segunda-feira, abril 18, 2005

MEMÓRIA DO TEMPO QUE PASSA

18 de Abril: Dia Mundial dos Monumentos

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Faz hoje 525 anos (1480),era uma TR: nasceu Lucrécia Bórgia, duquesa de Ferrara. Em Portugal reinava D. Afonso V (12º). Pontificava em Roma o papa Sisto IV (212º).
Acerca dos Bórgia, ver a “Memória” de 12 de MARÇO (2º ponto)

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Faz hoje 203 anos (1802), era um DM: morreu, aos 71 anos, Erasmus Darwin, médico e escritor inglês. Em Portugal decorre a regência de D. João (VI). Em Roma prossegue o pontificado de Pio VII (251º).
Erasmus Darwin, nascido em 1731, é apontado como um dos precursores do transformismo (duma maneira geral pode entender-se como sinónimo de evolucionismo. Mas em rigor, transformistas e evolucionistas apontam-lhe diferenças importantes). Na sua Zoonomia (1794), na verdade (e a propósito da teoria acabada de referir) sustentou que as semelhanças existentes entre o braço do homem e a asa da ave representam um parentesco entre esta última e o ser humano.
Foi avô do célebre naturalista Charles Robert Darwin, autor da não menos célebre doutrina da evolução das espécies.

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Faz hoje 163 anos (1842), era uma SG: nasceu em Ponta Delgada/Açores, Antero de Quental, escritor e filósofo. Reinava D. Maria II (30º). Pontificava Gregório XVI (254º).
Antero foi um dos mais notáveis poetas do século XIX. Foi ainda pensador e filósofo.
Formou-se em Direito, em Coimbra, em 1854. Colaborou no jornal O Académico.
“Temperamento impetuoso e combativo”, foi a principal figura da célebre Questão Coimbrã, opondo-se ao “paladino da ideia realista”, Castilho. Pouco depois foi igualmente a figura de maior destaque na organização das Conferências Democráticas que a história havia de registar como as Conferências do Casino (porque realizadas no Casino Lisbonense, ali algures ao Chiado). Foi dele a conferência inaugural: O Espírito das Conferências e Causas da Decadência dos Povos Peninsulares nos Últimos Três Séculos. Conferências que haviam de ser canceladas e proibidas pelo governo.
A sua obra maior foram os Sonetos (1886) – verdadeira autobiografia.
Da sua vasta obra constam também numerosos ensaios sócio-históricos e filosóficos.

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Faz hoje 104 anos (1901), era uma QI: nasceu, em Vila Viçosa, Bento de Jesus Caraça (1901-1948), ensaísta e matemático português. Reinava D. Carlos (33º). Pontificava Leão XIII (256º).
Professor universitário, desenvolveu uma assinalável acção cultural e pedagógica e de divulgação de temas científicos.
Foi afastado do ensino, por motivos políticos, pelo regime de Salazar.

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Faz hoje 62 anos (1943), era um DM: nasceu Adelino Amaro da Costa, engenheiro e político. Prosseguia o mandato de Carmona. A Igreja era dirigida pelo papa Pio XII (260º).
Co-fundador do CDS (actual CDS/PP), em 19JUL1974, foi secretário-geral da Comissão Directiva Provisória que dirigiu o partido até ao seu primeiro Congresso. Este teve lugar no Porto em 25/26JAN1975 tendo aí sido eleito vice-presidente do partido, cujo presidente era Diogo Freitas do Amaral. Viria a perder a vida no mesmo acidente aéreo que vitimaria Francisco Sá Carneiro assim como todas as pessoas da comitiva e tripulação. O pequeno avião que os transportaria ao Porto, no penúltimo dia da campanha eleitoral para as presidenciais desse ano de 1980, despenhou-se ao descolar do aeroporto da Portela, tendo caído em Camarate. O acidente ocorreu no dia 04DEZ1980.

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Faz hoje 56 anos (1949), era uma SG: proclamação oficial da independência da República da Irlanda. Em Portugal, na chefia do Estado estava o general Carmona. No Vaticano pontificava Pio XII.

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Faz hoje 54 anos (1951), era uma QA: morreu António Óscar de Fragoso Carmona, presidente da República Portuguesa durante 23 anos, de 1928 a 1951. Prosseguia o pontificado de Pio XII.
Nascido em Lisboa em 24NOV1869, iniciou a sua carreira militar em 1888, chegando a general em 1922.
Deflagrado o movimento do 28MAI1926, dirigido pelo general Gomes da Costa, o general Carmona foi chamado a fazer parte do governo saído deste movimento, ficando com a pasta dos Estrangeiros. Afastado Gomes da Costa da chefia desse governo, Carmona assumiu a presidência do governo, em 09JUL1926. Em 29NOV seguinte, acumularia as funções de chefe do governo e de Chefe do Estado. Esta função seria confirmada, em definitivo, com a sua eleição nas presidenciais de 25MAR1928. Em 17FEV1935 foi reeleito por outros sete anos. Eleito de novo em 1942, é feito Marechal em 27ABR1947. Em 1949 é eleito pela 4ª vez consecutiva para a chefia do Estado. Morre em Lisboa com 81 anos, em 18ABR1951.

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Faz hoje 50 anos (1955), era uma SG: morreu, no ano dos seus 76 anos, Albert Einstein, físico norte-americano de origem alemã. Em Portugal o PR era o general Craveiro Lopes. Prosseguia, ainda o pontificado do papa Pio XII.
Nascido na Alemanha em 1879, formou-se em engenharia, em Zurique em 1900. Em 1905 faz três comunicações que revolucionam as clássicas concepções do tempo, matéria e energia.
Recebe o prémio Nobel em 1921. Em 1933, com o advento do nazismo, emigra para os EU, dada a sua origem judaica, e naturaliza-se, mesmo, americano. O que mais o celebrizou, foi a sua teoria da relatividade, abandonando as noções de tempo e espaço absolutos, e formula uma das leis fundamentais da física nuclear. Pacifista convicto, receia, no entanto, em 1939, que os nazis se servissem da descoberta da cisão do urânio. Daí a célebre carta que escreveu ao presidente Roosevelt, do que haveria de resultar a bomba atómica de Hiroxima. Contudo, nunca deixou de alertar o mundo contra a utilização da ciência para fins destrutivos.

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Faz hoje 37 anos (1968), era uma QI: a antiga torre de Londres é vendida a uma companhia norte-americana que a transporta, pedra a pedra, e a reconstrói no Arizona. Em Portugal, na chefia do Estado continuava o almirante Américo Tomás. Continuava o pontificado de Paulo VI.

AS ORIGENS DO CONCLAVE


Uma curiosidade, mas não só. Os dois artigos seguintes ajudam-nos a entender o ritual agora utilizado para eleger o Papa. Ambos do Público. O primeiro da edição de hoje; o seguinte (que em bom rigor é um excerto dum mais extenso artigo) de Sábado passado.

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«QUEM PODE SER PAPA»

«Apesar da escolha do Papa ser há séculos feita entre os cardeais da Igreja Católica, não é teoricamente impossível que ela recaia sobre um não bispo. É o que diz a lei canónica. O Código de Direito Canónico (CDC), no seu artigo 332, parágrafo 1, prevê explicitamente que o "Romano Pontífice" possa não ter "carácter episcopal". Mas o mais curioso é que a eleição pode recair, isto também em teoria, sobre qualquer católico, adulto, do sexo masculino, segundo uma interpretação do Instituto Superior de Direito Canónico da Universidade Católica Portuguesa da Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis, as normas que regulam a escolha. Bastaria apenas que não fosse casado, por a qualidade de bispo implicar o celibato. A possibilidade vem aliás admitida na nota de rodapé que acompanha o artigo 332 do CDC. Aí se diz que durante séculos o ordinário era que a eleição do Papa recaísse sobre um presbítero, e não raramente sobre um diácono, o caso de Adriano V (1276), que nem padre era.»
Fernando Sousa

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«HÁ 900 ANOS QUE SE REALIZAM CONCLAVES»

«A escolha do Papa já foi feita pelo povo, mas também já deu origem a guerras e cisões. Há 900 anos que se realizam conclaves»

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«Primeiro conclave em 1216
As primeiras regras que dão origem ao conclave moderno são ditadas por Nicolau II, em 1059, cinco anos depois da ruptura com os cristãos do Oriente. O Papa promulga o decreto In Nomine Domini, em que confia a eleição do pontífice aos cardeais. As instruções são: estes devem falar entre si, depois o restante clero e o povo darão o seu aval à nova eleição. Nicolau II estabeleceu ainda que o Papa deveria pertencer à igreja de Roma e, caso não fosse encontrado ninguém à altura, procurar-se-ía outro candidato.
O problema das votações é resolvido por Alexandre III, em 1179, ao definir a maioria de dois terços para que se torne válida uma escolha. Embora tenha solucionado um problema, esta regra criou outro: a dificuldade de chegar a acordo rapidamente.
Em 1216 realiza-se o primeiro conclave, com este nome. Depois da morte de Inocêncio III, a população de Perúgia fecha os cardeais à chave (do latim, cum clave), quase dois meses, para que estes nomeiem o sucessor de Pedro.
Em 1268, em Viterbo, o povo repete o gesto, por sugestão de São Boaventura, superior dos franciscanos, depois de um ano à espera de novo Papa. A indecisão foi tanta que, na fase final do processo, dois anos depois, os cardeais já só se alimentavam a pão e água.
Três anos depois, Gregório X, o Papa eleito em Viterbo, apresenta a constituição Ubi Periculum, que regula todos os aspectos do conclave.
Gregório X define prazos para a eleição, que ainda hoje estão em vigor. Depois de dez dias da morte do Papa, os cardeais devem juntar-se na cidade onde ele morreu; devem ser fechados, isolados, tendo como único ponto da agenda a eleição do próximo Papa.
Outra instrução prende-se com a alimentação: depois dos primeiros três dias, a dieta dos cardeais deve ser reduzida para uma refeição de manhã e outra à tarde. Cinco dias depois, devem ficar a pão, água e vinho.
A lei teve efeitos imediatos: o sucessor de Gregório X foi escolhido num dia. Um século depois, as disposições relativamente à dieta dos cardeais foram suavizadas. A partir de segunda-feira, os cardeais vão reunir-se na Capela Sistina de onde sairão para a Casa de Santa Marta, onde têm todo o conforto.»
Bárbara Wong

LIDO E DESTACADO


«Hoje, só pensamos na aprovação da chamada "Constituição Europeia". Esta aprovação, porém, é secundária perante as realidades económicas. São elas que podem levar ao fim da Europa tal como hoje a conhecemos.»

Luís Salgado de Matos (Público, SG 18 ABR 05)

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«No mundo das tribos globais, o povo entre os povos que os cristãos são move-se hoje no cruzamento da história com a tecnologia.»
Fernando Ilharco (id, id)

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«Independentemente de ficarmos a saber amanhã ou depois o nome do novo Papa, não se deve esperar muito desta escolha. A história do poder, em todas as suas vertentes e paradigmas, diz-nos que depois de um líder carismático e marcante só muito dificilmente lhe pode suceder alguém capaz de concretizar rupturas e deixar uma marca de liderança forte. Quem suceder ao magnético João Paulo II tem de combater a desconfiança dos fiéis e o poder armadilhado de uma Cúria adaptada à medida do ímpeto do Papa mais forte dos últimos cem anos.»
Luís Osório (A Capital, SG 18 ABR 05)

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«Arrisco, o próximo Papa será europeu, terá setenta ou mais anos, e reorganizará o Vaticano para a chegada de alguém que será visto como um verdadeiro reformador. Se o conclave escolher já a via reformadora, queimando etapas e passando por cima das consequências do peso de João Paulo II, será uma enorme surpresa.»
Id (id, id)

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«O dilema para o sucessor de João Paulo II é que a igreja carece de renovação. Ninguém a esperava de João XXIII e ele iniciou-a sem hesitação, por isso tenhamos esperança na escolha dos cardeais. O novo Papa necessita encontrar a linguagem que integre os novos excluídos das grandes cidades, as organizações familiares não tradicionais, as vítimas da sida de África, os padres que tentam mensagens diferentes.»
Daniel Sampaio (id, id)

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«Não será preciso arriscar muito, ou sequer violar os espessos segredos do Vaticano, para adivinhar um dos traços fundamentais do Papa que têm em mente os 115 cardeais que, a partir de hoje, se reúnem na Capela Sistina. Quem ocupar a cadeira deixada vaga por João Paulo II terá obrigatoriamente de ser um comunicador, um homem dos media, do mundo, tal como o seu antecessor. Dificilmente o conclave desbaratará o valioso capital acumulado por Karol Wojtyla, um Papa que soube relançar a importância secular da Igreja Católica numa altura em que, tendo em conta a crise de espiritualidade vigente, nada o fazia prever.»
João Morgado Fernandes (SG 18 ABR 05)

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«A dúvida está em saber se os cardeais se inclinarão para um Papa mais conservador, um continuador de João Paulo II, ou se elegem alguém que arrisque alguns passos, mesmo que tímidos, na sintonização da hierarquia e da doutrina da Igreja com aquela que é a vida quotidiana da maioria dos seus seguidores. Uma vida que diariamente se confronta com apelos culturais e científicos aos quais o Vaticano não pode fechar os olhos.»
Id (id, id)

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«Os cardeais procuram sempre alguém que equilibre as falhas do anterior. Se este foi fraco na liderança, tentarão encontrar alguém forte. Se foi considerado autoritário, tentarão eleger um moderado. Se foi intransigente, quererão alguém mais aberto à mudança.»
Licínio Lima (id, id)

OUVIDO E ANOTADO: BREVE… MAS SEMPRE INTERESSANTE


Esta manhã, à hora habitual (9:30), ouvi, na "Antena Aberta" (Antena 1), a telegráfica, mas sempre interessante, crónica diária do Prof Júlio Machado Vaz.

Alertava o autor de “SEXO DOS ANJOS” (Relógio D’água, 1991) para a preocupante percentagem de idosos afectados com a sida: sexagenários com sida à volta de 6 ou 7 % (a dúvida é minha), e entre os septuagenários essa percentagem atinge os 4 %.

Mais: são muitas as mulheres em idade menopáusica que têm um “olhar de superioridade” e desconfiança relativamente ao preservativo: “mas, para quê, Sr Dr, se já não posso engravidar?” – dizem.

É impressionante e assustadora a percentagem de pessoas com mais de 50 anos que são seropositivas!...

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Também me impressiona. E surpreende-me – como surpreenderá muita gente – pela deficiente informação que, em regra, existe, relativamente à matéria: duma forma geral, julga-se que só os adolescentes e os jovens adultos são portadores do vírus dessa avassaladora epidemia!

Pelos vistos, estávamos enganados.

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NOTA: na blogosfera, o Prof tem o seguinte endereço: http://murcon.blogspot.com/


domingo, abril 17, 2005

MEMÓRIA DO TEMPO QUE PASSA

O dia 17 de Abril é o dia Nacional da Síria. E o dia Mundial do Hemofílico.

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Foi há 509 anos (1496), tal como hoje acontece, a um DM: o rei Fernando de Espanha decide financiar a viagem do navegador Cristóvão Colombo. Em Portugal prosseguia o reinado de D. Manuel I (14º). Em Roma continuava o pontificado de Alexandre VI (214º).
A vida do, provavelmente, genovês, mas, seguramente, italiano Cristóvão Colombo, pouco mais é que uma teia de lendas e incertezas.
Consta (mas nada é dado como certo) que D. João II dispensara os seus serviços.
Em 06DEZ1492, já com o apoio de Isabel I,
descobre Hispaniola, na América (actualmente, Haiti e República Dominicana).
Àquele financiamento de Fenando de Castela, seguir-se-ia a terceira viagem de Colombo à América, em que atraca na Venezuela e regressa a Castela sob prisão.

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Foi há 499 anos (1506), uma SX: começa o massacre dos cristãos-novos de Lisboa. Decorria o reinado de D. Manuel I (14º). Pontificava Júlio II (216º).
O episódio é relatado pelo humanista Damião de Góis, na Crónica de D. Manuel. A perseguição acaba por atingir “cristãos e não cristãos”. Morrem mais de 1900.

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Foi há 484 anos (1521), uma QA: a Dieta (antiga assembleia deliberativa em vários países) de Worms (Vórmia, em português) desterra o reformador protestante, alemão, Martinho Lutero (1483-1546), após a sua excomunhão. Em Portugal continuava o reinado de D. Manuel I (14º). Prosseguia o pontificado de Leão X (217º).
Em 1505 Martinho Lutero torna-se frade dos Agostinhos, e dois anos depois é ordenado padre. Doutorou-se em 1512. Pouco depois “descobre” o alcance de uma passagem de uma Epístola de S. Paulo aos Romanos, como sendo “o reconhecimento da justiça de Deus como uma justiça que acolhe gratuitamente o pecador”. Entendimento que era contrariado pela pregação que então se fazia das indulgências. Assim, em 31OUT1517, publicou as suas 95 teses, que foram logo condenadas pela Cúria Romana.
Um debate tem lugar em Leipzzig, em 1519, onde Lutero contesta algumas das bases do catolicismo, entre elas o primado do papa. Em 1520, a bula Exsurge Domine, de Leão X, condena as suas teses. Lutero queima a bula e é excomungado, em 1521.

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Foi há 309 anos (1696), uma TR: morre, aos 70 anos, Madame de Sévigné, escritora francesa. Em Portugal reinava D. Pedro II (23º). Pontificava Inocêncio XII (242º).
Nascida em 1626, o seu verdadeiro nome era Marie de Rabutin-Chantal. Em 1644 casa com o marquês Henry de Sévigné. Vivia em Paris. Tinha 2 filhos: Françoise e Charles.
Quando a filha – Françoise - casou e foi com o marido viver para a Provença, estabelece-se uma abundante correspondência entre ambas, durante 25 anos. Dessas cartas foram conservadas cerca de 1500 que têm um grande interesse para o conhecimento da vida parisiense e na corte durante esse séc. XVII.

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Foi há 215 anos (1790), um SB: morre, aos 84 anos, Benjamin Franklin (1706-1790), cientista e estadista americano. Reinava, em Portugal, D. Maria I (26º). No Vaticano pontificava Pio VI (250º).
Nascido em Bóston, é a imagem de um espírito universal. Sem renunciar ao seu gosto pela ciência (foi o inventor do pára-raios) e pelo jornalismo (funda, em 1730 o jornal The Pennsylvania Gazette), dedicou-se à vida política: era embaixador em Paris quando é assinado o Tratado de Versalhes, de 1783, em que a Inglaterra reconhece a independência dos EU, formados por 13 antigas colónias.

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Foi há 175 anos (1830), um SB: primeiro número do jornal Crónica da Terceira, redigido por Simão José da Luz Soriano (primeiro jornal açoriano). Reinava D. Miguel (29º). Pontificava Pio VIII (253º).

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Foi há 111 anos (1894), uma TR: nasce Nikita Khrushchev, líder soviético. Em Portugal einava D. Carlos (33º). Em Roma pontificava Leão XIII (256º).
Iniciou a sua carreira política em 1918. Em 1953 é nomeado primeiro-secretário do Comité Central do Partido. Em 1956, no XX Congresso do PCUS desencadeou o processo Estaline, atacando o seu culto da personalidade e denunciando, com vigor, os crimes do período estalinista. Em 1958 é designado presidente do Conselho de Ministros, mas mantendo as suas funções no Comité Central do Partido. Internamente interessa-se pelo avanço da agricultura, pelo desenvolvimento e descentralização industrial e pelo programa espacial. No campo da política externa, defende a coexistência pacífica e a realização de conferências a alto nível. Em 1964, acusado de despotismo, é destituído e retira-se da vida pública. Morre em Moscovo em 1971, aos 77 anos.

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Foi há 89 anos (1916), uma SG: nasce Sirimavo Bandaranaike, primeira mulher a assumir o cargo de primeira-ministra do Sri Lanka. Em Portugal era PR Bernardino Machado. O papa era, então, Bento XV (258º).

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Foi há 47 anos (1958), uma QI: inaugurada a exposião Universal de Bruxelas, cujo ex-libris (que continua a atrair as atenções dos turistas) era o Atomium, construção que representa um átomo de oxigénio com o núcleo rodeado de 8 electrões. Cada esfera tem 18 metros de diâmetro e o conjunto atinge uma altura de cerca de 102 metros. Na época, em Portugal, estava na PR o general Craveiro Lopes. Em Roma pontificava Pio XII (260º).

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Foi há 44 anos (1961), uma SG: forças opositoras ao regime cubano de Fidel Castro (exilados cubanos e tropas norte-americanas) tentam a invasão de Cuba pela Baía dos Porcos, a partir do Sul dos EU. Mas saem derrotados. Este acontecimento está na base de um célebre episódio que aconteceu numa assembleia nas ONU: na veemência dos seus protestos, o líder soviético, Khrushchev, tirou um sapato e bateu com ele vigorosamente na bancada.
Ao tempo, em Portugal decorria o mandato presidencial de Américo Tomás. Estávamos no pontificado do “Bom Papa João”, que a história regista como João XXIII (261º).

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Foi há 36 anos (1969), uma QI: começa a crise académica de Coimbra, quando é proibida a palavra ao presidente da Associação Académica, Alberto Martins, na inauguração do edifício de Matemáticas. Era na altura PR o Almirante Américo Tomás. Paulo VI (262º) era o papa de então.
Claro que Américo Tomás esteve aí na sua mais distinguida função: de corta fitas. E deve ter feito um dos seus proverbiais - porque brilhantes – discursos. Que deve ter começado por alguma coisa do género, como lhe era habitual: “Esta é a primeira vez que estou em Coimbra, desde a última vez que cá estive…”
Além de Alberto Martins, que, então, foi preso pela PIDE, era igualmente líder associativo Barros Moura.
Alberto Martins é, actualmente, deputado à AR pelo PS. Barros Moura foi deputado parlamentar europeu.

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Foi à 30 anos (1975), uma QI: no Camboja, os comunistas, Khmers vermelhos, apoderam-se da capital, Phnom Penh.
Acerca desta matéria, ver um texto mais desenvolvido na “memória do tempo que passa” de ontem.

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Foi há 25 anos (1980), uma QI: independência da Rodésia do Sul, que adopta o nome de Zimbabwe e altera o nome da capital de Salisbúria para Harare. Em Portugal decorria o mandato do general Ramalho Eanes. Em Roma pontificava João Paulo II (264º).
Em 11 de Novembro de 1965, no decurso da XX Assembleia Geral da ONU, a Rodésia do Sul (a antecedente histórica do Zimbabwe) proclamou unilateralmente a sua independência, com o protesto do governo de Londres, que a não reconheceu, e o clamor dos Estados africanos.

Ian Smith, líder do regime racista que entre 1964 e 1980 governou o país à revelia da Grã-Bretanha, permaneceu no Zimbabwe após a independência.
Em 1985 a população total do Zimbabwe era estimada em cerca de 8 200 000 habitantes, dos quais menos de 150 000 brancos. Ou seja, os brancos representam menos de 2% da população.
Hoje o
Zimbabwe continua a ser governado por Robert Mugabe.
Mugabe nasceu em 1924 e foi educado numa escola de jesuítas, onde ainda hoje regressa para procurar “paz e tranquilidade”. Aos 81 anos (em 2005), é aos olhos do mundo, e também de muitos dos compatriotas, apenas mais um ditador, agarrado aos privilégios. E, sobretudo, disposto a tudo para conservá-los, incluindo manipular os resultados das eleições legislativas deste 31 de Março de 2005.

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Foi há 21 anos (1984), uma TR: a primeira-ministra inglesa, Margaret Thatcher, visita oficialmente Portugal. Ramalho Eanes era, na altura, o PR. A Igreja era presidida por João Paulo II.

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Foi há 19 anos (1986), uma QI: apresentação, no Quarteto e no Tivoli, de Um Adeus Português, filme português de João Botelho. Era Mário Soares o PR. Em Roma prosseguia o pontificado de João Paulo II.
Filmografia de João Botelho: além da acima referida, realizou mais as seguintes três longas-metragens: "Tempos Difíceis" (1988), "Aqui na Terra" (1993) e “Tráfico” (1998).
Assim, da sua filmografia constam quatro longas-metragens, um episódio para televisão (O Ar: No Dia dos Meus Anos, 1992) e uma média-metragem (Três Palmeiras, 1994), é dono de uma única ambição: a fidelidade a si próprio. Por isso, as suas palavras não admitem matizes, e pintam-se com cores primárias.

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Foi há 14 anos (1991), uma QA: em Portugal, no Hospital de Santa Marta, realiza-se o primeiro transplante simultâneo de coração e pulmões. Era PR, então, o Dr Mário Soares e em Roma pontificava ainda João Paulo II.

“PADRES RENDEM 25 MILHÕES”

“Por imposição da nova Concordata, os mais de quatro mil padres seculares da Igreja Católica Portuguesa vão passar a entregar aos cofres do Estado uma média de cinco milhões de euros por ano em IRS e cerca de 20 milhões para a Segurança Social.”

É um artigo que revela aspectos curiosos nesta área, bem pouco do domínio público em geral.

Leia, pois, o interessante artigo de Secundino Cunha, do CM desta data

LIDO E DESTACADO

«[Alguns cristãos]não suportam que na Carta aberta aos cardeais eleitores do próximo Papa, traduzida pela Visão, ele [Hans Küng] diga que o estado interno da Igreja é pior do que há trinta anos. O estilo de H. Küng talvez não supere algumas marcas de ressentimento. Mas tanto essas declarações como o documento do movimento Nós Somos Igreja, que circula na Internet, e outros textos de análise crítica da situação das mulheres na Igreja, da ética sexual, da atitude em relação aos contraceptivos e à situação actual dos ministérios eclesiais devem ser debatidos sem medo. O imperativo evangélico, "não temais", foi adoptado por João Paulo II como uma orientação de vida. Não vale a pena esperar alguns séculos para pedir perdão pelos silêncios e erros de hoje.»
Frei Bento Domingues, O.P. (Público, DM 17 ABR 05)

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«[A lei da limitação do exercício de cargos públicos eleitos:]lei inútil, demagógica, contraproducente e despótica! Esta é a lei de uma classe política que desconfia de si própria. Que não resiste à tentação. Que conhece a existência da corrupção, mas não é capaz de a combater. É a lei de consolidação da partidocracia.»
António Barreto (id, id)

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«A candidatura do escritor [Manuel Alegre] permitiria "fixar" o eleitorado socialista e morder noutros segmentos à sua esquerda. Manuel Alegre será um bom candidato, mas dificilmente se converterá em presidente efectivo. Fará uma campanha galvanizadora para o "povo de esquerda", ou o que dele resta, mas dificilmente conseguirá mobilizar o eleitorado do "centrão" de modo a derrotar Cavaco Silva. A direcção do PS usará a figura mais proeminente da "ala esquerda" para disfarçar aquilo que o PSD claramente assumiu ao apoiar a recandidatura de Mário Soares em 1991. Será, porventura, uma bela campanha, mas que significará, simultaneamente, a aceitação da derrota antecipada. Por algum tempo o rosa e o laranja tenderão a sobrepor-se numa dessa mistura de cores mal definidas próprias da estética dominante. Noutra linguagem, os dois ramos da Secção Portuguesa da Comunidade Europeia, PS e PSD, dividirão entre si, uma vez mais, os principais palácios do reino.»
Mário Mesquita (id, id)

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«Após um breve recuo no ruído, a partir de amanhã a sucessão do Papa volta a ser um dos assuntos mais mediáticos da Imprensa ocidental. E não é caso para menos. A génese da Europa tal como a conhecemos e a edificação da Igreja Católica como poder espiritual e temporal têm andado de par em par. Na sua maioria, as guerras imperiais e expansionistas, das Cruzadas aos Descobrimentos (portugueses e espanhóis), foram sempre homologadas e abençoadas pela Cruz de Cristo e S. Pedro do Vaticano. As grandes perturbações que, durante séculos, convulsionaram a Europa, as guerras e a cobiça, as perseguições sob o pretexto da heresia, tiveram sempre a Igreja a empurrar o braço secular. Nunca a Igreja aceitou pacificamente o futuro.»
Rogério Rodrigues (A Capital, DM 17 ABR 05)

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«As mulheres comuns, que trabalham em casa e fora dela, têm muito pouca, ou nenhuma, vida privada. Têm vida profissional, doméstica, familiar e conjugal mas não têm tempo para elas. Não têm tempo para ter vícios privados porque o mundo lhes exige virtudes públicas.»
Maria Ferreira (id, id)

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«O político que em Portugal mais vezes se tem rebelado contra "o sistema" e que se repete em apelos à ruptura com o regime, o mesmo que, igualmente de forma reincidente, tem anunciado "esta é a minha última candidatura" para depois se recandidatar, veio ontem bradar contra "aquela gente" que acusa de fazer uma lei anti-Jardim. Uma lei cujos propósitos genéricos geram amplo consenso e que tem evidentes efeitos regeneradores na classe política.
A proposta do PS é, obviamente, discutível, mas deve-o ser dentro de um quadro de razoabilidade, tendo em conta elementos de coerência interna, e nunca a partir de preconceitos como aqueles a que Jardim faz apelo. Diz que a lei lhe é dirigida, mas - pergunta-se - deveria o legislador recuar só porque Jardim se perpetua no poder?»

João Morgado Fernandes (DN, DM 17 ABR 05)

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«Transitámos [em Espanha] de um poder autoritário e centralista, que foi a regra do Estado-nação desde a sua criação, para um poder democrático e politicamente descentralizado que foi sempre a excepção. Agora, mais de um quarto de século depois, o resultado está à vista. A cidadania é um valor adquirido e ninguém põe em questão a liberdade das ideias e a igualdade perante a lei, que constituem os seus pilares básicos, como também não se nega a descentralização do poder que deu azo a uma distribuição de competências que o aproxima dos cidadãos e facilita o enquadramento dos diversos sentimentos de pertença. Para manter esta dinâmica, inclusive para a reforçar se o quisermos, há que ter em conta que o funcionamento da convivência em democracia é a cidadania.»
Felipe González (id id)

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«[No processo “Apito dourado”] vai lá estar tudo: corrupção, prostituição, o desprezo absoluto pela verdade desportiva. Estamos perante um processo contra o futebol tornado um meio de poder a qualquer preço e alimentado pelo dinheiro sujo que esse mesmo poder desportivo depois reciclava na relação promíscua com as Câmaras.»
João Marcelino (Correio da Manhã, DM 17 ABR 05)

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«Se tivesse tido frieza e inteligência táctica, Pinto da Costa teria deixado a presidência do FC Porto quando ainda estava em alta. Agora não terá essa oportunidade. Pode, até, acontecer um milagre e ele encontrar um novo Mourinho numa das saltadas que costuma fazer a Fátima com a mesma exacta assiduidade com que costumava encomendar vitórias às velhas milagreiras que enxameiam a crendice nacional. Mas na história do futebol apenas lhe estará destinado o lugar devido a homem capaz de fazer tudo, mas mesmo tudo, para que o seu clube ganhasse. E se isso é suficiente para lhe valer a admiração das claques drogadas pela paixão também será suficiente para lhe garantir o desprezo das pessoas de bem.»
Id (id, id)

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«A lama não se deve abater sobre os profissionais e sobre a sua qualidade técnica. Portugal é vice-campeão europeu de selecções. Os jogadores do FC Porto venceram a Taça UEFA em 2003, a Liga dos Campeões em 2004 e também o Sporting se encontra agora a caminho de brilhar em 2005. Os nossos melhores futebolistas são admirados no mundo e ainda há José Mourinho. Este edifício saudável deve ser preservado. É justo, e inteligente, que o seja.»
Id (id, id)

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«Basta ouvi-los, lê-los para se perceber que na cabeça de inúmeros dirigentes desportivos o conceito de desporto e regra vai pouco mais além da cultura de um bar de alterne.»
Francisco Moita Flores (id, id)

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«O jogo que colocou o Sporting nas meias-finais da Taça UEFA é um dos acontecimentos marcantes da semana. A goleada com que brindou os ingleses do Newcastle, depois de estar a perder, é um exemplo daquilo que vale em futebol: o esforço e o talento em campo. Sem truques nem prazeres da carne pelo meio. E quando é assim o futebol ganha a dimensão que merece, e que dele se espera, enquanto fenómeno desportivo.»
Id (id, id)

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“Vivemos num regime em que o povo é soberano e agora vêm uns senhores dizer que esse povo não pode escolher quem quer e quando quer” – Alberto J Jardim
Rui Arala Chaves (id, id)

INTERMEZZO

Kubrick2001

Um pouco longo: uma boa meia hora para ver as quatro partes seguidas.

Mas, sem dúvida do melhor que se pode encontrar na NET.

Vale cada minuto.

Óptima qualidade de imagem, de som. De realização.

Espectacular.

Interessantíssimo.

Soberbo.

A odisséia no espaço explicada: Stanley Kubrick

NOTA: devo lembrar que existem, por vezes, pequenas e subtis alterações na imagem, quase imperceptíveis. Recomendo, pois, que vá ajustando o ecrã do computador…

“POLICARPO AO SOM DE SAX”


“Hoje, é dia de reflexão, não fosse amanhã o primeiro dia da votação que traz o Mundo suspenso. Todos os 115 cardeais que vão sentar-se na Capela Sistina estarão este domingo na sua paróquia romana (quase todos têm uma).”

Leia-se o interessante artigo de Ferreira Fernandes no CM de hoje acerca de D. José Policarpo

sábado, abril 16, 2005

MEMÓRIA DO TEMPO QUE PASSA

Foi há 424 anos (1581), um DM: Filipe I (18º), com 54 anos, é aclamado rei de Portugal. Pontificava Gregório XIII (226º).
Filipe I (que era Felipe II de Espanha, desde 1556) nasceu a 21 MAI 1527. Era filho de Carlos V, imperador da Alemanha e rei de Espanha, e da imperatriz D. Isabel, filha do nosso rei D. Manuel. O seu primeiro casamento (aos 16 anos) foi com uma sua tia materna, D. Maria Manuela (irmã de sua mãe [melhor, e se estou certo: meia irmã - irmã consanguínea - porque filha doutro casamento de D. Manuel], logo, também ela filha do seu avô, o monarca português D. Manuel). Mas D. Maria morreria (de parto: príncipe D. Carlos) passados dois anos.
Foi reconhecido e aclamado pelas Cortes de Tomar, em 1581.04.16 [DM].
Foi ele que mandou fazer a compilação das leis portuguesas - que ficaram para a História como Ordenações Filipinas (trabalho que só ficou concluído e foi publicado em 1603 - já no reinado de Filipe II).
De 1580 a 1640: domínio filipino: os reis Felipe II, Felipe III e Felipe IV de Espanha (respectivamente, em Portugal: Filipe I, Filipe II e Filipe III) "cingiram a Coroa portuguesa em regime de monarquia dual". O próprio Filipe I estimulou nas Cortes de Tomar de 1581 o pacto que jurava respeitar: a legislação e a moeda eram matéria da exclusiva competência das Cortes portuguesas; todo o funcionalismo seria formado por portugueses, como na mão dos portugueses ficariam "as pastas" do comércio com a África e com a Índia. Além de que a língua seria, necessariamente, a portuguesa.
As coisas até nem funcionavam mal: a acalmia política e o bem-estar económico eram uma realidade que se constatava.
Por sinal, foi durante esse período que alguns dos mais vastos edifícios portugueses foram construídos: S. Vicente de Fora, a Sé Nova de Coimbra, o palácio ducal de Vila Viçosa (dos duques de Bragança)...
Mas a partir de 1620 instalou-se a crise em Espanha. E a cada vez mais acelerada queda (de domínio, de poder, de posições) da Espanha, arrastava a queda de Portugal. O que havia que evitar a todo o custo.
.. Em 1640, um secreto golpe, preparado sem qualquer ligação com os representantes do povo, resultou da melhor forma, obtendo o imediato empenho, e entusiasmo e apoio de todo o país: é a restauração da independência de Portugal e o início da dinastia (4ª), de Bragança ou brigantina.
A 3ª dinastia ficou conhecida como dinastia da Casa de Áustria ou Filipina.
D. Sebastião era filho de D. João (o 7º filho – de 8 – de D. João III e de D. Catarina), que morreu prematuramente, com 16 anos, mas que tinha casado aos 15 com Joana, filha de Carlos V e de D. Isabel, (esta, filha de D. Manuel). Também o nosso Filipe I (Felipe II de Espanha) era igualmente filho do Imperador Carlos V e da Imperatriz D. Isabel, filha de D. Manuel. Ou seja: Filipe I era tio de D. Sebastião, porque irmão de sua mãe, Joana.
É de justiça sublinhar que Felipe II (que depois viria a ser o nosso Filipe I) se esforçou por dissuadir o sobrinho, o nosso rei D. Sebastião, de levar por diante o tresloucado projecto de conquistar Marrocos, não obstante a morte de D. Sebastião facilitar o seu sonho de união ibérica. D. Sebastião, porém, não deu ouvidos aos bons conselhos que lhe davam, “respondendo a tudo disparatadamente e chegando a perguntar ao duque de Alba [seu conselheiro militar] de que cor era o medo”. Foi no Escorial, aos 13 AGO 1578, que Felipe II soube da catástrofe de Álcacer-Quibir.
Seguiu-se o curto reinado (17 meses) do Cardeal D. Henrique. Por mais porfiados esforços que Portugal fizesse junto da Cúria Romana, para que o rei-cardeal pudesse ser objecto de especial dispensa para que pudesse casar e dar um sucessor ao reino, tal desiderato não foi conseguido, e o fim da dinastia estava à vista.
Perfilava-se, no horizonte, portanto, a possibilidade segura de o monarca espanhol, Felipe II, ser o próximo rei português, e poder, finalmente, cingir as duas coroas da península.
Nesta conjuntura eram quatro os principais pretendentes que se apresentavam à sucessão do trono: a) D. António, Prior do Crato - que era filho natural do culto príncipe D. Luís, irmão de D. João III, logo, também filho de D. Manuel; b) D. Catarina, duquesa de Bragança, igualmente neta de D. Manuel, porque filha do (também ele culto, como seu irmão D. Luís) infante D. Duarte; c) Felipe II de Espanha, ainda ele, neto de D. Manuel, já que filho da infanta D. Isabel (que casou com o imperador Carlos V); d) D. Manuel Felisberto, duque de Sabóia, por sua vez também neto de D. Manuel, pois que era filho da infanta D. Beatriz (que casou com Carlos III, duque de Sabóia).
Numa perspectiva - parece que o critério mais seguido - dos quatro pretendentes, o que tinha mais direito à sucessão, era D. Catarina de Bragança: por ser a única sucessora na linha masculina, numa linha legítima de ascendência. (D. António também era sucessor na linha masculina... mas era filho natural [não legítimo, portanto] do infante D. Luís.
Todos eles, como vimos, netos de D. Manuel. E também todos sobrinhos de D. João III.
Contudo, “os mais sérios rivais do espanhol, como pretendentes à coroa, eram a duquesa de Bragança, que tinha a preferência de D. Henrique, e o Prior do Crato, D. António, para quem se dirigiam as simpatias populares”. “D. Henrique, que de princípio era adverso a Felipe II, acabou por se lhe mostrar favorável, graças ao ódio que o animava contra o Prior do Crato”. Considerava, na realidade, o castelhano como o pretendente mais capaz de enfrentar e vencer D. António.
Uma vez falecido D. Henrique (31 JAN 1580). Felipe II tudo fez para não enfrentar Portugal pela força das armas. Contudo, o tempo ia passando, e os decisores lusitanos não o designavam herdeiro da coroa portuguesa. Felipe II reúne, então, uma força militar que venceu facilmente o improvisado e mal armado exército do Prior do Crato (25 AGO 1580). A 05 DEZ 1580 parte Felipe II para Elvas, acompanhado do seu sobrinho, o cardeal-arquiduque Alberto de Áustria, filho do imperador Maximiliano II e de Maria de Áustria, filha de Carlos V. Felipe II convoca Cortes para Tomar, dado que em Lisboa grassava a peste, sendo aí reconhecido e aclamado rei de Portugal, aos 16 ABR 1581.

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Foi há 793 anos (1212), uma SG: bula “Manifestis probatum”, de Inocêncio III (que foi eleito papa aos 37 anos), de 16ABR1212, "em que recebia sob sua protecção o monarca, o reino e todas as terras que fossem libertadas, do jugo dos infiéis, terras sobre as quais nenhum direito podiam alegar príncipes cristãos circunvizinhos". Isto na sequência do pedido de D. Afonso II ao Papa da confirmação do reino.
D. Afonso II era filho de D. Sancho I e da rainha D. Dulce. Casou com uma filha de Afonso VIII de Castela, D. Urraca (que viria a morrer a 03NOV1220) de quem teve, além do seu sucessor, D. Sancho II, pelo menos mais um filho: D. Fernando (que ficou conhecido por infante de Serpa). Quando D. Afonso II (cognominado o “Gordo”) sobe ao trono (26MAR1211), logo convoca as Cortes de Coimbra, para esse mesmo ano. Foram as primeiras Cortes de que há notícia.
"Nessa assembleia foi decretada a primeira colecção de leis escritas de aplicação geral, e a leitura desses textos não deixa dúvidas sobre a orientação política do monarca. Eis o preâmbulo de uma das primeiras leis nacionais: «porque a nós pertence de fazermos mercê aos mesquinhos e de os defendermos contra os poderosos...» " (José Hermano Saraiva, Breve História de Portugal, ilustrada; Bertrand, MAR1981, pg 34)
Nas Cortes de Coimbra, “as mais antigas de que há notícia exacta, tomaram-se providências tendentes à protecção da coroa e das classes populares, e a regularizaras rela ções com o clero.
Com o fim de auxiliar o sogro, Afonso VIII de Castela, que andava em guerra com os mouros, mandou o rei de Portugal àquele país um corpo de tropas a combater os infiéis; estes sofreram uma grande derrota na batalha de Navas de Tolosa (1212).
Em 1217, auxiliado pelos cruzados, D. Afonso II reconquistou aos mouros a praça de Alcácer do Sal” – segundo o livro de História da minha 4ª classe: Sumário da História de Portugal, de Tomás de Barros, Editora Educação Nacional, de Adolfo Machado, Porto, 1948, págs 23 e 24.

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Foi há 177 anos (1828), uma QA: morre, em Bordéus, França, Francisco de Goya (Francisco de Goya y Lucientes), pintor espanhol. Em Portugal reinava D. Miguel (29º). Em Roma pontificava Leão XII (252º).
Nasceu em 30MAR1746. Em 1789 é designado pintor da Corte. Executou vários cartões de tapeçaria, pintou numerosos retratos. Muito célebres ficaram os seus quadros da Maja Despida e da Maja Vestida, pintados por volta de 1800.

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Foi há 161 anos (1844), uma TR: nasce, em Paris, Anatole France, pseudónimo de Anatole François Thibault, escritor francês. Em Portugal reinava D. Maria II (30º). Pontificava no Vaticano Gregório XVI (254º).
“Mestre da língua francesa, ficcionista delicado e impregnado da cultura clássica, possuía uma notável erudição”. Foi durante sete anos cronista literário de Temps. Eleito para a Academia Francesa em 1896, o autor de Les Dieux ont soif foi prémio Nobel em 1921. “Diletante e céptico, não aderiu a nenhum credo religioso, filosófico ou político”.

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Foi há 155 anos (1850), uma TR: morre Marie Tussaud, nome de casada de Marie Grosholz, escultora francesa. Em Portugal continuava o reinado de D. Maria II. Na altura o papa era Pio IX (255º).
A escultora fundou o famoso museu de Londres, Madame Tussaud em 1835.
«O grupo que detém o famosos Museu de cera da Madame Tussaud, em Londres, foi vendido a uma holding privada propriedade do governo do Dubai. A Dubai International Capital comprou o Tuddaus Group por 1,5 mil milhões de libras – cerca de 2,2 mil milhões de euros.
O Tussaud Group inclui actualmente vários museus de cera, em cidades como Nova Iorque, Las Vegas, Amesterdão e Hong Kong, a par da sede, em Londres» - noticiava o Diário Digital de 24.03.2005

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Foi há 116 anos (1889), uma TR: nasce Charlie Chaplin, cineasta e actor de origem inglesa. Em Portugal reinava, na época, D. Luís (32º). E o chefe da Igreja era Leão XIII (256º).
Charlie Spencer Chaplin (este o seu nome completo), nasceu no bairro de Remington, em Londres. “Filho de artistas de feira, conheceu, desde a infância, dias da mais negra miséria, com seus irmãos Wheler e Sidney, este também, mais tarde, comediante notório na cinematografia. Viviam na sórdida mansarda que Chaplin fez reproduzir integralmente para o seu celebérrimo filme The Kid (em português, “O Garoto de Charlot”, uma das suas obras notáveis”. Órfão de pai, muito cedo, foi a mãe que o iniciou na pantomima. Aos oito anos trabalhava num grupo de dançarinos em tamancos que lhe sugeriram a sua tão célebre e característica maneira de andar, atirando os pés para fora.
Nos começos do séc. XX entrou (assim como o irmão, Sidney) para célebre companhia excêntrica de Fred Karno, onde Charlie logo criou o seu tipo universal de Charlot.

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“silhueta tragi-cómica de pobre diabo sentimental,
ridículo e comovedor a um tempo, conservando traços de elegância nas suas maneiras
dentro do trajo pretencioso mas esfarrapado, generoso e sempre infeliz,
passa-culpas de todos, bode expiatório eterno, ludibriado, escarnecido, moído de pancadas,
mas inalteravelmente bom e sem ódios,
Charlot (forma francesa de Charlie […])
é a maior e mais singular criação do cinema,
a personagem que a maior parte tem como cómica
e alguns como profundamente dramática,
mais ainda, trágica, como como as figuras do teatro grego,
e que, como estas,
conquistou foros de eternidade.”

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[Aqui está um caso em que se perde a verdadeira e expectante identidade de alguém
– preço da colaboração numa enciclopédia.
Cfr GEPB, vol 6, pág 616].

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Com esta companhia correu o mundo inteiro e em 1910 (tinha 21 anos) apareceu nos EUA num elenco do mesmo Karno, onde era cabeça de cartaz, com Stan Laurel. Em 1912 volta a Londres, mas para logo de seguida regressar à América e dar o impulso final à sua extraordinária carreira.
Muitos filmes – hoje clássicos do cinema – foram produzidos, dirigidos e interpretados por Chaplin. Primeiro em Charlot Boxeur e Charlot no Music-hall. Depois seguiu-se uma série de pequenas obras-primas: O Emigrante e O Vagabundo são dois exemplos entre vários desta fase.
De 1918 a 1922 fez oito grandes filmes, entre eles Vida de Cão, Nas Trincheiras, Os Vadios, e, finalmente, O Peregrino e O Garoto de Charlot, com a sua pequena descoberta, Jackie Coogan.
Depois realiza um grande filme por ano, em que intervém como protagonista, autor e director: A Quimera do Ouro, O Circo, As Luzes da Cidade, Tempos Modernos, outras tantas obras-primas. As duas primeiras em cinema mudo, as outras em sonoro, mas sem que Charlot fale. Aliás, Charlot foi adversário do sonoro até ao limite extremo, anunciando ao mundo que a sua personagem seria sempre muda, uma silhueta apenas.
Mas a sua intransigência teve de ceder perante a invencível voga do cinema falado.
É então que realiza, em 1939 (comemorando os seus 50 anos) O Grande Ditador, feroz sátira política, violento libelo anti nazi, em que, finalmente, fala diante de um microfone. Filme estreado, com enorme sucesso, em Nova Iorque, no “Astor”, em Outubro de 1940.
Quando, em 1952, se deslocava a Londres para a estreia do seu filme Luzes da Ribalta, foi-lhe proibido o regresso aos EU. Fixou então residência na Suiça.
Em 1956 realiza, em Londres, Um Rei em Nova Iorque.
Em 1972 regressa, finalmente aos EU, onde é aclamado como verdadeiro mago do cinema.
Em 1924 tinha recebido o Óscar “pela versatilidade e pelo génio em escrever, interpretar, dirigir e produzir O Circo”.
Mas muitas outras menções honrosas o distinguiram: condecorações, prémios internacionais, doutoramentos honoris causa. Foi alvo de muitas e muitas homenagens.
Chaplin morre na Suiça aos 24DEZ1977.

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Foi há 97 anos (1908), uma QI: nasce António Lopes Ribeiro, cineasta português. Ainda reinava D. Carlos (33º). Pio X (257º) era o papa.
Há dias atrás (14ABR), quando se referiu a morte deste cineasta, mencionei alguns dos seus trabalhos e actividades na área do cinema. Ver, pois, “A memória do tempo que passa” dessa data.

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Foi há 84 anos (1921), um SB: nasce Peter Ustinov, escritor (dramaturgo) e actor inglês, de origem franco-russa. Em Portugal o PR era António José de Almeida. O soberano pontífice era Bento XV (258º).
O êxito da sua peça Romanoff and Juliet (1961) levou-o ao cinema, onde realiza e interpreta os seus filmes. Celebrizou-se na interpretação da personagem criada por Agatha Christie, Poirot.

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Foi há 33 anos (1972), um DM: lançamento da nave espacial Apollo 16. Em Portugal na chefia do Estado estava Américo Tomás. O papa era Paulo VI (262º).
O grande objectivo do projecto Apolo era o envio de um homem à superfície da Lua e o seu regresso à Terra em segurança, nessa década de 60 – anunciado pelo presidente dos EU, John Fitzgerald Kennedy, em 25 de Maio de 1961. Esse feito foi conseguido com a Apolo 11 que partiu da Terra em 16JUL1969, tripulada por Neil Armstrong, Edwin Aldrin e Michael Collins. Em 20 do mesmo mês, Neil Armstrong pisou o solo lunar, no Mar da Tranquilidade, afirmando: “é um pequeno passo para o homem, mas um salto gigantesco para a Humanidade”. Vinte minutos depois Aldrin seguiu-o. É então que todo o mundo os vê aos saltinhos (efeitos da gravidade, melhor, da sua falta) na superfície da lua, aí colocando a bandeira dos EU. O regresso à Terra aconteceu a 24JUL seguinte.
Já o objectivo da Apolo 16, tripulada por Young, Mattingly e Duke, foi o de colocarem o primeiro observatório astronómico noutro corpo celeste, o que foi conseguido aí. Regressaram à Terra a 27ABR seguinte.

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Foi há 15 anos (1990), uma SG: Rosa Mota, atleta olímpica portuguesa, vence, pela terceira vez, a maratona de Boston, EUA. O PR na altura era o Dr Mário Soares. A Igreja tinha à sua frente João Paulo II (264º).
A atleta, que nasceu na Foz do Douro, Porto, aos 29JUN1958, iniciou a prática do atletismo aos 14 anos de idade. Além de ter somado muitos recordes nacionais, e de ter sido oito vezes campeã nacional de crosse, ao longo da sua carreira, ainda reuniu no seu palmarés os seguites títulos: vencedora, por seis anos consecutivos (1981-1986) da muito conhecida corrida de S. Silvestre, de S. Paulo, Brasil; medalha de bronze na maratona dos Jogos Olímpicos de Los Angeles (1984); medalha de ouro na maratona dos Jogos Olímpicos de Seul (1988), o Campeonato Europeu da Maratona (1982, 1986, 1990), o Campeonato do Mundo da Maratona (1987) e finalmente venceu a maratona da Taça do Mundo, corrida em Londres (1991).

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Foi há 7 anos (1998), uma QI: o corpo do ditador e líder dos kmehrs vermelhos, Pol Pot, é apresentado ao mundo no Cambodja. Em Portugal o PR era o Dr Jorge Sampaio. Continuava o pontificado de João Paulo II (264º).
No Cambodja há uma realidade que ultrapassa todas as vicissitudes: as fabulosas ruínas de Angkor: “talvez o mais rico e espectacular conjunto arquitectónico de todo o mundo”. A pérola arquitectónica, a glória da cultura khmer. Já li e ouvi esta opinião repetidamente, e é um dos “santuários” que ainda espero, um dia, poder visitar.
Mas as famosas ruínas não conseguem fazer esquecer ou iludir os acontecimentos trágicos que se abateram sobre os martirizados khmeres.
Os khmers vermelhos e o regime sanguinário do criminoso Pol Pot, que se instalaram no país em 1974, após a destituição do príncipe Sihanouk, tomaram o poder em Abril de 1975. Dois a três milhãoes depessoas foram executadas ou expulsas do país.
Em entrevista ao EXPRESSO, em 22JUN2002, conduzida por Clara Ferreira Alves, dizia George Steiner, esse nome de perfil tal que impõe um respeito imediato (talentoso e conceituado ensaísta, professor e escritor, de ascendência judaica, nascido em 1929, em Paris, mas a viver nos EU desde 1940):
«Em todas as vidas existe um dia que muda todas as coisas. Você ainda é demasiado jovem mas esse dia há-de chegar. Para mim, chegou quando eu percebi que o sr. Pol Pot no Camboja tinha enterrado vivos cem mil homens, mulheres e crianças. Eu aceito que sobre Auschwitz muito pouca gente sabia, embora Elie Wiesel diga que se sabia, mas eu acho que muito poucos sabiam. As notícias sobre Pol Pot estavam em todas as televisões, chamavam-se os “killing fields”. E nada fizemos!»
Numa outra entrevista, apanhada casualmente na NET, pude ler:
«Adolescente ainda, Luon foi retirado da família. Com muitos outros rapazes e raparigas da sua idade. 'Amontoaram-nos nuns barracões, recorda. 'Todas as noites vinham buscar alguns de nós para serem executados'.
Tuol Sleng, a tristemente célebre escola secundária tornada no cárcere mais temido do regime maoísta. Hoje, chamam-lhe o museu 'dos horrores praticados pela clique de Pol Pot'. Daí, milhares de prisioneiros, depois de torturados, foram conduzidos para os campos de extermínio - os tristemente famosos killing fields. Meras valas comuns abertas a uma dezena de quilómetros da capital, onde se ergue hoje um memorial com centenas de caveiras e vestuário de vítimas.»
É, de facto impressionante. Mas Luon (o entrevistado) vive nos EU e aí trabalha como padeiro, suponho. E diz maravilhas desse país, que considera um exemplo de democracia... Só que li também, igualmente na NET, num comentário ao filme ‘O Americano Tranquilo’, (com Michael Caine, filme que se confirmou ser uma belíssima adaptação do romance de Graham Green) cuja acção se passa no Vietname, em 1952, na guerra pela sua independência da França: “quanto ao Cambodja, foi muito conveniente para os EUA que o resto do mundo tivesse outro Hitler a quem apontar o dedo por causa do genocídio: Pol Pot. Mas até Pol Pot, pelas piores estatísticas, é um menino de coro comparado à barbárie dos EUA”.
As opiniões dividem-se, claro.
Mas um facto que parece ser consensual é que Pol Pot é um nome que deve figurar na galeria dos facínoras e sanguinários déspotas que o mundo já conheceu: a par de Hitler, Stalin, Osama Bin Laden e outros…

BEM VISTAS AS COISAS… NADA DE NOVO


«Afinal, o dia tem mais do que 24 horas

Cientistas defendem que as alterações no movimento de rotação do planeta têm repercussões na própria duração dos dias, a uma escala de milissegundos»dá-nos conta, hoje, o site CIBERIA, do portal AEIOU, como se tivesse descoberto mais um planeta.

Mas a questão já é velha e conhecida de há séculos, como se pode ver na minha anotação à “Memória do Tempo”, da QI 24 FEV 2005…

DE PESAR... É O GERAL SENTIMENTO

E vai daí, todo o mundo desabafou um profundo, sentido baaaaahhh!...

De desalento, de tristeza, de inconformismo, de desilusão: Santana desistiu da candidatura à Câmara de Lisboa!

É sempre assim, e o povo tem razão: o que é bom, acaba depressa!

Que se há-de fazer?

Conformarmo-nos. Nada mais.

Ah! Mas ainda há uma esperança: ele hoje, agora disse não… Daqui a pouco, amanhã pode dizer sim…

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(Deus nos livre!)

A “GRANDE ENTREVISTA”


Não me foi possível assistir à “grande entrevista” de Quinta-feira, com Sócrates.

Mas não ando distraído. Procurei ouvir e ler opiniões. Inteirar-me (nas diferentes correntes de opinião) sobre a matéria.

Creio que o saldo foi bastante positivo para o, ainda em “estado de graça”, primeiro-ministro.

Na Sexta, de manhã, ouvi na Antena 1 a opinião de José Manuel Fernandes: em suma, dizia o director do PÚBLICO que a prestação de Sócrates parecia “um disco rachado”…

Pelo que me foi dado ouvir e ler, não me parece que tenha sido tanto assim. Claro que o primeiro-ministro foi cauteloso (o que, na circunstância, não é defeito).

Respondeu a tudo, “conduziu” inteligentemente a entrevista. Se não trouxe novidades, é porque novidades ainda as não há, para serem divulgadas.

Ainda não estamos nem a meio do período do “estado de graça”.

Mais: estratega confirmado, demonstrou, de novo, que a sua opinião ainda é a de que não é no mundo febril dos media que se constroem governos e que não é nesse mesmo ambiente que se delineiam as opções do (deste) governo.

E não estará certo?

Claro que ele não fez como o outro, não convocou os media para lhes dizer: “tenho dito. Boa tarde”.

Não. Foi ele que foi “convocado” pelo canal público, através da Judite de Sousa. Convenhamos: à partida há logo essa diferença.

Não creio que tenha estado mal.

ESTILOS


É claro que com o outro era diferente: convocava os media para lhes dizer coisa nenhuma.

Os holofotes apontados, a bateria de microfones em frente, um ar de seriedade, uma “pose” de Estado, um olhar percorrendo a sala, “suspense” q.b., uma mão na boca para uma discreta tossidela, enfim o ajeitar dum microfone: “meus senhores, convoquei-os para lhes dizer que não tenho nada para lhes dizer” – domina de novo a sala num olhar abrangente, e conclui – “se os senhores jornalistas tiverem alguma pergunta a fazer, alguma questão a pôr, relativamente à minha declaração… Façam o favor. Estou à vossa disposição.”

Os jornalistas ficaram estupefactos, mudos e quedos.

Não estávamos numa sala de imprensa, mas num cemitério. Silêncio tumular.

Todos se entreolham. Ninguém avança. Mas… Timidamente, alguém levanta a mão:

“Sou Luís Delgado, um dos patrões da Lusomundo: Sr. Primeiro-ministro, Vossa Excelência blá…blá…blá…blá…blá…………………..blá…blaaaaaa. Já o grande Vasco [Graça Moura, pois então] diz que Vossa Excelência e o seu governo… E blá…blá…bláááá…”

Acabado o blá-blá de um começa o do outro: “como o Sr jornalista sabe, este governo é presidido por uma pessoa responsável e competente… blá…blá…blá…blá…bláááá…”

As mesmas redundâncias, as mesmas inanidades…

(claro que estão numa de formal… Se eles se topam!... Se calhar até se tratam por tu…É só mesmo para um dizer coisas, e para dar oportunidade que o outro coisas diga… Um jogo, claro)

Não. Agora não é assim. Pelo menos nisso. E noutra formas de estar e de actuar. E de ver.


sexta-feira, abril 15, 2005

UMA EXPLICAÇÃO




UMA AVARIA NO MODEM

NÃO ME PERMITIU O ACESSO À NET

DURANTE, PRATICAMENTE, TODO O DIA.

DAÍ

QUE HOJE SÓ TENHA PUBLICADO

O POST

DA HABITUAL COLUNA SOBRE

AS EFEMÉRIDES

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