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Em jeito de “tributo”, a arte de Kaos
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Aqui tomo notas, e reflicto, sobre leituras, situações e factos que chamaram a minha atenção…Por vezes, transcrevendo-os, só. Outras, anotando-os. Para abordagens ligeiras, tive o “Desconversando” [onde a excepção era o sr Felisberto]: http://desconversandojlf.blogspot.com/. Para instantâneos e nótulas do dia-a-dia, tenho o “Flash”: http://omeuflash.blogspot.com/ Para arquivo de textos, próprios ou alheios e apoio de N&R e do Flash, tenho o “Apostila”: http://apostiladener.blogspot.com/.
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"Já fui de esquerda, quando era muito necessário. Agora, diria que sou de centro esquerda."
Maria Cavaco Silva
Visão, 06-12-06 (apud Público, QI 07.12.06)
"Com a direita não me identifico, porque, apesar de não ter partido, tomo atenção ao que eles vão dizendo e fazendo e não me identifico com os de direita. De maneira nenhuma."
Idem, ibidem (idem)
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E esta?!...
Não obstante as – QUANDO MUITO - imagináveis (mas irrelevantes) dificuldades, (raras, insignificantes e breves) discussões e, quiçá (o que duvido), alguns (ligeiríssimos e momentâneos) arrufos (espero que tão só isso, sem quaisquer marcas de doméstica e machista - ou feminil - violência) casaram... Tiveram muitos meninos... E foram muito felizes...
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Mas, desculpem voltar a trás:. "Já fui de esquerda, quando era muito necessário” (??!!??)
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O espanto (e a dúvida, quanto a alguma pormenorização de factos e circunstâncias) devem ser só meus.
Quem dirigiu a entrevista não deve ter querido insistir, incomodar...
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Ou então: um emudeceu e o outro ensurdeceu...
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Mas para quê mais perguntas? Está tudo tão explicadinho. Sobretudo porque não se diz: “quando era necessário” – que já era bem explícito e esclarecedor; mas sim “quando era MUITO necessário” o que torna óbvio o esclarecimento.
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A era de Bush “definida por uma política externa unilateralista, assente na colossal superioridade militar da superpotência ao serviço de uma forte convicção messiânica do papel revolucionário da América no mundo, chegou ao fim” –
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"[Carolina Salgado] vai ganhar uns cobres. Sobretudo com os tansos que querem ver ali a prova provada das vigarices de Pinto da Costa."
Francisco Moita Flores
Correio da Manhã, 11-12-06 (apud PÚBLICO, TR 12.12.06)
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"No chamado futebol português - que é uma coisa parecida com o futebol mas em versão mais turva e com pior cheiro - tudo é possível."
João Paulo Guerra
Diário Económico, 11-12-06 (id)
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"Jardim anda com azar. Lançou o desafio [da dissolução da Assembleia Regional] num dia e no dia seguinte Augusto Pinochet morreu. A relação? Até 2004, apesar de ter sido um dos mais cruéis ditadores da História, ainda havia quem apoiasse Pinochet."
Rui Hortelão
Correio da Manhã, 11-12-06 (id)
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Sobral de Monte Agraço
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Próximo de Sobral de Monte Agraço, num pequeno lugarejo e num contexto ambiental absolutamente rústico, em lugar ermo, rodeado de hortas e pomares, um casamento levou-me a descobrir, naquele Sábado 14.12.1996, apenas a uns
A igreja foi construída no primeiro terço do século XVI, em 1520. O portal, datado, na pilastra da direita, de 1530, apresenta uma curiosa simbiose de elementos decorativos, “curiosíssimo exemplar em que os arcos policlínicos e as florescências e cogulos do manuelino se combinam com as pilastras e medalhões do renascimento”.
O interior é de três naves de cinco tramos, com cobertura de madeira,
As paredes são zulejadas de alto a baixo: silhar alto a azul e branco (golfinhos e vasos), seguido de um revestimento polícromo, de tapete, com oito padrões diferentes e nos mais belos tipos do séc. XVII. Há alguns do séc. XVIII, mais fracos, com molduras rocaille a amarelo, verde e cor de vinho, nas capelas do topo da igreja.
Sobre o arco triunfal, ladeando um nicho manuelino que abriga um grupo escultórico do Calvário, figuram dois painéis de azulejos policromos do século XVIII representando a Anunciação e a Visitação. Se bem que a restauração de 1738 o tivesse desfigurado muito, guarda ainda preciosos elementos arquitectónico e decorativos.
Junto ao guarda-vento os azulejos são do tipo denominado «ponta-de-diamante» ou «joalharia». São ainda revestidos de azulejos os sobre-arcos das naves e das capelas, a cúpula e o interior do baptistério. Nas capelas e na sacristia o azulejamento é feito em painéis historiados, com cenas da vida do padroeiro e outros episódios religiosos. À esquerda da entrada, a imagem do orago, também em azulejos amarelos e azuis, está sobre a seguinte inscrição: San Quintino ora pró nobis, com a data de 1618, emendada depois para 1738. Por baixo, outro dístico em azulejos azuis e brancos refere-se à obra do séc. XVIII e marca-lhe a data de 1738.
Há aqui uma fraude evidente, pois os azulejos de 1738 são os das capelas do topo e dos arcos e da sacristia.
O baptistério, de forma circular e rematado por uma pequena cúpula, forrada de azulejos seiscentistas, sustentada por quatro colunas, foi construído em 1592 por Simão Correia. A pia, de taça octogonal de lavor renascença, assenta numa base de feição gótica. Decora uma das paredes um painel de azulejos do século XVIII representando o Baptismo de Cristo. O púlpito, quinhentista, de pedra, conserva restos de pinturas figurando os Evangelistas. Os arcos do topo da igreja são ogivais, sendo os do arco triunfal e da capela do lado da Epistola inscritos num polilobado manuelino, policromado, com capitéis góticos e tabela cheia de ornatos gótico-manuelinos. As capelas têm abóbadas bem artezoadas, com bocetes manuelinos, todos diferentes. A capela do lado da Epístola, coberta por uma abóbada pintada do século XVII, é inteiramente forrada de azulejos do século XVIII, com passos do martírio de S. Quintino. No altar figura uma imagem do padroeiro datada de 1532. Na capela do lado do Evangelho, decorada com silhares de azulejos figurados, está colocada uma escultura de S. Pedro, quinhentista.
Neste templo há, ainda, quatro belas tábuas atribuídas ao quinhentista Gregório Lopes. Representam o Calvário, a Deposição no Túmulo, a Aparição de Cristo à Virgem e o Encontro de Santa Isabel e S. Joaquim. «As figuras dos homens são um pouco grosseiras, mas as das mulheres delicadas, de mãos desenhadas com tanta finura que por vezes sugerem a influência de Frei Carlos. São os rostos ovais, os cabelos corredios, os olhos exorbitados e os perfis correctos de Gregório Lopes». (Reinaldo dos Santos, in Guia de Portugal, I, p. 543).
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(Texto elaborado a partir de diversas fontes, os vários livros e roteiros do Portugal artístico, e ainda algumas notas colhidas on line)
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‘‘Sou sobrevivente de um campo de concentração. Meus olhos viram o que nenhuma pessoa devia presenciar. Câmaras de gás construídas por engenheiros ilustrados. Crianças envenenadas por médicos instruídos. Bebés assassinados por enfermeiras treinadas. Mulheres e bebés mortos a tiros por liceais e universitários. Assim, desconfio da educação. Meu pedido é o seguinte: Ajudem os seus discípulos a serem humanos. Os seus esforços nunca deverão produzir monstros cultos, psicopatas hábeis ou Heichmans instruídos. Ler, escrever, saber história e aritmética só são importantes se servem para tornar nossos estudantes mais humanos’’
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Recebido por e-mail da diretora de uma escola israelita.
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[Transcrito do site da Amnistia Internacional/Brasil, adaptando ao português europeu]
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05-12-2006 - 18:43
Bandeira
O
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Tenho o palpite de que vai ser um pontapé-de-partida para uma moda “muito interessante” e variadíssima (nacionalista, clubista, etc., etc). Sempre de finíssimo gosto.
E não só entre americanos. Também para “americanos”.
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(Claro que nem todas as doenças contagiosas são graves...)
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Chichén Itzá, pirâmide de Kukulcán
(apud WIKIPÉDIA)
(V/ abaixo 12.12.1822)
Sumário:
- há 532 anos morreu
- mais uma curiosidade que um evento: Napoleão, há 199 anos, esteve para formar um reino fantasma no Norte de Portugal;
- reconhecimento da independência do México pelos EU, há 184 anos. Pretexto para uma rápida ronda pelo monumental e magnífico México;
- mais uma, de várias, moções da ONU contra a política colonial portuguesa; esta de há 44 anos.
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Este é o espaço em que,
habitualmente,
faço algumas incursões pelo mundo da História.
Recordo factos, revejo acontecimentos,
visito ou revisito lugares,
encontro ou reencontro personalidades.
Datas que são de boa recordação, umas;
outras, de má memória.
Mas é de todos estes eventos e personagens que a História é feita.
Aqui,
as datas são o pretexto para este mergulho no passado.
Que, por vezes,
ajudam a melhor entender o presente
e a prevenir o futuro.
Respondendo a uma interrogação,
continuo a dar relevo ao papado.
Pela importância que sempre teve para o nosso mundo ocidental.
E não só, nos últimos séculos.
Os papas sempre foram,
para muitos, figuras de referência,
e para a generalidade, figuras de relevo;
por vezes, e em diversas épocas, de decisiva importância.
Alguns
(muitos)
não pelas melhores razões.
Mas foram.
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SG 12DEZ05
O ano 2006 do calendário gregoriano corresponde ao:
ano 5767 do calendário judaico
ano 1427 dH do calendário islâmico (Hégira)
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DE ACORDO COM O CALENDÁRIO DA ONU:
1997/2006 - Década Internacional para a Erradicação da Pobreza.
2001/2010 - Década para Redução Gradual da Malária nos Países em Desenvolvimento, especialmente na África.
2001/2010 - Segunda Década Internacional para a Erradicação do Colonialismo.
2001/2010 - Década Internacional para a Cultura da Paz e não Violência para com as Crianças do Mundo.
2003/2012 - Década da Alfabetização: Educação para Todos.
2005/2014 - Década das Nações Unidas para a Educação do Desenvolvimento Sustentável.
2005/2015 - Década Internacional "Água para a Vida".
2006 Ano Internacional dos Desertos e da Desertificação.
Dia Nacional do Quénia.
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Foi há 532 anos, na SG 12.12.1474, morreu, aos 49 anos,
Em Portugal reinava D. Afonso V (12º). Pontífice romano era Sisto IV (212º).
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Corria sangue português nas veias de
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Mas, em matéria de fertilidade e de sucessão,
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Primeiro, casou com Branca, infanta de Aragão e Navarra, filha de João II, rei de Aragão. Depois, casou com a Infanta D. Joana, a mais nova dos nove filhos do nosso rei D. Duarte (11º monarca português) e da rainha D. Leonor de Aragão.
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Do primeiro casamento não houve filhos.
Mas na vigência do seu segundo casamento nasceu uma filha, de nome Joana, como a mãe. O nascimento de Joana de Castela, em 1462, porém, provocou um escândalo na corte, que exigia o pedido de divórcio do rei, no pressuposto de que a criança fosse a consequência de um caso da rainha com um favorito da corte, Beltrán de
Autores há que afirmam que, tanto quanto os investigadores puderam apurar, o “desonroso” envolvimento não foi provado e não existiu.
A verdade é que os “grandes de Castela” levaram a sua, e o rei viu-se obrigado a repudiar a rainha (1468). D. Joana de Avis regressa a Portugal, sendo acolhida por seu irmão, D. Afonso V (12º), que ao tempo reinava e já era viúvo. Mas a filha mantém-se em Castela.
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Daí que se tenha empenhado em arranjar-lhe um consorte à altura.
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Postas de parte outras hipóteses,
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D. Afonso V (12º) fora casado com sua prima direita D. Isabel, que morreu em Dezembro de 1455, de quem teve o seu sucessor, D. João II (13º) e uma filha, Joana, a quem a igreja católica atribui horas de altar e venera como a Princesa Santa Joana (além dum 3º filho, o primogénito que morreu ainda criança).
D. Afonso V tinha, ao enviuvar, 24 anos!
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Falecido
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Porém, em Castela ninguém levava a sério a pretensão e a causa de Joana. E é escolhida, como rainha Isabel, a Católica, que casara com Fernando de Aragão.
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Isabel, a Católica, era tia de Joana, a Beltraneja, porque irmã de
Ou seja, Isabel, a Católica, e
Por outro lado, os reis católicos, Fernando e Isabel, foram os pais de uma outra Isabel, a princesa que casou com o príncipe D. Afonso, filho de D. João II, que morreu muito jovem, num desastre de cavalo, na Ribeira de Santarém.
Isabel esta que, uma vez viúva, também muito nova ainda, do príncipe D. Afonso,
viria a casar com D. Manuel I (14º) – tio de seu defunto marido, porque irmão da mãe dele -, quando este sucedeu ao seu primo e cunhado D. João II.
D. Isabel foi a primeira das três mulheres com quem casou o Venturoso, e como ela trouxe consigo a herança dos tronos de Castela e Aragão
(de seus pais, os reis católicos), ambos (D. Manuel e D. Isabel) acalentavam a união das coroas de Castela, Aragão e Portugal.
D. Isabel viria a morrer ao dar à luz o seu único filho, D. Miguel, que viria a falecer com menos de dois anos de idade, pondo termo às esperanças de uma união ibérica.
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D. Afonso V e Joana casam mesmo, em 1475. Não obstante a união entre tio e sobrinha não ter sido consentida pelo papa (Sisto IV), eles “foram, de jure, reis de Castela entre 1474-1479, embora não aceites como tal pela esmagadora maioria da nobreza castelhana. Viram, mesmo, as suas pretensões derrotadas ao saírem vencidos da batalha de Toro”, acabando por abdicar das suas ambições num tratado assinado em 1479 com os reis católicos.
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| Batalha de Toro, onde o imaginário popular conta que se distinguiu, Duarte de Almeida, alferes-mor de D. Afonso V, o decepado, cuja bravura e heroísmo, na defesa do estandarte real, que lhe estava confiado, se tornaram lendários: amputado o braço que segurava a bandeira, agarrou-a com o outro braço. Decepado, também este, segura-a com os dentes. E resiste sempre, até que sucumbe, moribundo, às lanças dos castelhanos que se apoderam, então, do estandarte. Recuperado, mais tarde volta a Portugal. Camilo Castelo Branco refere-se a ele numa das suas obras. |
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Depois da morte de D. Afonso V (1481), Joana recolheu-se, primeiro no mosteiro de Santa Clara de Santarém, depois, em Évora, acabando por professar, em 1480, na Casa das Clarissas, em Coimbra.
Mas em 1482 abandonou a clausura, passando a ser tratada como rainha. Faleceu em Lisboa, no Paço de Alcáçova, no Castelo de S. Jorge, em 1530.
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[Fontes: basicamente, para além das habituais enciclopédias (Wikipédia, Infopédia e BU), O Portal da História]
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Consta que no SB 12.12.1807, há 199 anos, o rei Carlos da Etrúria terá abdicado de seu reino na promessa de Napoleão, de ganhar outro, que se chamaria Reino da Lusitânia Setentrional.
Em Portugal, ainda viva D. Maria I (26º), mas demente declarada, tendo a regência sido entregue a seu filho, D. João (VI). Pontificava Pio VII (251º).
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É mais uma curiosidade que uma efeméride.
Reino da Lusitânia Setentrional?
Verdade ou não… Não sei.
Mas a história consta da “Wikipédia, a enciclopédia livre”.
E é contada assim:
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«O Reino da Lusitânia Setentrional foi um reino proposto por Napoleão ao rei da Etrúria, o rei Carlos. A Etrúria era um reino fantoche de Napoleão que ficava no no centro da Península Itálica na actual Itália. Napoleão disolve a Etrúria e como recompensa oferece um novo reino ao rei etrusco.
O reino seria na província de Entre-Douro-e-Minho, no noroeste de Portugal e incluía cidades históricas como Braga e Porto. A 12 de Dezembro de 1807, o rei da Etrúria abdica na esperança de ganhar o seu novo reino.
Napoleão acaba por perder a guerra, e o reino nunca foi constituído.»
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Há 184 anos, na QI 12.12.1822, os Estados Unidos reconhecem a independência do México.
O 5º presidente norte-americano, James Monroe, cumpria o seu mandato.
No Reino Unido reinava Jorge IV, tio da rainha Vitória, da dinastia de Hanôver, logo, tio-tetravô de Isabel II
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| Posta a questão da sucessão, os filhos lá se resolveram a casar. Tardiamente. Assim, e às pressas, Eduardo Augusto, Duque de Kent, o quinto filho de Jorge III, irmão dos reis Jorge IV e Guilherme IV, decidiu casar um ou dois anos antes de morrer, nascendo em 1819, no ano anterior ao da sua morte, sua filha, a futura rainha Vitória, que era trisavó de Isabel II, já numa nova ordem de sucessão directa. |
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Em França vivia-se a conturbada época da revolução de 1789: caída a monarquia, com a execução de Luís XVI, na guilhotina (e Maria Antonieta meses depois), segue-se a República, a que se sucede o Império. Com a queda do Império e a abdicação de Napoleão (1814), sobe ao trono francês, restaurada a dinastia de Bourbon, Luís XVIII, irmão de Luís XVI.
Em Espanha reinava, então, Fernando VII (que pelo baptismo tinha 27 nomes próprios), uma vez deposto José Bonaparte, depois do curto reinado fantoche que fora imposto por seu irmão Napoleão.
Em Portugal reinava D. João VI (27º), Rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Isto, no ano em que foi aprovada (em 23.09) a nossa primeira constituição, a Constituição Política da Monarquia Portuguesa de 1822.
No Vaticano pontificava Pio VII (251º).
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O México foi, por certo, das regiões do Novo Mundo onde se desenvolveram mais civilizações, sempre (ou quase) em regiões geográficas diferentes dentro do México – algumas, com ramificações para o exterior deste país: olmecas (
Os azetecas era o povo que dominava política e culturalmente o México aquando da conquista espanhola no séc. XVI, mas que ainda hoje subsiste.
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Todas estas civilizações e culturas constituídas por povos ameríndios (erradamente ditos índios, como se sabe) e também todas elas civilizações mesoamericanas, pré-colombianas
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| Mesoamérica é o termo com que se denomina a região do continente americano que inclui aproximadamente o sul do México e os territórios da Guatemala, El Salvador, Belize bem como parte da Nicarágua, Honduras e Costa Rica. “Trata-se de uma macrorregião cultural de grande diversidade étnica e linguística, cuja unidade cultural está baseada no que Paul Kirchhoff definiu como o complexo mesoamericano”. [Wikipédia] |
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Recuando, apenas um pouco, vejamos: o último imperador azeteca (eleito em 1503, por morte do antigo imperador, seu tio), Montezuma II, foi morto em 1520 quando se dá a invasão espanhola. E com a chegada dos europeus, a população indígena foi quase completamente dizimada, não só em consequência da guerra como por efeito de doenças trazidas do Velho Mundo, para as quais os indígenas não apresentavam resistências nem cura. Daí que dos 21 milhões de habitantes, em 1519, se tivesse passado para 1 milhão em 1607!
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Em 1535, o México passou a ser o vice-reino da Nova Espanha. A cultura espanhola e a religião católica foram impostos pelo colonizador, que também iniciou a exploração dos seus recursos naturais. O governo colonial foi-se tornando cada vez mais opressivo e a luta pela independência iniciou-se em 1810, tendo o domínio espanhol terminado em 1821. E logo em 1822-23 foi instituído o Império Mexicano.
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O México (hoje, Estados Unidos Mexicanos, oficialmente), uma vez independente, passou por sucessivas e desgastantes guerras civis. Com os EU em 1835 e de
Um acaso (uma dívida astronómica de um antigo presidente mexicano, Miramon, a um banco suíço), leva o Habsburgo Maximiliano, irmão do imperador da Áustria, Francisco José, ao poder, em 1864, apoiado pelos conservadores, opositores de Benito Juárez. Mas por escasso tempo: três anos depois dá-se o derrube da monarquia e a execução de Maximiliano.
De então para cá, o México tem sofrido as contingências normais por que passa um país independente.
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O México é um extenso museu, que se estende da costa do Pacífico à atlântica.
Inúmeros monumentos, bem conservados, que recordam aquelas (mais ou menos) remotas civilizações e culturas, deixam o visitante interessado quase em êxtase.
(O encanto cresce se o visitante tiver a sorte de encontrar guias de grande qualidade e talento – como me aconteceu, sobretudo, na cidade do México e em Oaxaca, onde um era sociólogo e outro antropólogo...)
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Pirâmides enormes (diferentes na forma e na primitiva finalidade das egípcias) podem ser apreciadas desde o Noroeste, junto à costa do Pacífico, passando por Acapulco, Cidade do México, Oaxaca, Mérida, até à costa do Atlântico, ao Caribe mexicano (Cancun, celebrada, mas desinteressante).
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Ao ser fundada, em 1345, tomou o nome de Tenochtitlán, sendo arrasada em 1521 por Hermán Cortes. Foi
A zona central do centro histórico da cidade – Praça da Constituição, mas que ninguém refere por esse nome, mas sim por Zócalo - assenta sobre o que foi outrora um pântano. (Daí que a catedral, aí localizada, esteja desde há anos em permanentes obras, inundada de andaimes e estacas, pois que se está continuamente afundando...).
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O Zócalo – uma das maiores praças do mundo – é o barómetro de popularidade para os políticos que aí discursem
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Além da Catedral, e de alguns edifícios da Administração Pública, situam-se no Zócalo o Palácio Nacional, com os célebres e magníficos murais de Diego Rivera (1886-1957) e com evocações de sua mulher, Frida Kahlo (1907-1954).
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“Em 1938 André Breton qualifica sua obra de surrealista num ensaio que escreve para a exposição de Kahlo na galeria Julien Levy de Nova Iorque. Não obstante, ela mesma declara mais tarde: "Acreditavam que eu era surrealista, mas não o era. Nunca pintei meus sonhos. Pintei minha própria realidade".
[Wikipédia]
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Algumas das famosas pirâmides pré-hispânicas do México podem ser encontradas a cerca de
Teotihuacán (significando “o local onde os homens se tornam deuses”) é considerada uma das cidades mais impressionantes do mundo antigo. Foi fundada antes da era cristã e chegou a ter mais de 125 mil habitantes.
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Em diversos pontos do país se podem observar pirâmides - cujas técnicas de construção deviam ser apuradíssimas - e outros monumentos dos povos primitivos que antecederam os actuais mexicanos.
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Assim, por exemplo:
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Em OAXACA pode visitar-se Montealbán – cidade religiosa única no género do povoado Zapoteco. Abandonado pelos zapotecos, os mixtecas apoderaram-se desse complexo monumental, e transformaram-no num cemitério, enriqueceram notavelmente seus monumentos funerários e “adoptaram conceitos arquitectónicos evoluídos como as gregas geométricas de pedras encaixadas que adornam os palácios”.
No vale de Oaxaca, os zapotecas, em 300 d.c., desenvolveram uma das civilizações mesoamericanas clássicas. Seis séculos depois decaíram sob pressão dos mixtecas, até às conquistas espanholas de 1530.
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Próximo de MERIDA pode apreciar-se a zona arqueológica UXMAL, um dos mais extraordinários testemunhos da arquitectura maia.
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CHICHEN ITZA – por certo o ex-libris (ou um deles) do México, que se encontra, no Estado do Iucatão, a
A cidade arqueológica Chichen Itza está inscrita desde 1988 como Património Mundial da UNESCO.
| Acho que é com todo o merecimento que CHICHEN ITZA é um dos 21 candidatos às 7 maravilhas do mundo, e vai ser, por certo um dos vencedores... . Como penso o mesmo acerca do Taj Mahal em Agra, na Índia... Não só pelo palácio, em si, a sua cripta, o seu significado, o seu enquadramento... Só quem teve a sorte de ver o amanhecer, junto desse belo palácio todo ele de mármore branco, e assistiu ao deslumbrante e inesquecível espectáculo que é a cambiante de cores por que ele passa durante a aurora... pode compreender, na verdade, a sua extraordinária beleza! Inesquecível! |
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E muito, muito mais fica por dizer acerca do México.
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[Fontes várias, basicamente a BU/Biblioteca Universal]
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Em 12.12.1962, uma QA, há 44 anos, a Assembleia Geral da ONU aprova a moção que recomenda a criação de um programa especial de assistência, formação e treino de dirigentes dos movimentos de libertação dos territórios africanos sob administração portuguesa.
Salazar mantinha-se, até morrer, na direcção da ditadura, com o costumado pulso de ferro. Na presidência da República estava agora, depois do escândalo que foi a manipulação das urnas em Junho de 1958, o submisso e dócil discípulo do ditador, Américo Tomás. Em Roma pontificava o papa João XXIII (261º).
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Mas os tempos iam difíceis para o regime.
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Nesse ano:
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- em 01.01: ataque ao quartel de Beja dirigido por Varela Gomes, no âmbito de um movimento militar que não teve êxito;
- em 15.01: Portugal abandona a Assembleia-geral da ONU, em virtude do debate sobre Angola;
- em 30.01: resolução da Assembleia-geral da ONU, reprovando a repressão e acção armada desencadeada por Portugal contra o povo angolano, reafirmando o direito deste à autodeterminação e independência;
- em 13.02: prisão, em Bissau, pela PIDE, dos dirigentes do PAIGC, Rafael Barbosa e Fernando Fortes;
- a 18.02: deslocação a Lisboa do governador-geral de Moçambique, almirante Sarmento Rodrigues, por causa de actividades secessionistas de colonos da Beira;
- 25.06: criação da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), presidida por Eduardo Mondlane;
- 24.09: a guerra colonial desorienta o poder central: demissão de Venâncio Deslandes dos cargos de governador-geral e comandante-chefe de Angola, na sequência de divergências com o ministro do UItramar, Adriano Moreira, por questões de autonomia política e administrativa do território;
- a 23.11: depoimento de Eduardo Mondlane, em nome da Frelìmo, perante o Comité Especial da ONU para os territórios administrados por Portugal;
- em 03.12: o insucesso da guerra colonial provoca nova remodelação do governo: com a entrada de Gomes de Araújo para ministro da Defesa, de Luz Cunha para ministro do Exército, de Peixoto Correia para o Ultramar e de Francisco Chagas para secretário de Estado da Aeronáutica;
- em 14.12: depois da moção acima referida de 12.12, resolução da Assembleia-geral da ONU sobre Angola, condenando a atitude de Portugal, pedindo o reconhecimento imediato do direito dos povos não autónomos à autodeterminação e independência e a cessação imediata de todos os actos de repressão;
- no dia 18.12: resolução da Assembleia-geral da ONU, reafirmando o inalienável direito do povo de Angola à autodeterminação e independência, condenando a guerra colonial conduzida por Portugal e requerendo ao Conselho de Segurança as medidas adequadas.
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Repito: as coisas não estavam nada fáceis para o governo de Salazar – estavam abertas várias frentes e estávamos sós no mundo...
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Salientei, transcrevendo-os, alguns factos de 1962, mas vejam-se mais no Portal da História, acerca da guerra colonial, em
A Guerra em Angola, Moçambique e Guiné. 1962
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O ex-ditador chileno Augusto Pinochet morreu este domingo
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É voz corrente, desde sempre, que “no fundo, todas as pessoas são boas”, “no fundo não há rapazes maus”...
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Que, pelo menos, depois de mortos, toda minha gente é boa gente.
Alguns vão até mais longe: depois de mortos, todos somos santos...
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Uma vez mais se comprova que não confere.
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Se toda a regra tem excepção – sendo esta que confirma a regra (segundo soe dizer-se)... Então aí está: de quando em vez lá surge a excepção a confirmar que “o povo tem sempre razão”...
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Nós, por vezes, podemo-nos tornar esquecidos. Às vezes, alguns até são capazes de perdoar.
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Mas a História não
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perdoa. É ela o juiz
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implacável e inapelá-
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vel.
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PODEROSO E TEMÍVEL PREDADOR
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PEIXE PRÉ-HISTÓRICO FOI O MAIOR PREDADOR DOS MARES
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(O álbum de "família" retirei-o da net)
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Como o acesso ao Público online não é livre, com o devido respeito transcrevo o seguinte artigo acerca desta fera dos tempos pré-históricos.
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PÚBLICO - EDIÇÃO IMPRESSA - CIÊNCIAS Director: José Manuel Fernandes
Directores-adjuntos: Nuno Pacheco e Manuel Carvalho
POL nº 6092 | Sexta, 1 de Dezembro de 2006
Peixe que viveu há 400 milhões de anos partia um tubarão ao meio com uma dentada
Comia tubarões
e qualquer ser vivo
do seu habitat, concluem os cientistas
CLARA BARATA
Ao pé deste peixe, até o grande tubarão-branco parece um carapau. O Dunkleosteus era um peixe de dez metros, 3,6 toneladas e uma mandíbula que, quando se fechava sobre um infeliz um tubarão, era capaz de parti-lo ao meio, por exemplo.
"Um tubarão-branco grande provavelmente só consegue morder com metade dessa força", comentou à Reuters Mark Westneat, do Museu Field de Chicago, e co-autor de um artigo publicado na revista científica Biology Letters, editada pela Royal Society britânica, onde descreve este fóssil, que viveu há cerca de 400 milhões de anos. "Na categoria das dentadas mais poderosas de sempre está no topo, juntamente com tiranossauros e os grandes crocodilos e aligátores", acrescentou.
O Dunkleosteus foi o primeiro superpredador dos mares durante o período do Devónico (de há 415 milhões de anos até há 360 milhões). Na verdade, os tubarões só começaram a expandir-se depois deste terror dos mares se ter extinto. Antes disso, eram comida de Dunkleosteus.
Mas não tinha dentes verdadeiros: usava duas grandes placas de osso da boca para agarrar e esmagar qualquer criatura que tivesse o azar de o encontrar pela frente. Estas placas concentravam até 36 toneladas de força numa área de cerca de
Além desta força espectacular na mordida, o peixe conseguia abrir a boca muito rapidamente: em dois centésimos de segundo. Isto criava um efeito de sucção que atraía toda e qualquer coisa para as suas mandíbulas de pesadelo. Nos peixes actuais, é muito raro acontecer que estejam conjugadas uma mordida rápida e poderosa, dizem os cientistas.
O Dunkleosteus apareceu na Terra cerca de 175 milhões de anos antes dos dinossauros, e foi um dos primeiros vertebrados com mandíbulas. Descendia do grupo dos placodermes, que eram peixes couraçados, com pesadas placas de osso que lhes cobriam a zona da cabeça.
Com estas características aterradoras, não é de admirar que tivesse um menu variado: comia de tudo. Comia amonóides, que eram animais de concha dura e muitos tentáculos, e outros peixes couraçados. "Era capaz de devorar tudo o que existia no seu habitat", comentou Philip Anderson, da Universidade de Chicago, o coordenador do estudo.
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Não faço ideia de qual a proveniência nem o eventual autor.
Mas circula pelo correio electrónico...
E sei que é um retrato que nos assenta que nem uma luva.
Seria difícil fazê-lo mais apurado!
Que mão! (Embora me pareça que faltam umas pinceladazitas mais...)
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«SER PORTUGUÊS É:
Levar arroz de frango para a praia.
Guardar aquelas cuecas velhas para polir o carro.
Ter tido a última grande vitória militar em 1385.
Guiar como um maníaco e ninguém se importar com isso.
Levar a vida mais relaxada da Europa, mesmo sendo os últimos de todas as listas.
Ter sempre marisco, tabaco e álcool a preços de saldo.
Receber visitas e ir logo mostrar a casa toda.
Por os máximos para avisar os outros condutores da polícia adiante.
Ter o resto do mundo a pensar que Portugal é uma província espanhola.
Exigir que lhe chamem "Doutor" mesmo sendo um Zé Ninguém.
Passar o domingo no "shopping".
Tirar a cera dos ouvidos com a chave do carro ou com a tampa da esferográfica.
Axaxinar o Portuguex ao eskrever.
Ir à aldeia todos os fins-de-semana visitar os pais ou avós.
Gravar os "donos da bola".
Ter diariamente pelo menos 8 telenovelas brasileiras na tv.
Já ter "ido à bruxa".
Filhos baptizados e de catecismo na mão mas nunca pôr os pés na igreja.
Ir de carro para todo o lado, aconteça o que acontecer.
Ter evacuado as Amoreiras no 11 de Setembro 2001.
Viver mal, e dizer que o governo que temos é bom.
Gracas a Deus, não ser espanhol.
Lavar o carro na fonte ao domingo.
Não ser racista, mas abrir uma excepção com os ciganos.
Levar com as piadas dos brasileiros, mas só saber fazer piadas dos alentejanos.
Ainda ter uma mãe ou avó que se veste de luto.
Viver em casa dos pais até aos 30.
Acender o cigarro a qualquer hora e em qualquer lugar sem
quaisquer preocupações.
Ter bigode e ser baixinho(a).
Conduzir sempre pela faixa da esquerda.
Ter três telemóveis.
Jurar não comprar azeite Espanhol nem morto, apesar da maioria do azeite vendido em Portugal ser Espanhol.
Deixar a telenovela a gravar.
Organizar jogos de futebol solteiros e casados.
Ir à bola, comprar "prá geral" e saltar "prá central".
Gastar uma fortuna no telemóvel mas pensar duas vezes antes de ir ao dentista.
Super-bock, tremoços, caracóis e marisco.
Cometer 3 infracções ao código da estrada em 5 segundos.
Gracas a Deus, não ser brasileiro.
Algarve em Agosto.
Ir passear de carro ao domingo para a avenida principal.
Dizer "prontos" no princípio e no fim de cada frase, com alguns “portanto” pelo caminho.
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