendo mágico”.

Na verdade, “grande criador de tipos, fundindo a geografia dos cerrados e campinas do Centro do Brasil a todos os matizes da inquietação moral e metafísica, a sua obra, construída numa prosa ampla, situa-se entre as grandes experiências literárias modernas”.

“A sua fabulação parte de um conhecimento profundo das tradições, linguagem e psicologia dos habitantes do planalto mineiro, que retoma, recriando-os”.

Para além das obras referidas, é autor de Primeiras Estórias (1962), Tutaméia (1967), Estas Estórias (1969) e Ave, Palavra (1970, obra que reúne os poemas que publicara na imprensa), as duas últimas publicadas postumamente.

As suas obras tornaram-no um dos escritores brasileiros mais conhecido dentro e fora do país.

Faleceu, no Rio de Janeiro, em 19.11.1967, com 58 anos.

Carlos Drummond de Andrade, em “um chamado João”, escrevia, a seu respeito:

João era fabulista
fabuloso
fábula?
..............................................
Ficamos sem saber o que era João
e se João existiu
de se pegar.”

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Completam-se hoje 72 anos (1933), era uma TR: nasceu, em Caala, Angola, José Fonseca e Costa, cineasta português.

Aos 11 anos, veio para Lisboa, onde terminou o liceu. Mais tarde ingressou na Faculdade de Direito, não tendo chegado a concluir o curso. Começou a interessar-se pelo cinema desde jovem e fez-se sócio do Cineclube Imagem. Nos finais da década de 50 desenvolveu actividade política clandestina, tendo sido preso pela PIDE em 1957.

Tentou entrar para a RTP, mas por razões políticas o cargo de assistente de realização foi-lhe recusado. Começou a fazer estadas em Paris, onde frequentou a Cinemateca, travando conhecimento com alguns críticos dos Cahiers du Cinéma: Kast, Doniol-Valcroze, Chabrol, entre outros.

Em 1959, tentou em vão, pôr de pé um filme adaptado do livro Um Anjo Ancorado, de José Cardoso Pires. Em 1961, partiu para Itália, estagiando com Antonioni, na rodagem de O Eclipse. De regresso a Portugal, começou a realizar pequenos filmes publicitários e documentários: Era o Vento...e o Mar (1966), Regresso à Terra do Sol (1967) e a Cidade (1968), entre tantos outros.

Em 1967, fundou a Unifilme, onde trabalhará até 1973. Crítico de cinema, colaborou em publicações como a Imagem e Seara Nova. Mas foi como realizador de longas-metragens que Fonseca e Costa se consagrou como figura de proa do panorama cinematográfico português. A sua filmografia inclui: O Recado (1971), Os Demónios de Alcácer-Quibir (1975), Kilas, o Mau da Fita (1980), Sem Sombra de Pecado (1982), A Balada da Praia dos Cães (1986), A Mulher do Próximo (1988), Os Cornos de Cronos (1990) e Cinco Dias, Cinco Noites (1996). (Cfr Biblioteca Universal, Texto Editores)

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Faz hoje 65 anos (1940), era uma QI: invasão russa da Roménia quando o rei Carol II recusa ceder a Bessarábia e a Bucovina. Em Portugal estava o general Carmona, o “vitalício” PR, da total confiança do poderoso Salazar, cumprindo o 2º dos seus 4 mandatos sucessivos, de 7 anos cada – u último, interrompido pela sua morte. Sumo Pontífice romano era Pio XII (260º).

A Bessarábia é uma região no sudeste da Europa, dividida entre a Moldávia e a Ucrânia.

Foi anexada pela Rússia, em 1812, mas separou-se durante a revolução russa para se juntar à Roménia. A cedência foi confirmada pelos aliados, mas não pela Rússia, no tratado de Paris de 1920; a URSS voltou a ocupá-la, em 1940 (provavelmente nesta data), e dividiu-a entre as repúblicas da Moldávia e da Ucrânia (hoje em dia as independentes Moldávia e Ucrânia). A Roménia reconheceu a posição num tratado de paz assinado em 1947.

Em 1940, o rei foi forçado a entregar a Bessarábia e o norte da Bucovina à URSS, o norte da Transilvânia à Hungria e o sul de Dobruja à Bulgária, tendo abdicado do trono.

Nesta altura, a Roménia apelou, em vão, para a ajuda alemã.

Depois da independência, em 1877, o país entrou na I Guerra Mundial em 1916, do lado dos Aliados, tendo sido ocupado pelos alemães, entre 1917 e 1918, e recebido a Bessarábia da Rússia e a Bucovina e a Transsilvânia do desmembrado Império dos Habsburgos, de acordo com o plano de paz celebrado em 1918, emergindo assim como o maior Estado dos Balcãs, denominado Estado Unitário Romeno.

Nos finais da década de 30, para contrariar a crescente popularidade do movimento fascista Guarda de Ferro, Carol II aboliu a Constituição democrática de 1923 e estabeleceu a sua própria ditadura.

Carol II (1893-1953) foi rei da Roménia entre 1930 e 1940. Filho do rei Ferdinando, desposou a princesa Helena da Grécia. Em 1926, renunciou ao trono devido ao seu caso amoroso com Elena Lupescu. O seu filho, Michael subiu ao trono em 1927, mas, em 1930, Carol regressou à Roménia e foi proclamado rei. Em 1938 introduziu uma nova constituição sob a qual se tornou praticamente um monarca absoluto. Protector das artes e das letras não soube lidar com os partidos políticos. Em Setembro de 1940 foi forçado a abdicar pela Guarda de Ferro pró-nazi e a exilar-se no Brasil e depois em Portugal. Em 1947, casa com Elena Lupescu.

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Foi há 52 anos (1953), era um SB: são criadas as Províncias Ultramarinas, em substituição do extinto Império Colonial Português, que era constituído pela Metrópole e pelas Colónias. Craveiro Lopes era um PR a prazo, cuja reeleição viria a ser negada pelo chefe do regime, Salazar. Pontificava Pio XII (260º).

Tratou-se de uma alteração de fachada. Mudou-se o nome de uma realidade, que – é óbvio - persistia para além dessa única alteração. Ou seja, em lugar de às colónias – que o eram e continuariam a ser – se chamar colónias, adoçou-se a pílula e passou a chamar-se-lhes províncias…

O regime, por força da cada vez maior ressonância que iam tendo as doutrinas que se opunham á sua cada vez mais notoriamente anquilosada estrutura, ia fazendo umas operações de cosmética. Não alterava nada: só mudava os nomes. Como diria o outro… Só as moscas mudavam!....

Tudo era uma farsa. Era tudo um jogo do “faz de conta”… As únicas alterações que, interna como internacionalmente, eram exigidas (o fim da ditadura, o regresso à democracia, com as inevitáveis consequências a todos os níveis), essas, o regime na sua tacanhez de princípios ultrapassados, na sua cegueira política, não as ouvia, não as atendia. Pelo contrário, perseguia, numa sanha feroz, os seus defensores, amordaçava-os, condenava-os à prisão e ao degredo, quando não, mesmo, à morte. Isto, internamente, é claro – onde “a máquina” funcionava. Porque internacionalmente… Ninguém ouvia os escassos protestos da ditadura. Ninguém dava importância alguma ou qualquer crédito aos seus mentores ou sequazes.

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Foi há 30 (1975), era uma SX: é criada a missão permanente de Portugal junto da UNESCO. PR era o general Costa Gomes. Romano pontífice era Paulo VI (262º).

UNESCO é o acrónimo de United Nations Educational, Scientific, and Cultural Organization, Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura. Agência da ONU, fundada em 1946, com sede em Paris.

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Completam-se hoje 29 anos (1976), era um DM: eleições presidenciais, ganhas pelo general Ramalho Eanes. Era ainda PR o general Costa Gomes. Pontificava Paulo VI (262º).

Decorrem as primeiras eleições presidenciais do último meio século! Eleições presidenciais a que concorrem 4 candidatos: general Ramalho Eanes, líder do 25NOV1975; brigadeiro Otelo Saraiva de Carvalho, estratega do 25ABR1974 e ex-comandante do COPCON; almirante Pinheiro de Azevedo, ex-membro da Junta de Salvação Nacional e Primeiro-ministro do VI Governo Provisório; Octávio Pato, do Comité Central do PCP. Eleições ganhas, logo à primeira volta, por Ramalho Eanes, que toma posse em 14JUL seguinte.

O ano de 76 foi o ano da legitimização popular, digamos, do regime saído do 25ABR: eleita a Assembleia Constituinte em 25ABR75, a Constituição daí saída é promulgada em 02ABR de 1976.

Em 25ABR1976 realizam-se as primeiras eleições para a Assembleia da República, cujo primeiro presidente, Vasco da Gama Fernandes, é eleito, pelos deputados, em 27JUL seguinte. O partido mais votado nas recentes eleições legislativas foi o PS, daí que em 16JUL Ramalho Eanes nomeie Mário Soares, secretário-geral do partido, como primeiro-ministro.

E o ano da “civilização” do regime, quando foi?

Porque o termo pode parecer dúbio e equívoco, esclareço: com “civilizção” quero significar, aqui, o “regresso” do regime ao poder civil.

E então, temos: em 15JUL82 a Assembleia da República extingue o Conselho da Revolução.

Em 16FEV86 Mário Soares é eleito presidente da República, à 2ª volta, derrotando Freitas do Amaral. Na 1ª volta também concorreram Salgado Zenha e Maria de Lurdes Pintasilgo. Ou seja, passámos a ter um Presidente da Repúblia civil

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Foi há 25 anos (1980), era uma SX: morreu Mohammed Reza Pahlavi, xá da Pérsia (hoje, Irão). Em Portugal era PR o general Ramalho Eanes (1º mandato). Pontificava João Paulo II (264º).
Mohamed Reza Xá Pahlavi ocupou o cargo de Xá da Pérsia (hoje, Irão) em 1956 com o apoio dos EUA, sendo deposto posteriormente pela revolução islâmica de 1979.

A dinastia persa (iraniana) foi fundada por Reza Khan (1877-1944), um oficial do exército que obteve o controlo do governo em 1921 e foi proclamado xá em 1925. As suas simpatias para com a Alemanha, durante a segunda guerra mundial, levaram a Grã-Bretanha e a URSS a ocupar o Irão em 1941-1946. Estas potências compeliram-no a abdicar em 1941 a favor do seu filho, Mohamed, acima citado.

Com a queda do Xá, o Ayatollah Komeini fudou a Republica Islâmica do Irão.

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Completam-se hoje 12 anos (1993), era um DM: morreu o escritor Luís de Sttau Monteiro.

Sttau Monteiro, dramaturgo e ficcionista nasceu em 1926, em Lisboa. Licenciado em Direito, teve uma breve passagem pela advocacia, acabando por dedicar-se ao Jornalismo. A sua estadia em Inglaterra, durante a juventude, quando seu pai, o Prof Armindo Monteiro foi embaixador em Londres, de 1936 a 1943, pô-lo em contacto com alguns movimentos de vanguarda da literatura anglo-saxónica. A sua obra narrativa retrata ironicamente certos estratos da burguesia lisboeta e aspectos da sociedade portuguesa sua contemporânea. Estreou-se com Um Homem não Chora (1960), a que se seguiu Angústia para o Jantar (1961), “obra reveladora da influência exercida pela geração americana dos angry young men” e que o consagrou como escritor. Destacou-se, sobretudo, como dramaturgo, nomeadamente em Felizmente há Luar! (1961), peça sob influência brechtiana do teatro que recupera acontecimentos da história portuguesa, contextualizados na época na ditadura. Há uma clara denúncia à situação política e social que se vivia na época e faz parte do rol das peças proibidas pelo regime de Salazar. Destacam-se ainda as obras: Todos os Anos pela Primavera (1963), O Barão (1965), adaptação teatral da novela de Branquinho da Fonseca, A Guerra Santa (1967) e Crónica Aventurosa do Esperançoso Fagundes (1979).

Morreu com cerca de 67 anos.

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sexta-feira, junho 24, 2005

E OS POLÍCIAS?

Foi uma manifestação de encenado miserabilismo. A tocar as raias do grotesco e do despudor.

Começava logo pelo realce dado a uma figura patética de polícia (?), bem caracterizado: aparentando mais idade que a real; descomposto na apresentação; descuidado na farda (boné às três pancadas; botão da camisa aberto com a gravata a fugir a caminho do sovaco; camisa meio fora das calças; desalinhado; óculos de lentes grossíssimas, de algumas vinte dioptrias, nítido adereço cedido por uma qualquer produção de espectáculo teatral)…

Uma tristeza. Ridículo. De uma demagogia grosseira e barata. Mas demagógico.

Dizia – e bem – ontem, Sérgio Figueiredo: «se todos os dezanove "regimes especiais" da função pública decidirem convocar uma greve, uma marcha e um protesto de zelo, temos festa até ao Orçamento de Estado 2006.»

E, um pouco adiante: «o emaranhado de subsistemas. Os privilégios injustificados. As regras diferentes. A perversão de valores. A normalidade com que dezenas de ministros e respectivos ajudantes encararam esta situação que todos, incrédulos, estamos a descobrir.»

E logo de seguida: «as forças policiais sujeitam-se a um sistema vergonhoso, típico de um país como o Benim ou o Uganda. Têm de pagar do próprio bolso a farda, a arma, as algemas, o arranjo de um carro que se estraga numa perseguição de rua.

Mas não é isto, esta imbecilidade que deveria ter acabado com a Idade Média, que os incomoda. Nunca fizeram uma marcha de protesto por isso. Nem sequer pela pensão vitalícia, em caso de morte em serviço, que o doutor Barroso criou sob palavra de honra numa campanha eleitoral, mas só agora foi justamente criada.

Se não exigem o óbvio, lutam pelo absurdo. Recusam ir às consultas nos centros médicos, como os outros. Querem a reforma dez anos antes dos outros, como se nada mais houvesse para fazer em toda a Administração Pública. É preservar um sistema de comparticipação, que lhes assegura os remédios para si, para cônjuge, filhos, pais, sogros e periquitos.

É este o filme do absurdo, a razão da conflitualidade social que temos e vai crescer. Um absurdo que não precisa de farda, pois na justiça também se perdeu o sentido dela.»

Bem, mas há mais: do seu, nem tão magro quanto isso, vencimento, descontam uma ridicularia, e, note-se, só para a Acção Social. Nada para o fundo de aposentações, nada para a segurança social – sublinhe-se.

Depois, o argumento tão estafado e ridículo quanto demagógico: “não vão querer um polícia velhote a correr atrás de um meliante…”

Então nós não sabemos como é, srs guardas.

Não estamos fartos de saber: 1º - que se dão alvíssaras a quem encontrar um polícia de giro (com a braçadeira com um T, há muitos. Mas esses até podem ser mais velhotes); 2º - que há muitas outras funções onde podem, a partir da frescura dos anos, passara exercer uma actividade proveitosa para a comunidade e condizente com as suas atribuições…

Todos sabemos, srs agentes.

Como sabemos e todos constatamos (quem estiver atento) que não só (!!??) das benesses que usufruem, dependerão os sinais exteriores de riqueza que alguns (?!), muitos, revelam… Nomeadamente, para referir só dois, os carros que exibem (e não tão modestos quanto a imagem no início referida pode fazer supor…), e as propriedades de que são titulares, sobretudo lá na terra.

É o que muitos constatam e o que consta.

Mas vamos ao certo.

E o certo é que não pode haver justificação – nem direito adquirido que valha – para “sustentar” tais e injustificados privilégios.

O contribuinte “em toda a linha” não está, naturalmente, disposto a “suportar” tal situação.

Vá, que apareceu um primeiro-ministro “teso”, a quem não parece assustar a hipótese de perder o tacho, e que resolveu enfrentar o problema e tentar pôr-lhe cobro.

Vamos ver.

O INDISFARÇADO CULTO DA PERSONALIDADE


“Tudo se deve a Salazar, que deve de ser hoje o orgulho legíttimo de todos os Portugueses, por ter corajosamente afrontado todos os obstáculos, sem desfalecer, e ter transformado um País decadente em uma nação próspera e prestigiada”.

A frase não é tirada de nenhuma biografia nem obra (laudatória, é evidente), à venda nas livrarias, sobre a figura pública que foi Salazar. Não é transcrita de nenhum panfleto da ex-UN, o partido único da ditadura.

Não. A frase é transcrita do livro de “História, para a 4ª classe do Ensino Primário Elementar, aprovado oficialmente” e “autorizado oficialmente para 1943-1944”.

Trata-se do último ponto de uma síntese sobre “O Estado Novo Português”, último capítulo do manual.

De pequenino se torce o pepino.

Assim funcionava a ditadura.

MEMÓRIA DO TEMPO QUE PASSA

2005/2015 - Década das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável.
2005 - Ano Internacional do Microcrédito. Ano Internacional da Física (aprovado pela UNESCO)
Dia Mundial do OVNI.
Dia Nacional de Macau.
Dia do Ardina.
Feriado Municipal de Alcácer do Sal.
Feriado Municipal de Almada.
Feriado Municipal de Braga.
Feriado Municipal da Figueira da Foz.
Feriado Municipal de Guimarães.
Feriado Municipal do Porto.
Feriado Municipal de Vila Nova de Gaia.

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Terá sido há 940 anos (1065), que ocorreu numa SX: morreu Fernando I, rei de Castela, Leão e Astúrias. A esse tempo ainda nem o Condado Portucalense existia, quanto mais Portugal. Pontificava Alexandre II (156º).

Desconhece-se a data do nascimento de Fernando, o Magno.

Sabe-se que morreu neste ano, e supõe-se que neste dia.
Fernando I, o Magno, foi o segundo filho de Sancho III, rei da Navarra, que erigiu em reino a Castela conquistada a Bermudo III, rei de Leão e Astúrias (1032).

Fernando Magno casou com D. Sancha, filha de Afonso V, rei de Leão. D. Sancha levou como dote, exactamente o reino de Leão. E aqui, deste casamento, a ligação à nossa História.

Ora Fernando I e D. Sancha foram os pais de Afonso VI, rei de Leão e Castela. Ora este Afonso VI não era mais que, como se sabe, o pai de D. Teresa (embora filha ilegítima, como estamos recordados), mãe de D. Afonso Henriques.

Logo, o nosso primeiro rei era neto de Afonso VI e bisneto de Fernando Magno e de D. Sancha.

Explicitando melhor, temos a seguinte sequência genealógica, mais próxima da nossa nacionalidade: Fernando Magno » Afonso VI, O Grande » D. Teresa » D. Afonso Henriques.

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Sabido que D. Teresa casou com o conde D. Henrique,

assim se compreende porque teve o nosso primeiro monarca o nome de Afonso Henriques:

segundo o costume da época, ao filho varão mais velho punha-se o nome do avô materno (Afonso)

seguido do patronímico do nome do pai (Henriques, filho de Henrique).

E recordo, já agora, que havia outra maneira de compor o patronímico:

era fazendo acrescentar, pura e simplesmente, ao nome do filho, o do pai

(por exemplo: D. Afonso Henriques teve, entre outros filhos bastardos, um

- referido por vários autores - que se chamava Pedro Afonso.

Que é como quem diz: Pedro, filho de Afonso.)

Sem que nos apercebamos disso, ainda hoje (mais no meu tempo, e antes) acontece o mesmo,

Ou algo de parecido.

Sem intenção declarada, na generalidade dos casos, de seguir a regra patronímica, claro.

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Fernando Magno, “aproveitando-se do desmembramento do califado de Córdova, fez aos mouros uma dura guerra, tornando-lhes Lamego, Viseu, Coimbra, Salamanca (1058) e submeteu os emires de Saragoça e Toledo.

Fernando I distinguiu-se, também pela sua piedade, e igualmente pela sua violência. (São inúmeros tais exemplos na História).

Foi no seu reinado que nasceu esse mítico e lendário herói que a história regista como Cid, el Campeador.

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Completam-se hoje 877 anos (1128), que caiu num DM: batalha de S. Mamede (perto de Guimarães) onde D. Afonso Henriques leva de vencida a mãe (D. Teresa) e os galegos, que conspiravam contra ele, iniciando-se, assim, o governo pessoal deste monarca como soberano independente - embora ainda não reconhecido como tal. Pontificava Honório II (163º).

A batalha de S. Mamede é, designadamente, uma afirmação da independência “portuguesa” (digamos assim) face à Galiza.

As forças leais a D. Teresa eram lideradas pelo conde Fernão Peres de Trava.

Com esta revolta, consolidou-se a autonomia do condado portucalense, que se expandiu para sul sob a égide de D. Afonso Henriques, que viria a ser, exactamente, o primeiro rei de Portugal. Na historiografia portuguesa, no entanto, esta batalha foi relegada para segundo plano, em favor da batalha de Ourique (a vila alentejana, segundo se crê, pois é uma dúvida persistente). Já no século XIX, foi Alexandre Herculano quem revalorizou a importância da batalha de São Mamede na formação de Portugal.

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Terá sido há 723 anos (1282), era uma QA: casam D. Dinis e D. Isabel. Reinava exactamente D. Dinis (6º). Pontificava Nicolau IV (191º).

D. Dinis (1261-1325), o Lavrador, era filho de D. Afonso III e de D. Beatriz de Castela.

D. Isabel de Aragão, que hoje todos referem como a Rainha Santa, que nasceu em 1269 ou 1270, e morreu no castelo de Estremoz em 1336, era filha de Pedro III, o Grande, de Aragão e de D. Constança de Navarra.

Li na GEPB que o casamento de D. Dinis e de D. Isabel se terá realizado neste dia, sim, mas do ano de 1288. E que as negociações (era o termo) com vista a esse enlace se terão iniciado em 1281.

Porém, quer a Biblioteca Universal (Porto-Editora) quer a Sinopse Cronológica da História Diplomática Portuguesa, do Embaixador Fernando de Castro Brandão (V/ site do Min. Dos Neg. Estr.) apontam para este dia 24.06.1282.

(Um pormenor, apenas, nos poderia fazer pender para uma ou outra data: em 1282 a princesa Isabel teria uns 13 anos. Em 1288, 19. Isto se nesse tempo não fosse frequente e comum o casamento com essa tenra idade).

Ora, parece reunir maior consenso o ano de 1282. E no dia em que nos encontramos.

Também reúne consenso o facto de primeiro ser ter realizado um casamento por procuração, em Barcelona, mas que a grande festa foi em Trancoso nesse dia de S. João de 1282.

De destacar a empenhada acção de D. Dinis em matéria de avanço económico e em prol da cultura do nosso país.

Ele próprio foi um insigne poeta.

“Poeta essencialmente amoroso, D. Dinis foi homem amorudo, a quem se apontam cinco ou seis favoritas, alguma das quais terão decerto inspirado poemas seus. Certo é que destes amores sortidos nasceram uns nove bastardos,

e entre eles dois poetas: D. Afonso Sanches, e D. Pedro, conde de Barcelos”.

De D. Isabel, D. Dinis teve dois filhos: D. Constança (1290-1313), que casou com Fernando IV de Castela, e D. Afonso (1291-1357), que lhe sucedeu (D. Afonso IV, o Bravo).

D. Dinis morreu em 1325, aos 64 anos, com 46 anos de reinado.

Uma vez viúva, aos 56 anos, a rainha fixou residência em Coimbra, junto do Convento de Santa Clara, nos Paços de Santa Ana, de que faria doação ao convento.

A Rainha Santa morreu onze anos mais tarde, aos 4 de Julho de 1336, no castelo de Estremoz, após uma viagem muito cansativa, desde Santiago de Compostela para tentar mais uma vez a pacificação entre o seu filho o Rei D. Afonso IV e o seu neto o Rei D. Afonso XI.

Já em vida do rei seu marido, D. Isabel repetidamente teve de intervir na pacificação de D. Dinis, quer com seu irmão D. Afonso (por inconsequentes exigências de D. Afonso em matéria de legitimidade na sucessão ao trono), quer com o seu filho herdeiro (D. Afonso IV) quer com o seu filho bastardo (D. Afonso Sanches).

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Foi há 645 anos (1360), era uma QA: nasceu, Cernache do Bonjardim, D. Nuno Álvares Pereira. Reinava D. Pedro I (8º). Pontificava Inocêncio VI (199º).

Recordo “memória…” anterior: cedo começou a servir como escudeiro na corte de D. Fernando e foi armado cavaleiro por D. Leonor Teles. Desempenhou importante acção nas cortes de Coimbra, em 1385, onde o Mestre de Avis foi aclamado rei, com o nome de D. João I. Ficou memorável, pela sua táctica e estratégia, a vitória conseguida sobre os castelhanos, em número muito superior às nossas forças militares, em Aljubarrota, em 14.08.1385, castelhanos que voltou a destroçar, no mesmo ano, em Valverde.

Por volta de 1411 iniciou a construção do convento do Carmo, em Lisboa. Em 1415 integrou a armada que partiu à conquista de Ceuta. Em 1423 recolheu-se, finalmente, na Ordem dos Carmelitas, onde viria a morrer cerca de oito anos depois.

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Aconteceu há 486 anos (1519), era uma SX: morreu Lucrécia Bórgia, duquesa de Ferrara.
Nascida em 1480, e duquesa de Ferrara a partir de 1501, era filha ilegítima do papa Alexandre VI e irmã de César Bórgia. Casou-se aos 12 anos e, de novo, aos 13, para satisfazer as ambições de seu pai, que acabou por anular ambos os casamentos. Aos 18 anos casou-se novamente, mas o seu marido seria assassinado em 1500 por ordem do seu irmão, com quem aliás se dizia ter cometido incesto (a mesma suspeita existia também em relação ao pai). O seu último casamento foi com o duque de Este, o filho e herdeiro do duque de Ferrara. Lucrécia fez da corte um centro cultural e foi mecenas tanto de escritores como de artistas plásticos, entre os quais Ariosto e Ticiano. (Cfr Biblioteca Universal).

A perversidade dos Bórgia (pai e filhos) é matéria evocada em todos os textos que se lhes referem.

Ludovico Ariosto (1474-1533) foi poeta (escreveu poemas em latim), dramaturgo e diplomata.

Tiziano Vecelli (Ticiano, 1487-1576) é considerado um dos maiores pintores do renascimento.

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Foi há 172 anos (1833), era uma SG: o conde de Vila Flor desembarca no Algarve (24JUN), ocupa Tavira e consegue sucessivas vitórias. Decorria o breve reinado de D. Miguel (29º). Pontificava Gregório XVI (254º).

Estávamos em fase de plena luta entre absolutistas e liberais.

António José de Sousa Manuel e Meneses Severim de Noronha (1792-1860) foi militar e político português, figura de proa da vida pública durante toda a primeira metade do século XIX, a que não terá escapado nenhum dos grandes acontecimentos do período. Aristocrata e grande proprietário, herdou o título de conde de Vila Flor, recebendo mais tarde o título de marquês da Terceira e, por fim, o de duque, como recompensa dos seus serviços em prol da causa liberal.

Depois de um breve apoio a D. Miguel, afastou-se dos partidários do absolutismo, tornando-se um apoiante firme de D. Pedro e do liberalismo consagrado na Carta Constitucional de 1826. (Cfr Biblioteca Universal).

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Terá sido há 158 anos (1847), era uma QI: convenção de Gramido (fim da guerra civil). Reinava D. Maria II (30º). Pontificava Pio IX (255º).

Ao fim e ao cabo a revolta da Maria da Fonte (15ABR) foi o início uma guerra civil (guerra da patuleia) que duraria mais de um ano, até à Convenção de Gramido, uma aldeola perto do Porto em Junho de 1847.

Saem vencedores os cartistas, derrotados os cabralistas.

É uma data pouco pacífica entre os vários autores: quanto ao ano e quanto ao mês, todos concordam ter sido em Junho de 1847. Já quanto ao dia, uns dizem ter sido realizada em 24, outros sustentam ter sido a 30 (estas as datas que reúnem mais apoiantes) e alguns, menos, sustentam ter sido concluída a 29. É assim que, na dúvida, alguns autores, vários, entre eles o Prof Oliveira Marques, se referem apenas a que a convenção foi assinada em Junho de 1847.

Alguns autores (nomeadamente este último referido) aventam a hipótese de patuleia ter a ver com “pata ao léu”, o que sublinharia o carácter genuinamente popular desta guerra e da revolta com que se iniciou (Maria da Fonte).

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Foi há 79 anos (1926), era uma QI: os jornais portugueses passam a ser submetidos à Comissão de Censura. Mendes Cabeçadas acumula, então, a chefia do Estado com a do governo. Pontifica Pio XI (259º).
A ditadura vai, aos poucos, definindo os caboucos do seu enorme edifício, que só ruiria em 25ABR1974.

A censura, nessa altura, só se dirigia aos jornais porque só eles existiam como media. Logo que outros apareceram… Eles não se esqueceram.

Não se distraíam.

Desde 3 desse mesmo mês de Junho, Salazar é o ministro das finanças. E transformar-se-á no líder incontestado da ditadura.

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Completam-se hoje 57 anos (1948), que foi numa QI: as autoridades soviéticas decretam o bloqueio de Berlim. Em Portugal estava na PR o general Carmona (decorria o último ano do seu 3º mandato, de 4 sucessivos, de 7 anos cada – o último interrompido pela sua morte).

O bloqueio consistiu no fecho da entrada dos sectores ocidentais da cidade de Berlim, numa tentativa para impedir os restantes aliados (EUA, França e Reino Unido) de unificarem a parte ocidental da Alemanha.

Mas o intento foi malogrado pela “ponte aérea” estabelecida pelos americanos para ligar Berlim à Alemanha Ocidental.

Daí que tenha sido levantado em Maio de 1949.

A barricada marcou a divisão formal da cidade em dois sectores: o oriental e o ocidental.

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Foi há 14 anos (1991), numa SG: o presidente da República, Mário Soares, inaugura a nova ponte ferroviária de S. João, projecto do Engº Edgar Cardoso, uma das que, no Porto, liga as duas margens do Douro. João Paulo II (264º).

O engº civil Edgar António de Mesquita Cardoso (1913-2000) ministrou, enquanto professor catedrático, a disciplina de pontes e estruturas especiais no Instituto Superior Técnico até 1974, altura em que foi expulso, regressando apenas seis anos mais tarde. Dirigiu ainda, em 1965, um curso de cálculo expedito de estruturas na Universidade de São Paulo (Brasil). Teve acção importante no desenvolvimento da investigação experimental e laboratorial de estruturas complexas.

Autor de centenas de projectos de pontes e de outras estruturas de grandes dimensões e de diversos tipos especiais de estruturas resistentes, entre as suas obras construídas em Portugal salientam-se a ponte da Arrábida e a nova ponte ferroviária de São João, ambas no Porto. Fora do país deixou obra em Macau, Ponte da Taipa, em Angola, a do Cuanza, e em Moçambique, a do Zambeze.

O engenheiro faleceu no dia 5 de Julho de 2000, aos 87 anos.

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Completam-se hoje 9 anos (1996), era uma SG: morreu Andreas Papandreou, político grego. Em Portugal começara nesse ano o primeiro mandato presidencial do Dr Jorge Sampaio. Pontificava João Paulo II.

Papandreou nasceu em 1919.

Político socialista grego, fundador do Movimento Pan-Helénico Socialista da Grécia (PASOK); primeiro-ministro de 1981 a 1989, e de novo, a partir de 1993. Perdeu as eleições de 1989 depois de ter sido implicado no escândalo de um alegado desfalque envolvendo o desvio de fundos do Banco de Creta para o governo grego, chefiado por Giorgios Koskotas. Em Janeiro de 1992, um julgamento ilibou Papandreu de todas as acusações de corrupção.

O PASOK venceu as eleições gerais de Outubro de 1993, e ele tornou-se de novo chefe do governo. Abdicou da chefia do governo em Março de 1996 por motivo de doença, acabando por morrer em Junho do mesmo ano. Foi o símbolo da resistência grega à ditadura militar e o elemento de consolidação das instituições democráticas no seu país. (Excertos da Biblioteca Universal)

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“SÍTIO” DO SIM, DO NÃO E DO TALVEZ


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As duas Europas

Vital Moreira / Causa-nossa / SX 24JUN05

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Blair propõe 'terceira via' para a União Europeia

Fernando de Sousa / Delegado em Bruxelas / SX 24 JUN05

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quinta-feira, junho 23, 2005

INTERMEZZO


Recebi um mail com um assunto interessantíssimo: a Terra vista em tempo real a partir de um satélite.

É, de facto, espectacular. Mais, ainda, se visto à noite.

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O avanço da técnica é impressionante.

Só falta mesmo podermos acompanhar os astronautas na sua navegação e irmos vendo (com zooms poderosíssimos) aquilo que nos rodeia…

E viajar por outras galáxias!

No tempo dos nossos bisnetos, eles vão poder ver “fotografias aéreas”, via satélite, naturalmente, das suas propriedades na Lua, em Marte ou noutro ponto qualquer da nossa ou doutra galáxia…

Aos Júlios Vernes de hoje não lhes falta matéria para “explorar”…

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Voltando ao nosso assunto:

Para ver Portugal, basta acertar as coordenadas para 150º Norte e 5º Leste.

Sugere-se que se deixe o navegador aberto na imagem e de tempos a tempos clicar em “actualizar”.

Repito que, visto à noite, é mais espectacular: as manchas de luz das cidades, o dia e a noite…

Clicando em qualquer ponto do globo, este passa a ser o centro da observação.

E para “transar” tudo isto, basta clicar aqui

Divirtam-se.

LAPSO, APENAS


Tem provocado acesa polémica uma declaração da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, à SIC Notícias:

«Confrontada com o facto de um tribunal de Lisboa e um dos Açores terem tido decisões diferentes sobre a questão dos serviços mínimos, disse que os dois tribunais pertencem a sistemas diferentes.
”É um pronunciamento sobre um despacho do Governo Regional de um tribunal dos Açores, que não é de Lisboa nem respeita à República Portuguesa, portanto não respeita ao nosso sistema”, explicou.» (TSF online, hoje)

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Estou à vontade para entrar na discussão: não sou mandatário da ministra, não estou vinculado a nenhuma força partidária, nem votei no partido que nos governa.

Mas às vezes penso. E procuro fazê-lo por mim.

Quanto ao primeiro-ministro, tenho de reconhecer que me parece estar a fazer política séria, sem ter os olhos fitos no horizonte de eleições, tentando iniciar uma reforma que vise o interesse nacional, mesmo que com prejuízo de alguns interesses corporativos.

Claro que o pôr em causa aqueles interesses privados de certos funcionários públicos ou para-públicos, provoca a ira e o descontrolo de muitos dos visados.

Ao náufrago, qualquer objecto que flutue serve de bóia de salvação.

Aos profissionais do sindicalismo, um “lapsus linguae” duma entidade responsável, chega para desencadear o alarido.

Não creio que o primeiro-ministro fosse desencantar o fraco e impreparado crânio, para a pasta da Educação, que os sindicalistas profissionais nos querem fazer crer.

É por demais evidente – penso – que a sra ministra quis referir que se tratava de tribunais de âmbito e diferentes competências.

E que o referido lapso terá, apenas, constado de ter aludido a República Portuguesa em lugar do Governo da República Portuguesa.

Parece-me simples. Nada grave nem, muito menos, provocatório.

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