Ao ler e ouvir os noticiários, a semana passada, dei comigo a matutar nestas questões do terrorismo, lato sensu.
Matéria em que há uma nuance que é preciso ter
Meditava, inclusivamente sobre certo “terrorismo” que se chamou e chama assim, mas que o não foi, que não o é. Vistas as coisas, claro, a certa profundidade e de determinado ângulo.
Os reivindicadores, nesses casos, lutam por causas quiçá nobres, assaz justas.
Nessa circunstância parece que o remédio para tal “terrorismo” é criar-se uma sociedade mais consentânea com as diferentes realidades. Mais Justa. E, então, não há outro remédio senão dialogar e negociar com esses reivindicadores, representantes de grandes e importantes (culturalmente falando, sobretudo) massas.
Tivemos vários casos na história mais recente sobre a matéria. E provando, exactamente, a justeza desta opção.
Pese embora o quão polémica é esta opinião para certas sensibilidades, a verdade é que ela tem imensos, inúmeros apoiantes. E é compreendida por tantos e tantos cidadãos deste planeta.
Mas depois há um outro terrorismo. Este sem aspas.
Não obedece a uma lógica. Não reivindica nada de reivindicável. É o terrorismo pelo terrorismo. É o absurdo, a paranóia, o ódio pelo puro ódio. É a loucura e o assassinato à solta, semeando a morte e a destruição indiscriminadamente, não olhando a meios, não distinguindo vítimas, não poupando nada nem ninguém.
E aí que fazer?
Difícil solução.
Controlo quase impossível.
Como escrevia, recentemente, José Manuel Fernandes, “podemos fazer explodir todas as mochilas abandonadas - não todos os que trazem uma mochila às costas. Podemos revistar os que entram nos aviões - não os que correm para apanhar o metro. Podemos registar quem conversa com quem - não podemos ouvir as suas conversas.”
É isso.
O mediatismo é um dos objectivos dos terroristas. Mas no 7 de Julho o tiro saiu-lhes pela culatra. Os media britânicos não foram ao encontro desse intento.
De alguma forma relacionado com isso está o seu claro intuito em provocar e exacerbar instintos islamófobos nos ocidentais. E parece que se lhes dá algum feedback nessa matéria.
Tony Blair que “embarcou” na estúpida e ineficaz “guerra ao terrorismo” do pouco sensato Bush, teve, recentemente, uma ideia acertada: nogociar com os muçulmanos moderados – que são a maioria – para que marginalizem (e combatam, porque não) os radicais.
Tem de haver alianças, têm de entrar em acção as chancelarias, porque a questão é política e ideológica. Não étnica nem religiosa.
Claro que é preciso agir.
E apertar a vigilância, tornando-a mais eficaz e sem os esmorecimentos que o decorrer do tempo provoca.
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