terça-feira, janeiro 03, 2006

MEMÓRIA DO TEMPO QUE PASSA

DE ACORDO COM O CALENDÁRIO DA ONU:

1997/2006 - Década Internacional para a Erradicação da Pobreza.

2001/2010 - Década para Redução Gradual da Malária nos Países em Desenvolvimento, especialmente na África.

2001/2010 - Segunda Década Internacional para a Erradicação do Colonialismo.

2001/2010 - Década Internacional para a Cultura da Paz e não Violência para com as Crianças do Mundo.

2003/2012 - Década da Alfabetização: Educação para Todos.

2005/2014 - Década das Nações Unidas para a Educação do Desenvolvimento Sustentável.

2005/2015 - Década Internacional "Água para a Vida".

2006 Ano Internacional dos Desertos e da Desertificação.

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Foi há 2112 anos (106 a.C.): consta que nasceu Marco Túlio Cícero, político e orador romano.

Cícero terá nascido em Arpino (hoje, uma comuna ou concelho), no Lácio (região da Itália que tem por capital Roma) e foi filósofo, escritor, tribuno, político e o equivalente a advogado.

Cícero foi “entregue aos cuidados do célebre senador e jurista romano Múcio Cévola” e viveu num período particularmente conturbado da história de Roma.

Após o assassinato de Júlio César, enfrenta Marco António (figuras gradas da República Romana) e é degolado em Fórmia, Itália, ao que se crê, aos 7 de Dezembro de 43 a. C., quando tentava fugir para o Oriente.

“Cícero é, com Demóstenes (orador e político grego), o melhor expoente da oratória clássica. Pela sua voz, postura, génio, paixão e capacidade de improvisação está dotado para o exercício da eloquência. São famosos os seus discursos contra (…) Catilina, em favor de Milão e de Marcelo e contra Marco António. É autor de diversos tratados filosóficos sobre o Estado, o bem, o conhecimento, a velhice, o dever, a amizade, etc., que transmitem a tradição do pensamento grego. As suas próprias ideias sobre a arte da oratória, assim como uma história desta, expressam-se em tratados escritos de forma dialogada, como De Oratore, Brutus, etc. Até nós chegam quase um milhar de cartas de Cícero sobre temas variados que constituem um valioso conjunto documental. Cícero desenvolve a prosa latina até a levar à sua perfeição,

do mesmo modo que Virgílio - Publius Vergilius Maro (15 de Outubro de 70 a.C. - 19 a.C.) - autor da Eneida, e Horácio - Quintus Horatius Flaccus. (65 a.C., Venusia, Itália - 8 a.C., Roma), que nos legou, vg, 4 livros de Odes - o fazem com a poesia.” (Extractado de “Wikipédia, a enciclopédia livre”)

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Foi há 1770 anos (236), num DM: morreu o papa Antero. De Portugal só existia, em parte, um remoto projecto: a Lusitânia.

O papa Antero (19º) era siciliano, foi eleito em 21NOV235 e morreu em 03JAN236.

Foi o imperador Maximino (Caio Júlio Vero, conhecido por Trácio, por ter nascido na Trácia) que o condenou à morte, pela sua actuante acção apostólica. O seu grande carisma pessoal proporcionou-lhe “conversões aos milhares entre os romanos e gregos pagãos, e até entre a guarda pessoal do imperador romano. Enfrentou a inveja e a oposição de um sacerdote de nome Nereu de Chipre, que desejava sentar-se na Cátedra de Pedro, sem reunir, entretanto, adeptos em número suficiente para apoiar as suas pretensões”.

Antero sucedeu ao papa Ponciano (230-235), que consta ter introduzido a saudação “dominus vobiscum”.

E foi sucedido pelo 20º papa, Fabião (pontífice entre 236 e 250).

Acerca deste último, conta-nos Eusébio de Cesareia (bispo de Cesareia, referido como o pai da história da Igreja) que a eleição de Fabiano (ou Fabião) foi maravilhosa: voltava ele de fora de Roma, com alguns amigos, quando a assembleia dos cristãos deliberava sobre a sucessão do papa Antero. Divididos os votos, estava difícil o consenso. Foi quando, para surpresa de todos, uma pomba branca pousou sobre a capa de Fabião, que mais admirado ficou, quando, por unanimidade, os cristãos romanos o elegeram como novo pontífice.

Instado a obedecer, leigo que era, recebeu ordens sagradas e tornou-se sucessor de São Pedro.

Diz-se, ainda, que terá sido a partir daí que a pomba passou a simbolizar o Espírito Santo.

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Foi há 1070 anos (936), era um DM: é eleito o papa Leão VII. O Condado Portucalense só surgiria daí a mais de 150 anos, em 1095. E Portugal, quase dois séculos depois, em 1128.

Leão VII (126º) era romano de nascimento. Nesta época ainda o filho de Marosia (ou Marogia?), Alberico II, príncipe e senador de Roma, que teve influência decisiva na eleição de Leão VII, exercia o poder temporal, pelo que apenas no domínio do espiritual o poder dos papas era efectivo.

Este papa e os dois anteriores [Estêvão VII (124º) / João XI (125º)] exerceram o pontificado na época mais negra do papado, que estava sob o domínio de gente ambiciosa e turbulenta. Reformador da disciplina monástica dos beneditinos, foi também defensor do celibato dos padres.

“Estórias à margem da História”

As Imoralidades dos Papas...

«O testemunho da história não favorece a Igreja e muitos papas.

Devido à adopção do celibato, os escândalos sempre acompanharam o sistema religioso que criaram.

O período mais tenebroso do Papado, anos 904-963, ficou conhecido como "PORNOCRACIA OU DOMÍNIO DAS MERETRIZES."

Ainda hoje é um constante na imprensa secular os escândalos e deslizes morais entre eles.

O papa João XI era filho ilegítimo de Marózia, amante do papa Sérgio III, ano 941. O papa João XII, ano 955, violava virgens, viúvas e

conviveu com a amante de seu pai:

fez do palácio papal um bordel e foi morto num acto de adultério,

pelo marido da mulher que violava. (…)»

(Retirado de “Conv. De Mesa nr. DCCLXII e CHINIQUI, ex-padre”, in “Estado de São Paulo, 23.03.1983”)

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É só uma amostra do muito que se tem escrito sobre a matéria.

A seu tempo trarei mais.

Não esquecendo que certas coisas têm o valor que têm.

Que o têm, algum, por certo.

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Será tudo invencionice?

Será mesmo, e/ou só, uma cabala?

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Num contexto, oiço (na já proverbial desculpa esfarrapada – passe o plebeísmo): “somos todos imperfeitos. A carne é fraca.”

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Noutro registo, alguém dirá (rejeitando o, quanto a mim, irrejeitável):

“é com eles. Não tenho nada com isso!”

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Não estou com uns nem com outros.

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É deste celibato que falam sua santidades?

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É deste jaez a verticalidade, a seriedade, a coerência de quem defende princípios como os que a Igreja diz prosseguir?

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Para quando, dentro dela,

a discussão e a apresentação de soluções

para as magnas questões do seu tempo, em tempo?

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Faz hoje 716 anos (1290), foi numa TR: nasceu D. Constança de Portugal, infanta de Portugal e rainha de Castela. Reinava seu pai, D. Dinis (6º). Pontificava Nicolau IV (191º).

D. Constança foi a filha primogénita de D. Dinis – irmã de D. Afonso IV (7º) - e da Rainha Santa Isabel. Tornou-se rainha de Castela pelo seu casamento com o rei Fernando IV de Castela, em 1302, como forma de selar definitivamente a Paz de Alcanizes assinada cinco anos antes.

O “tratado de Alcanices” foi assinado entre os soberanos de Leão e Castela, Fernando IV (1295-1312) e de Portugal, seu sogro, D. Dinis (1279-1325), a 12 de Setembro de 1297, na povoação espanhola de Alcañices.

Por ele, se restabelecia a paz fixando-se os limites fronteiriços entre os dois reinos,

em fins do século XIII.

Do casamento de D. Constança com Fernando IV, nasceram três filhos: Leonor de Castela (1307-1359), casada com o rei Afonso IV de Aragão; Constança de Castela (1308-1310); Afonso XI de Castela (1311-1350)

D. Constança morreu aos 23 anos, a 18 de Novembro de 1313.

(Fonte: “Wikipédia, a enciclopédia livre”)

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Foi há 569 anos (1437), numa QI: morreu Catarina de Valois, princesa de França, rainha consorte de Inglaterra. Em Portugal reinava D. Duarte (11º). Pontificava Eugénio IV (207º).

Catarina de Valois (27 de Outubro 1401 - 3 de Janeiro 1437) foi princesa de França, filha do rei Carlos VI, o Louco, e rainha consorte de Henrique V, de Inglaterra.

Catarina nasceu em Paris numa época conturbada da história de França. A guerra dos cem anos atingiu o apogeu durante a sua adolescência. Catarina casou com Henrique V a 2 de Junho de 1420. O casal regressou então a Inglaterra, onde nasceu seu único filho, o futuro Henrique VI.

Catarina ficou viúva inesperadamente em 1422 e a partir de então a sua importância na corte inglesa decresceu drasticamente. Além disso, a sua nacionalidade francesa alimentava as suspeitas dos nobres ingleses, que conspiraram para a afastar do seu filho Henrique VI. Afastada da corte, Catarina encontrou conforto em Owen Tudor, um nobre galês. Apesar de ser por lei proibida de voltar a casar, Catarina iniciou uma ligação com Tudor e teve dele mais quatro filhos.

Catarina morreu a 3 de Janeiro de 1437, no parto da sua filha, que não sobreviveu muito mais. Como rainha consorte, foi sepultada na abadia de Westminster, em Londres. Estes seus últimos 4 filhos (em princípio ilegítimos, porque se Catarina casou com Owen foi em segredo) foram reconhecidos pelo irmão Henrique VI e adquiriram títulos de nobreza.

(Fonte: “Wikipédia, a enciclopédia livre”)

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Foi há 485 anos (1521), numa QI: o papa Leão X (217º) excomungou Martinho Lutero. Em Portugal reinava D. Manuel (14º).

Martinho Lutero (inicialmente Martin Luder), (Eisleben, 10 de Novembro de 1483 - Eisleben, 18 de Fevereiro de 1546), foi teólogo alemão. É o pai espiritual da Reforma Protestante (outro reformador foi João Calvino). Como monge agostinho tornou-se teólogo e queria alcançar reformas, vistas como necessárias, sem inicialmente pretender dividir a igreja.

Foi o autor de uma das primeiras traduções da bíblia para o alemão, algo que na altura era considerado pelo Vaticano como uma heresia. Lutero não foi o primeiro tradutor da Bíblia para o alemão. Já havia traduções mais antigas. A tradução de Lutero, contudo, suplantou as anteriores. Além da qualidade da tradução, foi amplamente divulgada em decorrência da sua difusão por meio da imprensa, desenvolvida por Gutenberg em 1453. O latim, a língua do extinto Império Romano, permanecia a língua franca europeia, imediatamente conotada com o passado romano glorioso, uma era de ciência, de progresso económico e civilizacional, sendo também a língua dos textos sagrados tal como estes foram transmitidos às províncias do império romano, por mais longínquas que fossem, nos menos de 100 anos que separam a oficialização da religião cristã pelo Imperador Romano Teodósio I em 380 d.C. e a deposição do último imperador de Roma pelo Germânico Odoacro em 476 d.C., data avançada por Edward Gibbon e convencionalmente aceite como ano da queda de Roma (Império Ocidental). O fim da perseguição da religião cristã pelo império romano tinha-se dado em 313 d.C.

O domínio do latim era, no séc. XVI, no fim da Idade Média e princípio da chamada idade moderna, apenas o privilégio de uma percentagem ínfima de população instruída, entre os quais os elementos da própria igreja. A tradução de Lutero para o alemão foi simultaneamente um acto de heresia e um pilar da sistematização do que viria a ser a língua alemã, até aí vista como uma língua inferior, dos ignorantes, plebeus. A sua tradução das Escrituras marca a emergência do idioma alemão moderno. [É preciso esclarecer que Lutero não se opôs ao latim, e ele mesmo publicou uma edição revista da tradução latina da Bíblia (Vulgata). Lutero escrevia tanto em latim como em alemão. A tradução da Bíblia para o alemão não significou, portanto, rejeição do latim como língua académica.]

Enquanto padre na Universidade de Wittenberg, escreveu textos críticos sobre a venda de indulgências (remissão do castigo pelos pecados cometidos). O imperador romano Carlos V intimou-o a comparecer na Dieta (assembleia dos dignitários do império romano) de Vorms/Vórmia, na Alemanha, em 1521, onde ele recusou retractar-se. Assumindo-se originariamente como um reformista, o seu protesto conduziu ao cisma, na sequência da confissão de Augsburgo.

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A confissão de Augsburgo,

elaborada por Philip Melanchthon, consiste na afirmação da fé protestante tal como é sustentada pelos reformistas alemães.

Em 1530, foi apresentada ao imperador católico-romano Carlos V,

na conferência conhecida como congresso de Augsburgo.

A confissão de Augsburgo consiste no credo da Igreja luterana moderna.

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Lutero é considerado o instigador da revolução protestante, sendo agora o luteranismo a religião predominante em muitos países do norte da Europa, incluindo a Alemanha, Suécia e Dinamarca.

No dia 31 de Outubro de 1517, Lutero afixou na porta da igreja de Wittenberg a declaração das 95 teses respeitantes às indulgências, e, no ano seguinte, foi intimado por Roma a justificar esse acto. Como resposta, lançou um ataque ainda mais forte ao papado e, em 1520, queimou publicamente, em Wittenberg, a bula papal (édito) que tinha sido emitida contra ele. Quando regressava a casa, vindo da Dieta imperial de Vorms, foi levado pelo príncipe eleitor da Saxónia em regime de «prisão preventiva», para o castelo de Wartburg. Mais tarde, desentendeu-se com o teólogo holandês Erasmo, que o tinha apoiado nos ataques lançados contra a autoridade papal, e envolveu-se em controvérsias com os seus opositores religiosos e políticos. Após a confissão de Augsburgo, em 1530, Lutero retirou-se gradualmente da liderança protestante.

(Fonte: as enciclopédias, mormente, Wikipédia e BU)

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Aconteceu há 219 anos (1787), numa QA: é inaugurado o Observatório Astronómico da Academia de Ciências de Lisboa, instalado no Castelo de São Jorge. Reinava D. Maria I (26º). No Vaticano pontificava Pio VI (250º).

Em 1779, tinha sido instalado no Castelo de S. Jorge o primeiro ponto de observação astronómico de Lisboa - a Torre do Observatório.

E poucos anos depois, surge o Observatório Astronómico da Escola Politécnica, fundado em 1875, mas cujo edifício principal teve posteriormente de ser demolido por motivos de estabilidade, sendo o imóvel hoje existente, já integrado no Museu de Ciência, sido inaugurado em 1898. Porém, o seu interior encontra-se bastante degradado.

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Decorreram 211 anos (1795), foi num SB: Rússia e Áustria fazem acordo para repartir a Polónia. Em Portugal ainda vivia D. Maria I mas já não reinava, porque incapacitada, decorrendo, pois, a regência de D. João, futuro D. João VI (27º) e chefiava o governo Luís Pinto de Sousa Coutinho, Visconde de Balsemão. Em Roma pontificava Pio VI (250º).
Recuando uns séculos, e em síntese, n
o século X, as tribos polacas foram unidas pela primeira vez sob a égide de Mieczyslaw, um governante cristão. Os mongóis devastaram o país em 1241, e, depois disso, os refugiados alemães e judeus foram encorajados a fixar-se por entre a população eslava. O primeiro parlamento reuniu em 1331, e Casimiro, o Grande, (1333-1370) conduziu o país a um elevado nível de prosperidade. Sob a dinastia Jagielloniana (1386-1572), a Polónia transformou-se numa grande potência, a maior da Europa, enquanto se manteve unida à Lituânia (1569-1776). Depois da morte do último Jagiello, seguiram-se vários reis eleitos, tendo a nobreza reaccionária tomado conta do poder, com o poderio da Polónia a decair. Stephen Báthory derrotou Ivan, o Terrível, da Rússia, em 1581, e, em 1683, João III de Sobieski forçou os turcos a levantarem o cerco a Viena. A guerra com a Rússia, Suécia e Brandenburgo terminou em meados do século XVII com a derrota completa da Polónia, que nunca mais recuperou. As guerras com o império otomano, as desavenças entre os nobres, as querelas pela eleição de cada novo rei, a manutenção da servidão e a perseguição feita aos protestantes e aos cristãos ortodoxos gregos levaram o país a sofrer as ingerências da Áustria, Rússia e Prússia, que culminaram numa partilha em 1772, e, de novo, em 1793, quando a Prússia e a Rússia ocuparam outras regiões. A revolta patriótica liderada por Tadeusz Kosciusko foi derrotada, tendo a Rússia, a Áustria e a Prússia ocupado o resto do país em 1795. O Congresso de Viena reordenou a divisão de 1815 e reconstituiu a parte russa como um reino sob a tutela do czar. (Transcrição da BU)

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Completam-se hoje 131 anos (1875), foi num DM: morreu Pierre Larousse, enciclopedista e editor francês. Em França já vigorava o regime republicano. Em Portugal reinava D. Luís (32º) e decorria o 1º governo de António Maria de Fontes Pereira de Melo, do Partido Regenerador. No Vaticano pontificava Pio IX (255º).

Pierre Athanase Larousse (Toucy, 23 de Outubro, 1817-3 de Janeiro, 1875) foi um gramático, filólogo e lexicógrafo francês conhecido pelo dicionário enciclopédico que editou e que ficou conhecido pelo seu nome. Com maior rigor trata-se do Grand Dictionnaire Universel du XIXème Siècle (1865-76), que continua a ser um valioso instrumento de consulta e de pesquisa.

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Foi há 105 anos (1901), era uma QI: nasceu Ngo Dinh Diem, ditador do Vietname entre 1954 e 1963. Em Portugal reinava D. Carlos (33º) e chefiava o governo, pela 2ª vez, Ernesto Rodolfo Hintze Ribeiro, do Partido Regenerador. Em Roma pontificava Leão XIII (256º).

Trata-se do Vietname do Sul, pró-ocidental, com capital em Saigão.

Ngo Dinh Diem descendia de uma família de ricos mandarins da Corte imperial de Hue. Foi adversário da invasão japonesa da Indochina durante a Segunda Guerra Mundial, inimigo do Vietname do Norte, comunista (Hanói), de Ho Chi Minh e, também, do colonialismo francês.

«Entrementes no Sul, assumia a administração em nome do imperador, Ngo Dinh Diem, um líder católico, que em pouco tempo tornou-se o ditador do Vietname do Sul. Ao invés de realizar as eleições em 1956, como previa o acordo de Genebra, Diem proclamou a independência do Sul e cancelou a votação. Os americanos apoiaram Diem porque sabiam que as eleições seriam vencidas pelos nacionalistas e pelos comunistas de Ho Chi Minh. Em 1954, o Gen. Eisenhower, presidente dos Estados Unidos, explicou a posição americana na região pela defesa da Teoria de Dominó: "Se vocês puserem uma série de peças de dominó em fila e empurrarem a primeira, logo acabará caindo até a última... se permitirmos que os comunistas conquistem o Vietname corre-se o risco de se provocar uma reacção em cadeia e todo os estados da Ásia Oriental tornar-se-ão comunistas um após o outro."
A partir de então Diem conquistou a colaboração aberta dos EUA, primeiro em armas e dinheiro e depois em instrutores militares. Diem reprimiu as seitas sul-vietnamitas, indispôs-se com os budistas e perseguiu violentamente os nacionalistas e comunistas, além de conviver, como bom déspota oriental, com uma administração extremamente nepótica e corrupta. Em 1956, para solidificar ainda mais o projecto de contenção ao comunismo, especialmente contra a China, o secretário John Foster Dulles criou, em Manilla, a OTASE (Organização do Tratado do Sudeste Asiático), para servir de suporte ao Vietname do Sul.»

Em 01NOV1963 Ngo Dinh Diem é deposto, e cai o seu regime.

Entre 1954 e 1975 decorreu a guerra do Vietname, entre o Vietname do Norte, de regime comunista, e o Vietname do Sul, apoiado pelos EUA. “Nesta guerra morreram 200 000 soldados do Vietname do Sul, 1 milhão de soldados do Vietname do Norte e 500 000 civis. Entre 1961 e 1975 morreram 56 555 soldados americanos. A guerra destruiu 50% da floresta do país e 20% das terras agrícolas. O Camboja, um país vizinho que tinha assumido uma posição neutral no conflito, foi bombardeado pelos americanos entre 1969 e 1975, tendo sofrido cerca de um milhão de mortos e feridos.

Os americanos gastaram 141 mil milhões de dólares em ajuda ao governo do Vietname do Sul, mas os 3250 milhões de dólares que, em 1973, o presidente americano Richard Nixon prometeu ao Governo vietnamita como reparação pelos estragos de guerra, nunca foram pagos.” (BU)

Em 02 de Julho de 1976 a unificação nacional é oficializada com o nome de República Socialista do Vietname.

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Foi há 89 anos (1917), era uma QA: o Corpo Expedicionário Português (CEP) parte para a Flandres. Decorria a Grande Guerra de 14-18 e, em Portugal, o mandato presidencial de Bernardino Machado, do Partido democrático, enquanto o evolucionista António José de Almeida liderava um governo de “União Sagrada”. Pontificava Bento XV (258º).

Assinada uma Convenção com a Grã-bretanha para regulamentação da nossa participação na frente europeia, durante a Primeira Guerra Mundial, o CEP ficou subordinado ao BEF (British Expeditionary Force).

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Aconteceu há 64 anos (1942), e foi num SB: Chiang Kai-Chek é nomeado comandante e chefe de todas as forças aliadas na China. Em Portugal já há muito que era PR o vitalício presidente general Carmona. O governo era chefiado pelo igualmente vitalício Salazar (corria a primeira das quase cinco décadas do seu consulado). Em Roma pontificava Pio XII (260º).

Decorria a guerra sino-japonesa.
«Após a morte de Sun Yat-sen (1925), o KMT passou a ser liderado pelo traiçoeiro e inescrupuloso Chiang Kai-chek. Este homem ambicioso e sem escrúpulos, que não hesitou em vender-se ao imperialismo, ordenou o Massacre de Xangai (1927), no qual milhares de comunistas foram trucidados pelos soldados do KMT. A partir daí, começava a gerra civil entre o PCC e o KMT.»

“Em 1911, os nacionalistas chineses, liderados por Sun Yat-sen, chefiaram uma revolta que proclamou a república. Este homem fundou o Kuomintang (KMT), partido nacionalista que propunha criar um Estado moderno, dinamizador do capitalismo.”

«A Segunda Guerra chegou mais cedo à China: em 1937 o Japão declarou-lhe guerra total, com o objectivo de dominá-la completamente.
Para enfrentar os invasores japoneses, o PCC e o KMT estabeleceram uma trégua. Entretanto, enquanto o KMT, dominado pela corrupção, pouco fazia contra os violentos ocupantes estrangeiros, o PCC mostrava ao povo que era o mais dedicado, vigoroso e leal combatente do imperialismo. Na luta contra os japoneses foi criado o Exército Vermelho.

Os japoneses agiram com selvajaria, matando e destruindo o que viam pelo caminho. Os latifundiários, para não perderem suas riquezas, colaboravam com os invasores e exploravam mais ainda os camponeses.»

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Aconteceu há 50 anos (1956), foi numa TR: a linha de caminho de ferro entre Pequim e Moscovo é inaugurada. Nikita Khrushchev era o dirigente da União Soviética. Mao Tse-tung (ou Mao Zedong) era o líder da República Popular da China. Em Portugal, uma vez que Carmona morrera em 1951, era agora PR o general Craveiro Lopes, que não era das simpatias do líder do regime, Salazar, e por isso só exerceu esse mandato. Este PR não era tão submisso quanto o, ainda, Presidente do Conselho, exigia. Pio XII (260º) era, então, o papa reinante.
O projecto é ir de
Moscovo
até Pequim de comboio. (Os 7 855 km que separam estas cidades equivalem quatro vezes à distância entre Lisboa e Paris)

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Faz hoje 46 anos (1960), o que aconteceu a um DM: Álvaro Cunhal, com outros nove prisioneiros, consegue efectuar a célebre fuga do Forte de Peniche, tendo sido auxiliado por alguns pescadores. Era, então, PR essa brilhante figura, essa fulgurante inteligência, esse orador insigne que a História e a Academia registam com o nome de Américo Tomás – mas sempre fiel servidor do grande chefe. (A Seara Nova registou muitas passagens dos seus aplaudidíssimos discursos; como, por exemplo: “depois da última vez que aqui estive, esta é a primeira vez que cá venho” – e o “pessoal” da UN, da LP, da MP, da PIDE, e da cor, explodia em aplausos vibrantes e em delírio). Salazar – o grande chefe - continuava firme no seu posto. Pontificava João XXIII (261º).

Biografia de Álvaro Cunhal, com referência e descrição da fuga e uma amostra dos seus desenhos.

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Na mesma data morreu, num acidente de viação, em Sem, França, Albert Camus, escritor e filósofo.

Camus nasceu na Argélia, em Modovi, aos 07.11.1913

É considerado um expoente da literatura francesa, juntamente com Jean Paul Sartre.

Para uma rápida nota bio-bibliográfica.

Para uma informação um pouco mais completa.

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Foi há 29 anos (1977), numa SG: tomam posse os primeiros autarcas eleitos em Portugal desde o final da I República, em 1926. Era PR o general Ramalho Eanes. Estava em funções o I Governo Constitucional liderado por Mário Soares. Paulo VI (262º) era o líder da igreja romana.

As eleições realizaram-se em 12DEZ1976.

A distribuição dos votos pelos maiores partidos foi a seguinte:

PS – 33,24%

PPD/PSD – 24,27%

FEPU * - 17,69%

CDS – 16,61%

A FEPU, Frente Eleitoral Povo Unido, era constituída pelo PCP, o MDP e a FSP.

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Aconteceu há 26 anos (1980), foi numa QI: o presidente da República, general Ramalho Eanes, empossa o VI Governo Constitucional, presidido por Sá Carneiro. Já pontificava João Paulo II (264º).

Seja, dá-se a substituição de Maria de Lourdes Pintasilgo, que liderara o V Governo Constitucional.

Em 06MAI1974, restaurada a democracia, no mês anterior, Francisco Sá Carneiro, juntamente Francisco Pinto Balsemão e José Magalhães Mota (que tinham feito parte da “ala liberal” da Assembleia Nacional do regime anterior), fundou o Partido Popular Democrata (PPD), entretanto alterado e renomeado Partido Social-Democrata (PSD). E Sá Carneiro torna-se o primeiro presidente do novo partido.

Em finais de 1979, criou a Aliança Democrática, uma coligação entre o seu PPD/PSD, o Centro Democrático Social/Partido Popular de Diogo Freitas do Amaral, o Partido Popular Monárquico de Gonçalo Ribeiro-Telles, e alguns independentes). A coligação vence as eleições legislativas desse ano com maioria absoluta. Dispondo de uma ampla maioria a apoiá-lo (a maior coligação governamental até então desde o 25 de Abril), foi chamado pelo Presidente da República Ramalho Eanes para liderar o novo executivo, tendo sido designado como primeiro-ministro em 3 de Janeiro de 1980, sucedendo assim a Maria de Lourdes Pintasilgo.

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Aconteceu há 7 anos (1999), num DM: lançamento, pela NASA, da sonda norte-americana Mars Polar Lander. Em Portugal continuava Jorge Sampaio na PR, mas o executivo, agora, o XIII Governo Constitucional, era liderado por António Guterres. O papa era ainda João Paulo II.

O objectivo da sonda era analisar o solo, o subsolo e o clima do planeta Marte, antes de mais nas proximidades da “aterragem”da sonda.

Esta missão seguiu-se a uma outra, a Mars Pathfinder, em 1997.

O foguetão, Delta II, lançado nesta data chegaria a Marte onze meses depois, em 03DEZ.

O foguetão, no fundo, transportava três sondas: a sonda principal, Mars Polar Lander, e duas micro-sondas do programa Deep Space 2 que fazia parte de um projecto com que se visava desenvolver novas tecnologias com o intuito de melhor realizar as pesquisas, suplantando as várias adversidades que acompanham a exploração espacial.

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PRÓS E CONTRAS OU A PROVA DE QUE, POR VEZES, DA DISCUSSÃO PODE NASCER OU AUMENTAR A LUZ


Não sou um desertor absoluto da televisão, porque ainda vai havendo um ou outro programa como alguns dos “Prós e Contras” e uma ou outra interessante entrevista da Ana Sousa Dias, “na dois”. [Não, não é a mesma da “missa do Marcelo”, na expressão do António (não, tu, Barão. O meu irmão). É capaz de ser gémea, isso talvez. Não a mesma]. E mais alguns, sempre menos interessantes que a “1ª companhia”…

Julgo que não resvalei para um certo pseudo-intelectualismo (e sei lá?), mas decididamente não me sinto nada vocacionado para sustentar e engordar certos níveis de audiências.

Já me vou sentindo um bocado cansado. Embora me esqueça e vá estrebuchando.

Ora… (Onde é que eu ia? Já sei.)

Televisão. Isso, essa caixota de que me sinto tão divorciado.

Pois: ontem a discussão (não é figura de estilo: discussão, mesmo) à volta das perspectivas sociológicas dos portugueses foi deveras interessante.

Fico possesso de raiva, porque constato sempre o mesmo: isto, sim, é discutir a sério. Não redundam no óbvio, para onde sempre embico nas minhas domésticas intervenções e nos minúsculos fóruns em que participo, de ora em vez.

(Até costumo terminar com um p****!).

Mas atenção: o óbvio, por vezes, tem de ser recordado, já que as deambulações (lucubrações?) dos intelectuais puros (não tenho a certeza de estar correcta a expressão; mas vá, entendam-me) por vezes se enredem em complicados labirintos…

Não é difícil descrever a cena e os actores. (A matéria, o enredo, é mais complicado).

Tivemos de um lado (é como a história das bruxas… Que há ironias, lá isso há), na panorâmica da grande angular, à nossa esquerda, a Senhora Professora Doutora Filomena Mónica (FM), o Prof Pacheco Pereira (PP – apesar de tudo não confundir com outro PP, irmão de um dos actores em palco). Da banda direita: o sr Miguel Portas (MP) e o sociólogo Boaventura Sousa Santos (SS – não confundir com uma sigla de boa memória para alguns saudosistas).

E então, vejamos: lembram-se da Georgina , a “irmã” de que falava Raul Solnado? (Os mais jovens não fazem a menor ideia. Eu explicava, mas é mais fácil que eles perguntem aos pais ou aos avós). Pois bem, FM era a Georgina da noite: que bem que ela “dizia coisas”… (Recordo-me que fiquei siderado quando lhe ouvi a verdade da noite, na expressão inédita, mas corajosa: “a Europa está numa encruzilhada”!!! E interrogo-me: porque não há mais gente assim, clarividente, arrojada, sem receio que as palavras lhe queimem a língua…? Porquê?). (E recordo-me de mais: “sou professora universitária” tan-tan-tan… – sei que ela disse em maiúsculas, mas eu sou assim, um irreverente – e “no meu instituto” blá-blá-blá… Mas mais importante: “visto-me no Marks & Spencer”. Tudo matéria de relevo).

PP? Mas quem disse que não é um pensador?! Essa agora! Claro que sim. De quando em quando lá vinha: “nós os intelectuais”… (Lê-se-lhe quase sempre na expressão facial uma certa insegurança…!). Bom, mas é um ser pensante como poucos. E de peso. (Que péssimo investimento fez a extrema esquerda lá pelos idos 70! Preparou, e de que maneira, o melhor ideólogo com que a direita nunca sonhara!).

Do outro lado? MP, um rapaz que só ganhou em viver com o pai. Tanto quanto o irmão perdeu em viver com a mãe.

Sei que alguns não gostam de ouvir falar “nesses cucos”.

“Pero” que são “buenos”, são. (Falo dos bloquistas, está claro. Não, obviamente, dos irmãos – que aí só um é cuco). Tenham lá paciência, mas o Miguel esteve muito bem.

A função importante dele, naquele jogo, foi o de pôr os nomes às “coisas”. E a de SS foi a de explicar as “coisas”. E aí (parem lá com a conversa, seus marotos, que bem os oiço, à minha esquerda e à minha direita), chegaram, e muito bem – e sobraram – para os mais. Obviamente, sem favor, clubismos à parte.

Confesso que já várias vezes me senti meio embaraçado com SS. Mas desta vez… Que show! Esteve muito bem.

SS também falou do “meu centro” (como a Georgina do “meu instituto”)? Está bem, mas não foi para se promover (como a Georgina). Foi para explicar melhor.

MP? Não foi só o falar com desenvoltura e conhecimento e propriedade e acerto, mesmo das questões mais difíceis como a política agrícola comum, para que era convocado matreiramente pelo PP… Foi o explicar bem – mas bem mesmo – qual a diferença entre ele e o dito Pacheco.

Dignidade humana, democracia, globalização, burguesia, modelos económicos? Ora vamos lá pôr os pontos nos ii (parecia dizerem daquele lado, onde estavam erradamente, MP e SS, arregaçando as mangas e sem gaguejar).

PP bem queria valer-se da sua ginástica intelectual… E argumentava, e resistia, e contra-argumentava… Mas não convencia a outra bancada, que logo lhe desmontava o discurso. (Georgina, sempre impante, ex-catedra, ia papagueando umas coisas, e algumas próximas de um certo senso. Ficava particularmente “brava” quando SS a questionava… Mas não conseguia impressioná-lo. Muito menos derrubá-lo.)

Digam lá se não foi um bom serão?

E a Fátima Campos Ferreira esteve bem, como de costume. Desta vez, particularmente por deixar que a discussão existisse.

Gostei.

Gostaram?

“MULHERES AO PODER”


Curioso o apontamento de Ricardo Santos, na Grande Reportagem de 31DEZ05, que transcrevo, com a devida vénia:

«Fartas do rumo que a aldeia levava, um grupo de mulheres de Lozisca, na Croácia, decidiu tomar uma medida. Nas eleições regionais, as habitantes desta localidade na ilha de Brac juntaram-se e organizaram uma lista para combater os homens da terra. Foram a votos e ganharam. Merica Bogdan, uma das componentes da lista, foi clara: “Não estávamos satisfeitas com o que eles andavam a fazer pela comunidade e lançámos a campanha para poder chegar ao poder.” E foi mais longe ao afirmar que “os homens nunca mais vão ter o poder aqui. Vão poder entrar nas nossas camas, no mundo da política é que não”.

As primeiras medidas já foram tomadas: limpeza municipal, árvore de Natal decorada na praça principal e obras na igreja. Os homens andam admirados com a tomada de decisões e consideram que as esposas estão a fazer um excelente trabalho. A cidadania no seu melhor.»

Não se explica de que “limpeza municipal” se fala. Mas acredito que a ser feita no seu mais amplo sentido, será a acção mais meritória que levam a cabo para a humanidade e para a localidade.

Ai, eu acredito nelas! (Tal como neles, nalguns/nalgumas).

OS PRIMEIROS SÃO OS ÚLTIMOS


“O Presidente da República é e tem de ser um político, e um político experiente. Se os portugueses estão convencidos que a única razão que move Soares é a do seu egoísmo e da sua vaidade, e não um interesse nacional (como Alegre quer demonstrar sem conseguir), então merecem Cavaco Silva e a sua vacuidade política e presidencial. Então não perceberam nada do país que temos e somos, e elegerão o seu manequim. Cavaco é um homem de direita com uma visão de direita, incapaz de gerir um dificílima situação internacional e sem nenhum reconhecimento e conhecimento de política nacional, e, mais cedo ou mais tarde, Sócrates e o seu Governo e os portugueses em geral irão dar por isso. Se o elegerem, é porque o merecem”, escreceu, recentemente, no DD, Clara Ferreira Alves.

A primeira parte da sua inicial asserção é de difícil contestação. Quanto à respectiva segunda parte (político experiente), já pode ser objecto de considerações várias, de opiniões algo divergentes quanto ao peso específico que a articulista lhe quer emprestar. Mas é claro que, noutra dimensão, é verdade que tem de ser um político experiente. E, então, de acordo.

Expurgado do resto (propendo, de há muito, e cada vez mais, a ver como uma realidade as hipóteses que colocou acerca de Soares, e não concordo com a conclusão que tira no parêntesis acerca de Alegre), o retrato de Cavaco é feito com a mestria de um bom fotógrafo político. Sem retoques. Na mouche.

OS TRIBUNOS… E OS GESTORES DO SILÊNCIO


Parece que estamos condenados ou à verborreia de uns, ou à excessiva parcimónia de palavras de outros… Mas não será exactamente assim. É evidente que nem o 80 da parlapatice de muitos comicieiros – que tão bem representam larga percentagem dos políticos profissionais (que, em bom rigor, são o símbolo dos profissionais da política, ou melhor, entendidos por muitos como o símbolo dos políticos detestáveis, e efectivamente detestados) -, nem o 8 do silêncio dum Cavaco. Mas mais: o silêncio, neste, não é resultado da ponderação entre a banalização da palavra e o seu uso regrado, preciso e contido. Não. É que nele o verbo - o único existente para entrecortar os calculados longos silêncios (por vezes transformados em enigmáticos “tabus”) – é o da economia ou da visão puramente economicista da política, da vida, do mundo. O que para um presidente é pouco. E muito preocupante, temos de convir.

É que a gestão do silêncio, por um Cavaco, não confere com o do político da acção versus o da palavra. Nada disso. Tem que ver, isso sim, com o político que tem, acerca duma vertente da política, alguma visão ainda que de muito discutível consenso, mas que quanto à grandes questões – as outras – navega na incerteza, na nula, fraca ou duvidosa consistência. Em matéria de preparação humanística e cultural diz (como outros aos costumes) NADA.

Mas é claro que há o meio termo. E temo-lo nestas eleições.

Tem-se centralizado a questão nos dois mais mediáticos contendores…
Numa clara tentativa de monopolizar as atenções. Erradamente.

Duma forma mais global (ultrapassadas questões de forma), e perante os dois mais bem colocados candidatos, concordo com a síntese, de há dias, de
Augusto M Seabra, para, como ele, concluir: “entre dois paternalismos, passo”.

Nem mais.

quinta-feira, dezembro 22, 2005

MEMÓRIA DO TEMPO QUE PASSA

NOTA PRÉVIA: por dificuldades diversas, a “MEMÒRIA…” de hoje não vai completa.

De alguns eventos, desta vez, vai mesmo, apenas, o sumário.

Voltarei, em breve, à normalidade.

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DE ACORDO COM O CALENDÁRIO DA ONU:

1997/2006 - Década Internacional para a Erradicação da Pobreza.

2001/2010 - Década para Redução Gradual da Malária nos Países em Desenvolvimento, especialmente na África.

2001/2010 - Segunda Década Internacional para a Erradicação do Colonialismo.

2001/2010 - Década Internacional para a Cultura da Paz e não Violência para com as Crianças do Mundo.

2003/2012 - Década da Alfabetização: Educação para Todos.

2005/2014 - Década das Nações Unidas para a Educação do Desenvolvimento Sustentável.

2005/2015 - Década Internacional "Água para a Vida".

2005 - Ano Internacional do Microcrédito.

Ano Internacional da Física.

2005 - Ano Internacional do Desporto e da Educação Física.

Início do Inverno.

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Há 1936 anos (69), terá sido numa SX: morreu o Imperador Romano Vitélio. Dois anos antes, a Pedro sucedera o etrusco Lino. Lino, o segundo pontífice romano, foi o papa que determinou que as mulheres cobrissem a cabeça com um véu nas igrejas, costume que se manteve durante mais de 19 sécs.

Vitélio nasceu no ano 15. Consta ter sido assassinado.

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Foi há 1604 anos (401), num DM: é eleito o papa Inocêncio I (40º). De Portugal, nem projecto ainda existia. Mas havia já uma longínqua raiz de parte do seu território: Lusitânia e Galiza.

Inocêncio I sucedeu ao papa Anastácio I.

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Foi há 586 anos (1419), era uma SX: morreu o antipapa João XXIII. Em Portugal reinava D. João I (10º). A igreja católica era liderada pelo papa Martinho V (206º).

"A Igreja atingiu no pontificado [anterior] de Gregório XII o ponto crítico de decrepitude por causa do Cisma. No Ocidente existiam cristãos que veneravam o papa de Roma, outros o antipapa de Avinhão e, ainda outros, o antipapa de Pisa", respectivamente, Gregório XII, Bento XIII (o aragonês Pedro de Luna) e João XXIII (este sucedeu a outro antipapa, Alexandre V).

Quando Ângelo Giuseppe Roncali foi eleito papa em 25OUT1958 (a um mês de completar 77 anos), e escolheu adoptar o nome de João, foi ignorado que existira o antipapa acima mencionado. E o “Bom Papa João” (como ficou conhecido) recebeu o nome de João XXIII. Foi o 261º pontífice romano e o seu promissor reinado durou apenas 5 anos, de 1958 a 1963.

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Aconteceu há 399 anos (1606), numa SX: a Espanha proíbe suas colónias da América de fazer qualquer tipo de negociação com estrangeiros, sob risco de pena de morte. Em Portugal reinava Filipe II (19º), que cingia a Coroa espanhola, em regime de monarquia dual, aí com o nome de Felipe III. Pontificava Paulo V (233º).
Recordo que Filipe II, filho de Filipe I, era bisneto de D. Manuel e neto de D. João III.

Eu explico: seu pai, Filipe I, era neto de D. Manuel, porque filho de sua filha D. Isabel que casou com o imperador Carlos V, que era simultaneamente Carlos I de Espanha (e era sobrinho de D. João III, que era irmão de sua mãe). Por sua vez, seu pai (ainda o mesmo Filipe I) era genro de D. João III, porque casado com uma filha deste, também D. Isabel. Logo, também ela neta de D. Manuel. Ou seja, Filipe II, como acima se diz, era bisneto de D. Manuel e neto de D. João III.

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Faz hoje 198 anos (1807), que foi numa TR: o marquês de Alorna foi nomeado ajudante de Junot, que subjugava Portugal. D. Maria I (26º) enlouquecera e por isso assumira a regência do reino o príncipe D. João, seu filho, futuro D. João VI. Pontificava Pio VII (251º).

Na verdade o marquês de Alorna foi nomeado inspector-geral e comandante-chefe do Exército português nas províncias de Trás-os-Montes, Beira e Estremadura, sob as ordens de Junot, comandante-chefe do exército francês de ocupação de Portugal.

Trata-se Pedro de Almeida Portugal, 3.º Marquês de Alorna, 6.º Conde de Assumar,

nascido a 16 de Janeiro de 1754 e falecido em Konigberga (Prússia), aos 2 de Janeiro de 1813.

Como se constata, havia verdadeiros patriotas entre a nossa aristocracia.

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Deu-se há 159 anos (1846), numa TR: recontro de Torres Vedras: vitória de Saldanha contra Bonfim. D. Maria II (30º). Pio IX (255º).

Chefiava o governo, pela segunda vez, o general João Carlos Gregório Domingos Vicente Francisco de Saldanha Oliveira e Daun, Duque de Saldanha, que pertencia à corrente Cartista (governo que esteve em exercício de 6 de Outubro de 1846 a 18 de Junho de 1849).

Cartistas: tendência mais conservadora do liberalismo após a revolução de 1820, defensora da Carta Constitucional outorgada por D. Pedro IV. O cartismo (continuo a falar da sua versão portuguesa) chega ao poder através do golpe de estado de 1842 e tem o seu termo com a Convenção de Gramido de 1847, com que terminou a crise desencadeada com a revolução da Maria da Fonte e que se prolongou com a guerra da Patuleia.

O derrotado, e preso, no recontro referido foi José Lúcio Travassos Valdez, conde de Bonfim, que tinha liderado o governo entre 26 de Setembro de 1839 e 9 de Julho de 1841.

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Completam-se hoje 149 anos (1856), foi numa SG: nasceu o político norte-americano Frank Billings Kellogg. Em Portugal reinava D. Pedro V (31º). Em Roma estava na direcção da igreja católica Pio IX (255º)

O seu nome está ligado ao “pacto de Kellogg-Briand: acordo estabelecido entre os EUA e a França, em 1927, com o objectivo de encontrar uma resolução pacífica para a guerra. A designação deriva do nome do secretário de estado norte-americano Frank B. Kellog e do ministro dos negócios estrangeiros francês, Aristide Briand.” (BU)

A guerra, na altura, prendia-se mais com as disputas na América do Sul.

Kellogg morreu em 1937 e foi prémio Nobel da Paz em 1929.

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Faz hoje 147 anos (1858), foi numa QA: nasceu, em Lucca, na Toscânia, Giacomo Puccini compositor de ópera, italiano. Em Portugal reinava ainda, mas por pouco tempo, D. Pedro V. Assim como prosseguia o pontificado de Pio IX.

Considerado, por muitos, o maior compositor italiano de óperas, as suas principais e mais conhecidas obras são Madame Butterfly e La Boheme. Mas também sua, e não menos apreciada, é a ópera Tosca.

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Foi há 146 anos (1859), numa QI: são aprovados os estatutos da Companhia Real dos Caminhos de Ferro portugueses. Reinava ainda D. Pedro V. Continuava o pontificado de Pio IX.

Aquela companhia foi a antecessora da CP.

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Aconteceu, faz hoje 125 anos (1880), era uma QA: morreu a escritora inglesa George Eliot. Em Inglaterra reinava Guilherme IV, filho de Jorge III, da Casa de Hanôver (dinastia de origem germânica). Em Portugal reinava D. Luís (32º). No Vaticano pontificava Leão XIII (256º).

George Eliot é o pseudónimo de Mary Ann Evans, que nasceu em Chilvers Coton, em Warwickshire, aos 22NOV1819. Teve uma educação evangélica severa, mas tornou-se uma livre pensadora. Conheceu e privou com nomes como Thomas Carlyle, Harriet Martineau, Herbert Spencer e o filósofo e crítico George Henry Lewes. Com este, viveu de 1854 a 1878 (ano em que ele morreu).

Middlemarch, publicado em fascículos entre 1871 e 1872, é considerado o seu melhor romance.

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"Não nego que as mulheres sejam tontas:

Deus, Todo-Poderoso, as fez para se equipararem aos homens"

George Eliot

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Foi há 111 anos (1894), era um SB: a Justiça francesa condena o militar Alfred Dreyfus de crime de alta traição. Em Portugal reinava D. Carlos (33º). Prosseguia o pontificado de Leão XIII.

Dreyfus foi acusado de vender segredos militares e, condenado, foi deportado para a ilha Devil. Falsamente acusado, pois anos mais tarde foi comprovada sua inocência.

Foi um clamoroso erro judiciário que fez correr muita tinta.

Havemos de voltar a este assunto.

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Completam-se hoje 70 anos (1935), foi num DM: nasceu, no Porto, o cineasta Paulo Rocha. Implantada a ditadura, há nove anos atrás, decorria o mandato vitalício de Carmona, como PR. Salazar detinha, já, todas as rédeas do poder. No Vaticano pontificava o papa Pio XI (259º).

Paulo Rocha frequentou Direito, em Lisboa, e fez parte do movimento cineclubista de que foi dirigente. Entre 1959 e 1961 fixou-se em Paris, formando-se em realização pelo Institut d' Hautes Études Cinématographiques (IDHEC).

Assistente estagiário de Jean Renoir em Le Caporal épinglé (1961), Paulo Rocha estreou-se na realização com Verdes Anos (1963), filme galardoado com o prémio da melhor primeira obra, no Festival de Locarno. Seguiram-se, entre outros, Mudar de Vida (1966), A Ilha dos Amores (1982), Máscara de Aço contra Abismo Azul (1988, uma média-metragem para a RTP, sobre o pintor Amadeo de Souza Cardoso) e A Raiz do Coração (1999).

Como actor, participou, por exemplo, nos filmes de Manoel de Oliveira Francisca (1980) e Le Soulier de satin (1985).

Foi ainda fundador do Centro Português de Cinema, que dirigiu entre 1973-1974 e adido cultural da Embaixada de Portugal em Tóquio (entre 1975 e 1983). É considerado pelo seu trabalho como realizador uma figura central da geração do Cinema Novo português.

Em 1999, no âmbito dos IV Encontros de Cinema da Universidade de Coimbra, recebeu o Prémio de Estudos Fílmicos daquela universidade. No mesmo ano venceu o Prémio Manoel de Oliveira, relativamente à primeira edição de 1998.

(Transcrito – já que não inteira e gratuitamente disponível on line -, com a devida vénia, da várias vezes mencionada BU: http://www.universal.pt/)

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Foi há 62 anos (1943), era uma QA: II Guerra Mundial (ou II Grande Guerra ou Guerra 39-45): Churchill, Roosevelt e Chiang Kai-Check, os líderes britânico, norte-americano e chinês, concluem a estratégia comum do Pacífico. Em Portugal prosseguia a presidência vitalícia de Carmona e o consulado (de décadas) de Salazar. Na igreja romana pontificava Pio XII (260º).

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Faz hoje 56 anos (1949), era uma QI: nasceram os gémeos britânicos Maurice e Robin Gibb, músicos, fundadores da banda pop Bee Gees. Em Portugal… Tudo na mesma: continuavam na cúpula do sistema Salazar e os seus impedidos, por ora, ainda Carmona. No Vaticano prosseguia o pontificado de Pio XII.

O grupo, que teve grande sucesso sobretudo nos anos 70, foi fundado e constituído pelos três irmãos Gibb: Barry, o mais velho, que era vocalista, e os gémeos Robin, também vocalista, e Maurice, baixo e teclas.

Os irmãos Gibb nasceram na Ilha de Man, Reino Unido, nos anos 40, e mudaram-se ainda adolescentes para a cidade de Brisbane (Austrália) com os pais, em 1958, onde já se apresentavam no meio musical, como Bee Gees, mas sem grande sucesso. Regressaram a Inglaterra em 1967.

O nome da banda foi formado, ainda em Brisbane, a partir do plural da pronúncia das iniciais de Brothers Gibb. Em 1969 lançaram o álbum Odessa, um dos seus grandes êxitos.

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Passaram-se 37 anos (1968), foi num DM: após protestarem publicamente contra a ditadura, os cantores Caetano Veloso e Gilberto Gil são presos no Rio de Janeiro, na boite (hoje dir-se-ia discoteca) “Sucata”. Em Portugal, Américo Tomás, fiel discípulo do ditador, estava no Poder (PR), havia dez anos. E preparava-se para uma maratona como a de Carmona. Mas o 25 de Abril cortou-lhe as asas. No Verão desse ano, Salazar dera a fatídica queda da célebre cadeira, no Forte de S. João do Estoril. Verificada a sua irreversível incapacidade, na sequência dessa queda, Américo Tomás, muito contrariado e visivelmente desgostoso, nomeia, em sua substituição, Marcelo Caetano para liderar o Governo. Mas sem que Salazar sonhasse que já não detinha nominalmente (só) o poder… (Impensável que tal sucedesse, ele saber a verdade. Deixaram-no agonizar e morrer no engano).

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Os anos de chumbo, como foram chamados, posteriormente, esses anos, pela Imprensa, parafraseando o título em português de um filme da cineasta alemã Margarethe Von Trotta sobre a repressão ao Baader-Meinhof nos anos 70, foram provavelmente os mais obscuros da história recente do Brasil.

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Baader-Meinhof em síntese, era o nome popular do grupo de

guerrilheiros de extrema-esquerda da Alemanha Ocidental,

a Rote Armee Fraktion (Facção do Exército Vermelho),

activo desde 1968 contra o imperialismo americano.

(BU)

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O que alguns militares remanescentes do regime ainda hoje chamam de "revolução", ou "contra-golpe", foi, na verdade, um golpe de estado e de direito, uma ditadura militar. Anos de chumbo é, pois, a designação do período do Regime Militar ocorrido no Brasil entre 1964 e 1985, especialmente nos contextos em que se salientam a perseguição política, a repressão cultural ou a natureza ditatorial do regime.

(Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre)

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Completam-se, hoje, 36 anos (1969), o que aconteceu numa SG: morreu, em Vila do Conde, com 68 anos, o escritor, dramaturgo e ensaísta José Régio. Continuavam na direcção dos destinos nacionais Américo Tomás e Marcelo Caetano. Pontificava Paulo VI (262º).

José Maria dos Reis Pereira, seu verdeiro nome, mas não o que o tornou célebre, nasceu em aos 17SET1901, também em Vila do Conde.

Formado em Românicas, em Coimbra (1925), “foi professor de liceu, primeiro no Porto e, a partir de 1929, em Portalegre, onde permaneceu mais de trinta anos, mantendo assim uma profissão paralela à de escritor. Em 1927, fundou, juntamente com Branquinho da Fonseca e João Gaspar Simões, a revista Presença, que marcou o segundo modernismo português. Para além da sua colaboração assídua nesta revista, deixou também textos dispersos em publicações como a Seara Nova, Ler, O Comércio do Porto e o Diário de Notícias.”

“Na sua obra são centrais as problemáticas do conflito entre Deus e o Homem, o indivíduo e a sociedade, a solidão e o orgulho, o poeta e os outros, numa análise crítica das relações humanas e do dilaceramento interior perante a divisão entre o espírito e a matéria e a ânsia humana do absoluto. Levando a cabo uma auto-análise e uma introspecção constantes, motivadas pela sensação permanente de insatisfação, a sua obra é fortemente marcada pelo tom psicologista e pelo misticismo inquietante. A sua poesia, de grande tensão lírica e dramática, apresenta-se frequentemente como uma espécie de diálogo entre níveis diferentes de consciência. A mesma intensidade psicológica aliada a um sentido de crítica social, tem lugar na ficção. Como ensaísta, dedicou-se ao estudo de autores como Camões, Raul Brandão e Florbela Espanca.

Estreou-se, em 1925, com o volume de poesia Poemas de Deus e do Diabo, a que se seguiram As Encruzilhadas de Deus (1936), Fado (1941), Filho do Homem (1961), Cântico Suspenso (1968) e, a título póstumo, Música Ligeira (1970), Colheita da Tarde (1971), 16 Poemas (1971) e Páginas do Diário Íntimo (2000). Na ficção narrativa, publicou Jogo da Cabra-Cega (1934), Davam Grandes Passeios aos Domingos (1941), O Príncipe com Orelhas de Burro (1942), o ciclo A Velha Casa (1945-1966) e Histórias de Mulheres (1946), entre outros.”

“Em vida, a única peça que viu representada no teatro profissional foi Benilde ou a Virgem-Mãe (1947), no Teatro Nacional D. Maria II, tendo como protagonista Maria Barroso. Para Régio, o teatro era a «parte mais original e consequentemente mais incompreendida» da sua produção literária.”

“É considerado um dos vultos mais significativos da moderna literatura portuguesa. Recebeu postumamente, em 1970, o Prémio Nacional de Poesia, pelo conjunto da sua obra poética. As suas casas de Vila do Conde e Portalegre são hoje museus.

José Régio também coleccionava objectos populares, principalmente Cristos e Santos António, que estão em expostos na Casa Museu José Régio.”

(Excertos transcritos – pelos motivos acima referidos – da mesma BU)

Para mais detalhes e conhecimento (ou revisita) de alguns dos seus poemas, ver o site GEOCITIES do Yahoo!

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Faz hoje 16 anos (1989), foi numa SX: morreu o escritor e dramaturgo irlandês Samul Beckett, aos 86 anos.

Beckett nasceu aos 13ABR1906. Em Portugal já se respirava liberdade. Na PR estava, então, Mário Soares (cumpria o seu primeiro mandato). Na chefia do Governo (XI Governo Constitucional) encontrava-se Cavaco Silva. Pontificava na igreja romana João Paulo II (264º)

Poeta, crítico, novelista e dramaturgo, Beckett não teve uma infância feliz e tornou-se um jovem melancólico. Em 1928, Beckett mudou-se para Paris, onde conheceu James Joyce, e depressa se tornou um apóstolo do escritor. Aos 23 anos, escreveu um ensaio em defesa da obra-prima de Joyce. Um ano mais tarde, recebeu o seu primeiro prémio literário com o poema Whoroscope. Depois de um estudo sobre Proust, Beckett, chegou à conclusão que o hábito e a rotina eram o «cancro do tempo». Beckett visitou a Irlanda, França, Inglaterra e a Alemanha, onde viveu as mais diversas experiências que depois se traduziram em personagens.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Beckett permaneceu em Paris, onde lutou pela Resistência. Em 1945, iniciou o seu período mais prolífico enquanto escritor. Nos cinco anos que se seguiram, escreveu Eleutheria, En attendant Godot/À Espera de Godot (1953), Endgame e os romances Malloy, Malone Dies/Malone Está a Morrer, The Unnamable/O Inominável e Mercier et Camier, dois livros de contos e um livro de crítica.

Apesar das especulações, a pequena peça onde «nada acontece» [En attendant Godot/À Espera de Godot], tornou-se num sucesso repentino, alcançando as 400 representações no Théâtre de Babylone e gozando dos elogios dos críticos dramaturgos, como Tennessee Williams, Jean Anouilh, Thornton Wilder, e William Saroyan. A peça tornou-se num marco no teatro do absurdo. As personagens desta peça exemplificam a situação do homem encurralado num mundo de rotina: dois vagabundos, indecisos e inertes, esperam interminavelmente um misterioso Godot (deus) que, de um modo inexplicável, irá melhorar as suas vidas.

E escreveu muito, muito mais.

Em 1969, recebeu o Prémio Nobel da Literatura. As suas obras foram traduzidas em mais de 20 línguas. Continuou a escrever até à sua morte em 1989.

(Alguns excertos de BU, nos termos e com o fundamento referidos).

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Na mesma data o ditador romeno Nicolae Ceausescu é deposto.

Nicolau Ceausescu foi líder do país durante 24 anos. Mas é deposto por um sangrento golpe militar, na sequência de uma revolta popular. São executados ele e sua mulher.

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Foi há 14 anos (1991), era um DM: onze das ex-repúblicas soviéticas (excluindo a Geórgia que se encontra em guerra civil) fundam, em Alma Ata, no Cazaquistão, a CEIComunidade dos Estados Independentes, que sucede à URSS. Em Portugal iniciara, nesse ano, Mário Soares o seu segundo mandato presidencial. E prosseguia na chefia do governo (mas agora do XII Governo Constitucional), Cavaco Silva. Na direcção da igreja católica continuava João Paulo II.

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Aconteceu há 12 anos (1993), numa QA: o parlamento da África do Sul aprova uma nova constituição que abole o regime racista de apartheid no país. Em Portugal ainda decorria o segundo mandato presidencial de Mário Soares. Como continuava em exercício o XII Governo Constitucional, sob a batuta de Cavaco Silva. Como prosseguia o pontificado de João Paulo II.


Como estamos recordados, o apartheid era uma política de segregação racial do governo da África do Sul entre 1948 e 1994. Os não brancos - classificados como Bantu (negros), de cor (mistos), ou indianos - não partilhavam os direitos de cidadania com a minoria branca (por exemplo, os negros não podiam votar nas eleições parlamentares), e muitas instituições e locais públicos eram, até 1990, reservados para utilização por uma só raça.

Era vulgaríssimo encontrar-se um letreiro, à entrada de uma gare de uma estação de comboios, por ex., dizendo ONLY WHITES, noutra ONLY BLACKS. O mesmo nos autocarros, nos parques e noutros espaços públicos.

Tinham-me contado. Mas eu, mesmo, vi, nos começos dos anos 70.

Um dos eventos desse período segregacionista aconteceu na QA 29.06.1949: o Acto de Cidadania Sul-Africano suspende, após cinco anos, as garantias de cidadania aos imigrantes da Commonwealth e proíbe os casamentos mistos entre europeus e não europeus, iniciando-se assim o regime conhecido por apartheid.

Em Outubro de 1989, o presidente F. W. de Klerk autorizou manifestações contra o apartheid; a lei dos serviços públicos separados foi revogada em 1990 e foi prometida uma nova Constituição.

Em 1990, Nelson Mandela, uma das principais figuras do African Congress (Congresso Nacional Africano - ANC), foi finalmente libertado. Em 1991, as restantes leis discriminatórias que corporizavam o apartheid foram revogadas, incluindo a lei de registo da população de 1950, de acordo com a qual todos os cidadãos eram obrigatoriamente classificados num dos nove grupos raciais. Finalmente, realizaram-se, em Abril de 1994, eleições multirraciais para a presidência da República e para o novo parlamento não racial, das quais saiu vitorioso Nelson Mandela, que viria a governar o país durante cinco anos.

(De novo transcrições, como explicado acima, da BU, com a devida vénia)

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PRESIDENCIAIS: TROVAS ANTIGAS – PENSAMENTOS ACTUAIS

“Esta embrulhada táctica não é acidental. Existiu desde sempre na esquerda em todo o mundo; e em Portugal, naturalmente, também.”

… “Resta evidentemente o espectro de um Cavaco autoritário e "gaullista", pronto a subverter a República e a varrer a politicagem. Há, no entanto, um perigo nisso: e se o país gosta da ideia?”

Vasco Pulido Valente/Público, SX 16SET05

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A imagem que Cavaco quer deixar é a de apartidário. Tal como Salazar, que abominava partidos.

E, como Salazar, se apresenta o professor como salvador da pátria.

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"[Os partidos políticos] (...) transformaram-se em máquinas de assalto ao poder."
António Borges

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”Seja qual for a escolha dos portugueses, Manuel Alegre conseguiu lançar uma pedrada no charco, revelando que ainda acredita no significado da ‘Trova do vento que passa’.
Felizmente, a última palavra cabe aos portugueses, por mais resquícios de iluminismo bacoco e de autoritarismo encapotado.”

Rui Costa Pinto

Visão OL, QI 29SET05

BLOCO DE NOTAS


APONTAMENTOS DE FINS DE NOVEMBRO

Mário Soares não é um homem de convicções firmes. O episódio de meter (oportunisticamente) o socialismo na gaveta para se aliar à direita, é disso um exemplo.

Bom, e no que respeita à idade… Vejam-se as várias gafes que cometeu aquando da sua apresentação e do seu manifesto.

São um sintoma não desprezível para quem se abalança a tão elevada função!

Cavaco parece não estar informado do papel que, na nossa Constituição, cabe ao PR. É o que revela a sua afirmação de que tem a receita para resolver a crise.

É o que demonstram as suas promessas deste mundo e do outro.

A eleição a que se candidata não é uma eleição legislativa, para se tornar primeiro-ministro.

E se tem consciência dessa realidade, não está sintonizado com o nosso sistema, que parece desconhecer: não estamos num sistema presidencialista.

Atenção, Prof Cavaco!

Quando Cavaco diz que não é político profissional, quererá dizer, na sua, que é outra a sua “enxada”. Exactamente o mesmo que acontecerá com outros (alguns, poucos) políticos. Mas não com todos – daí o drama e o exacerbamento destes últimos.

Agora que o pai do “monstro” é político, lá isso é.

Aqui há perto de 80 anos, apareceu por aí um outro “salvador da pátria“ que também se não considerava político e que igualmente detestava partidos…

As semelhanças são muitas.

Por outro lado, é bem conhecida a “atracção do abismo” que caracteriza muitos portugueses.

Cavaco só conhece um dossier. Mas bem.

Soares conhece-os todos. Mas mal.

Para usar a imagem muito divulgada – que parece ter alguma correspondência com a realidade – e numa reflexão soft: Soares não conhece os dossiers porque adormece no meio da sua análise. (Em linguagem mais pesada, por alguns abordada sem grande cerimónia: não os conhece porque é pouco profundo e pouco trabalhador. Na sua altiva petulância, é mais dado ao show off que ao trabalho).

Não sei se Saramago terá razão em proclamar Cavaco como “o génio da banalidade”. Mas a verdade é que o professor ou fala de economia e finanças ou se remete ao silêncio. Isso tem sido de uma clara evidência. E, ou confirmará o epíteto de Cavaco lançado pelo Nobel, ou andará lá muito próximo.

Numa curiosa coincidência – que terá de ter algum significado – Mário Soares diz que Cavaco Silva “vai-se tornando uma espécie de candidato esfinge” – cfr PÚBLICO de SX, 11NOV05 – e, na mesma edição, um leitor do periódico, em carta ao director, caracteriza “a [candidatura] de Cavaco Silva, lenta no tempo e despiciente do desafio antecipado do PSD, que, num estilo frio e esfíngico, só assomou à varanda do terreiro público depois de assegurados os ámens do partido de origem do professor, que logo concitou a colagem do PP”.

O professor é uma estátua de pedra que anda e sorri. Mas não fala (à cautela!).

Tem sido referida a sua “gestão do silêncio”, como algo de positivo, por parte de alguns. Comentada com mais acerto por outros que vêm nela o que interpreto como um cauteloso afastamento do precipício (o discurso revelador de imensas lacunas e fragilidades).

“Mário Soares fala muito e diz pouco. Cavaco fala pouco e não diz nada.”

José Júdice, Sic Notícias

20NOV05

“… Continuamos aqui; não andamos por , como diz o outro”

Clara Ferreira Alves, id

id

DEBATE ENTRE SOARES E CAVACO: EU IA PELO OUTRO


Temos três candidatos transparentes.

Soares é translúcido. Cavaco, absolutamente, decididamente opaco.

Não descobri ainda se foi um discurso redondo se quadrado. O de ambos, claro.

Rato e culto, Soares foi crescendo e encostando à parede o inerme Cavaco.

Assim como o americano só percebe duma coisa (ou de parafusos, ou de porcas) Cavaco também só pode falar de Economia. (Mas lá em casa a mulher ri-se bastante). Quanto ao resto, é a insegurança total.

Claro que não foi elegante, e menos ainda leal, aquela de Soares sugerir que recebia informações sobre as prestações (negativas, obviamente, insinuava) de Cavaco nos Conselhos Eurpeus… (Foi uma das várias vezes em que Cavaco esqueceu o sorriso plástico, e os cabelos ainda quiseram pôr-se de pé – mas foi só um ameaço, pois ficaram alinhadinhos, na mesma, como sempre [a mulher, lá em casa até se riria bastante e aplicava-lhe, logo, mais uns quilos de laca]).

Foi uma luta entre dois galos disputando o mesmo poleiro. Crispados (passo o lugar comum, em que a crítica tem sido unânime), ambos. Arrogantes, os dois. Convencidos, um e outro.

A atitude aparentemente humilde de Cavaco é tão só uma máscara. Conveniente, nesta hora, pelo bom rendimento (votos) que lhe pode dar.

Translúcido – 0; Opaco – 0.

Não houve alteração na tabela classificativa.

Os Transparentes, pese, embora, essa enorme vantagem, arriscam-se a descer de divisão.

Mas dos dois galos, só um pode sair vencedor.

Dizem que o povo é soberano. E sábio. E sensato.

Será possível que ele opte pela opacidade?

DEBATES


Dou comigo, de vez em quando, e de há muito, a rebolar-me, interiormente, de indescritível gozo, ao imaginar o que seria, no seu tempo, e se Salazar o consentisse, um debate nas campanhas presidenciais (de que, por fim, havia um arremedo – porque o vencedor já o era à partida) entre o brilhante Américo Tomás e um modesto Rui Luís Gomes, por exemplo!

Já viram bem o extrovertido, a presença cativante e agradável, o enciclopédico (não tanto como o Nuno Rogeiro – mas não se pode querer tudo), a inteligência e a fina argúcia do almirante do Mar da Palha a discutir economia, o PIB, o PEC, as políticas sociais, a política da cultura, ou a do ensino, a marcha (então) para a globalização, com Rui Luís Gomes?

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E se ele voltasse hoje (que importa a provecta idade quando se tem aquele espírito jovial que sempre o caracterizou?!) e o pusessem a debater com Mário Soares? Que show!!! Que baile!!!

E se se lembrassem de pôr o candidato Américo Tomás (que o foi várias vezes) a debater com Louçã ou com Jerónimo de Sousa?

Aí, a criatura passava-se. Não aguentava. Desistia de ter aparecido. Sucumbia de novo, e de novo voltava para o além. (Comunistas?! Bahhhhhhhh!).

Ainda se o pusessem a debater com Cavaco… Haveria, por certo, algum mútuo entendimento. Melhor: em boa verdade o debate perdia a graça. Deixava até de haver debate – tanta seria a convergência. E no minuto da declaração final diriam ambos, em uníssono, tão só:

Partidos??? Pufffffffff!!!

Democracia? Hummmmmm!!!

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O gozo que me dá imaginar a cena! (Muito mais que ouvir o Pinto da Costa, o Major ou o AJJ; ou o isento e clarividente Luís Delgado).

Mas pôr o homem clarividente, loquaz e de elevada craveira intelectual – Tomás – nestas andanças era uma maldade, convenhamos.

O diácono Salazar também concordaria que “não havia necessidade…”

Aquilo é que eram tempos!

Aquilo é que eram presidentes!

Aquilo é que eram eleições!

Pois fiquem sabendo: por incrível que possa parecer, ele há ainda aí alguns saudosistas (são dos tais que “andam por aí”)…

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