segunda-feira, janeiro 31, 2005

QUATRO NOTAS SOBRE FACTOS RECENTES

1. Há dias, acerca duma notícia de que, num comício, Santana Lopes pediu maioria absoluta, Vital Moreira (VM) apenas comentou - pasmado, naturalmente: O que lhe falta em sentido de Estado sobra-lhe em vocação para a farsa”.

Mas que esperava, Prof Vital Moreira: não sabemos já todos que esses cavalheiros são absolutamente autistas; que são visceralmente falhos do sentido das realidades; que são de uma ousadia desconcertante porque nos tomam a todos por mentecaptos?

Vocação para a farsa?

Então não são eles que fazem aqueles jogos de garotos, a que ontem me referi – parafraseando Mega Ferreira? É tudo farsa! É tudo a fingir! É tudo faz-de-conta!

Sentido de Estado?

Mas como? Deles se diria como se dizia da mulher de César. Mas a verdade é que nem o têm nem podem parecer tê-lo.

Certo que eles pediram a alguém que lhes emprestasse um espelho, e têm ensaiado “poses” de Estado…

Mas só poses. Porque o sentido de Estado é qualquer coisa que se não pode esperar de indivíduos deste jaez.

2. Certeiro, ainda que movido por outros interesses, disse Belmiro de Azevedo, em declarações recentes à RTP:
«estabilidade medíocre não serve, prefiro minorias fortes a maiorias fracas»

Está visto: ninguém pode apreciar a mediocridade. Mas quem os conseguirá convencer disso?


3. No Sábado, no Expresso, José António Saraiva dissertou acerca da alegada prematuridade de José Sócrates.

Também não o vejo com o necessário carisma e tenho as minhas dúvidas sobre a capacidade de abrangência e a exigida profundidade que lhe são exigidas acerca dos problemas do País e das soluções para os enfrentar e debelar.

Mas convenhamos que há prematuros que acabam por ter uma espectacular evolução…

E convenhamos, ainda: o “prematuro” já deu alguns sinais de maturidade, enquanto que o seu principal opositor nunca deixou de revelar ser um insanável imaturo, cheio de fantasmas.

Em suma: Sócrates não convence muito, mas Santana é um desastre.


3. No Sábado, também, Margarida Marante entrevistou Manuel Monteiro (perdão, o Sr Dr Manuel Monteiro) na TSF.

Não posso deixar de me questionar: que poderosos “lobbies” estarão por trás de Manuel Monteiro (desculpem: Sr Dr Manuel Monteiro) e do seu pequeno clube de amigos e admiradores? É que não é costume dar o tempo de antena que os media têm dado a grupelhos destes e seus líderes…!

De todo o modo, Margarida Marante foi capaz de, a dado passo, lhe dizer - não me recordo se ipsis verbis, mas com este sentido explícito: que o clube dele (não me recordo, mas creio que lhe fez o jeito e disse “partido”), repito, que o “partido” dele estava mais à direita que o CDS/PP… “Bom, mais reaccionário” (disse ela).

O moço não tugiu nem mugiu. Esquivou-se, embaraçado.

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