terça-feira, julho 05, 2005

MEMÓRIA DO TEMPO QUE PASSA


2005/2015 - Década das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável.
2005 - Ano Internacional do Microcrédito. Ano Internacional da Física (aprovado pela UNESCO)
Dia Nacional da Venezuela.
Dia Nacional de Cabo Verde.

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Completam-se hoje 562 anos (1443), que foi numa SX: morre o infante D. Fernando (Infante Santo). Reinava seu sobrinho D. Afonso V (12º) - filho de seu irmão, D. Duarte (11º) - que tomou o título de «rei de Portugal e dos Algarves de aquém e de além-mar em África». À frente dos destinos da Igreja estava Eugénio IV (207º).

Em 1387 D. João I tinha casado com a britânica D. Filipa de Lencastre. Tiveram D. João I e D. Filipa de Lencastre 8 filhos ("ínclita geração", "altos infantes" - nas expressões de Camões, nos Lusíadas).

"Os primeiros dois anos [após o casamento] foram estéreis; mas logo em 1390 a rainha começou, com uma pontualidade inglesa, a produzir o seu filho anual. (...) Em 1402, o pobre mártir de Tânger, o infante D. Fernando, Isaac efectivamente imolado por um Abraão terrível, (...). Foi o seu último filho. (...)". O oitavo (Oliveira Martins “Os Filhos de D. João I” – Guimarães Editores, Lisboa , pág. 15).

Acerca desse enlace e dos seus frutos escrevia, ainda, o mesmo autor na op. cit.: “Talvez (…) não seduzisse logo o temperamento expansivo e meridional de D. João I; mas por isso mesmo [a rainha] o dominou com o tempo, transmitindo aos filhos a sua gravidade e a sua virtude saxónicas, e produzindo a mais bela espécie de cruzamento." (9).

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Completam-se hoje 288 anos (1717), era uma SG: nasceu o infante D. Pedro, irmão de D. José, futuro D. Pedro III, por concessão de D. Maria I (26º), que com ele casou. D. José e D. Pedro eram filhos de D. João V e de D. Maria Ana de Áustria. Reinava D. João V (24º). A igreja romana era dirigida pelo papa Clemente XI (243º).

Curiosamente, pois, D. Pedro era irmão e genro do rei D. José. Como era filho e neto (por afinidade) de D. João V, por ter casado com a neta deste, D. Maria I.

Outra curiosidade: tivemos apenas duas rainhas reinantes, em toda a nossa monarquia: D. Maria I (26º), filha de D. José, e D. Maria II (30), filha de D. Pedro IV. E ambas concederam a seus maridos o título de reis consortes, autorizando-os a utilizarem, o primeiro, D. Pedro III (o terceiro dos Pedros, mas impropriamente, em bom rigor, já que não reinante) e o segundo, D. Fernando II (também um Fernando não reinante – já que só o primeiro o foi).

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Faz hoje (1721), foi num SB: foi recitado na Academia Real da História um elogio ao recém-eleito papa Inocêncio XIII(244º), feito por D. Francisco Xavier de Meneses, conde de Ericeira. Corria o reinado de D. João V (24º), o Magnânimo.

Inocêncio XIII, que o século conheceu como Miguel Ângelo de Conti, era romano, filho de Carlos II, duque de Poli. Foi papa durante menos de três anos, de 1721 a 1724. Foi feito bispo e cardeal por Clemente XI. Escolheu o seu nome de papa em memória de Inocêncio III, a cuja família pertencia. Quando ainda era arcebispo, foi núncio em Portugal, desde 1696. Elevado a cardeal em 1706, foi D. João V quem lhe impôs o barrete cardinalício (06.01.1707 - QI), continuando a desempenhar o seu cargo em Lisboa, até 24.10.1710 (SX), quando voltou a Roma. Aqui "foi Cardeal-Protector do Reino de Portugal, conservando este título mesmo depois de eleito papa. Pela ocasião da sua investidura pontifícia consagrou-o a Academia Real da História, num elogio feito pelo conde de Ericeira, D. Francisco Xavier de Meneses, e recitado no dia 05.07.1721", como acima se recorda.

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Foi há 177 anos (1828), era um SB: parte D. Maria (II), então com 9 anos feitos, do Brasil para Portugal, para vir casar com o tio, D. Miguel. Reinava, exactamente, o irrequieto e incorrigível antiliberal D. Miguel (29º). Em Roma pontificava Leão XII (252º).

D. Maria II nasceu, no Rio de Janeiro, a 04.04.1819. Acabou por não casar (como prometido estava) com o tio, Miguel – para sua felicidade. Aos 19.09.1834 é declarada a sua maioridade – tinha feito, em Abril 15, anos.

Entretanto, uns dias depois, a 24SET1834, morre D. Pedro IV, seu pai, com 36 anos (no Palácio de Queluz). Inicia-se, assim, o seu reinado.

Alguns meses volvidos, a 26JAN1835, perto de fazer os 16 anos, D. Maria II casa com o príncipe D. Augusto de Leuchtenberg, que morre passados poucos meses.

Viúva, aos 17 anos, casa, depois, com D. Fernando de Saxe Coburgo Gotha.

D. Maria enfrentou com serenidade as crises provocadas pelas facções políticas. Foi mãe de onze filhos, e “uma notável educadora”.

A soberana morre aos 15NOV1853, muito nova (com 34 anos) seguindo-se a regência de D. Fernando, durante a menoridade do filho, D. Pedro.

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Foi há (1833), era uma SX: almirante inglês Napier derrota a esquadra miguelista junto ao cabo de S. Vicente. Reinava D. Miguel (29º). Pontificava Gregório XVI (254º).

Mais uma batalha averbada na longa lista das lutas liberais do século XIX.

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Faz hoje 153 anos (1852), era uma SG: introdução do primeiro acto adicional à Carta Constitucional por setembristas e cartistas moderados contra a ditadura de Costa Cabral. Reinava D. Maria II (30º). Pontificava Pio IX (255º).

Carta Constitucional não é mais que uma Constituição outorgada por um rei, mas não votada pelas cortes ou pelo parlamento.

A Carta Constitucional de que ora falamos é a que foi outorgada em Portugal, aos 29 de Abril de 1826, por D. Pedro IV, que a redigira no Brasil para substituir a Constituição de 1822, ainda que nela inspirada.

A Carta deu azo a diferentes posições políticas que estiveram na origem dos conflitos da revolução de Setembro e na revolta dos marechais, opondo setembristas, em defesa da constituição de 1822, e cartistas, apoiantes da Carta Constitucional.

A Carta foi objecto de diversos actos adicionais — este, de 1852, o de 1885 e o 1898 — tendo-se mantido em vigor até 1910, data da proclamação da república.

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Completam-se hoje 116 anos (1889), que foi numa SX: nasceu Jean Cocteau, poeta, romancista, dramaturgo, artista e cineasta francês. Em Portugal decorria, ainda, o reinado de D. Luís (32º), que morreria em Setembro desse ano. Prosseguia o longo pontificado (de quase 25 anos) do papa Leão XIII (256º).
Tão multifacetada personagem, Jean Cocteau, foi
uma das principais figuras do modernismo europeu e trabalhou com Picasso, Diaghilev e Stravinsky.

Produziu muitos livros de poesia, espectáculos de ballet como Le Boeuf sur le Toit (1920), peças, por exemplo, Orphée/Orfeu (1926), e um maduro romance sobre a vida burguesa em França, Les Enfants Terribles (1929), que adaptou ao cinema em 1950.

Morreu em 1963. (BU).

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Completam-se nesta data 94 anos (1911), o que ocorreu numa QA: morreu D. Maria Pia de Sabóia, rainha de Portugal. Cumpria o seu mandato presidencial o nosso primeiro PR, Dr Manuel de Arriaga. O romano pontífice era o papa Pio X (257º).

D. Maria Pia de Sabóia nasceu em Turim, aos 16.10.1847, filha de Vítor Manuel, rei da Sicília e de Itália depois da unificação, e da arquiduquesa Maria Adelaide da Áustria. Casou com D. Luís (32º), o Popular, com 14 anos, em 27.09.1862.

A sua coragem e a sua forte personalidade estão bem patenteadas na frase que dirigiu ao marechal duque de Saldanha, aquando do golpe de 1870: “se eu fosse o rei, mandava-o fuzilar!”. Dizem que a cara do marechal se transformou num arco-íris.

D. Luís e D. Maria Pia tiveram 2 filhos: D. Carlos, que lhe sucederia, e D. Afonso, duque do Porto.

Depois do regicídio, que vitimou mortalmente seu filho, D. Carlos, e seu neto, o príncipe herdeiro, D. Luís Filipe, enlouqueceu.

Morreu exilada no Piemonte, no castelo de Stupinigi, já deposto o seu neto, D. Manuel II, e implantada a República.

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Na mesma data nasceu, em Montboudif, o estadista francês Georges Pompidou.
Georges Jean Raymond Pompidou era o seu nome completo.

Político conservador, foi Conselheiro no gabinete do general De Gaulle (1944-46). Continuou em próxima colaboração com De Gaulle, ajudando-o a redigir a constituição da V República (1958-1959). Negociou acordos com os argelinos, em 1961, e, enquanto primeiro-ministro (1962-1968), com os estudantes na revolta de Maio de 1968. Foi responsável pela integração dos centristas no gaullismo, foi responsável pelo europeísmo francês que acabou com o veto à integração do Reino Unido na CEE, em Maio de 1971.

Foi eleito presidente após a demissão de De Gaule, ocupando o cargo entre 1969 e 1974. Um dos seus projectos enquanto Presidente foi o Centro Georges Pompidou, em Paris.

A partir de Março/Abril de 1969, a Europa entrou na era pós-gaullista, após a derrota do velho cabo-de-guerra no referendo sobre a regionalização e a reforma do Senado, ocorrido em Março desse ano.

Georges Pompidou, ao ter que enfrentar nas eleições presidenciais, em Junho seguinte, o democrata-cristão Alain Poher, antigo colaborador de Schuman, foi obrigado a várias cedências europeístas, para poder contar com o apoio de várias correntes pouco dadas ao sentido de risco do gaullismo.

Os atributos que De Gaulle dava à França, como que se elevaram à própria Europa que, para muitos, passou a ser entendida como a necessária terceira força, entre Moscovo e Washington. Surgiu assim um novo europeísmo, pós-atlantista, com grande vontade de tornar a Europa independente dos EUA e da URSS.

Ainda em 1969, Pompidou apontou a necessidade de uma cimeira, proposta que retomou na conferência de imprensa de Julho, onde desenvolveu os principais tópicos da nova política europeia da França: considerava como prioridade das respectivas preocupações não prolongar o período provisório do Mercado Comum, que expirava no final desse ano, e defendia o lançamento de novas políticas comuns, referindo os domínios técnicos e científicos, nomeadamente a energia, os transportes, o direito das sociedades e a política financeira e monetária. Não deixou de referir o alargamento, declarando que não tinha objecção de princípio à eventual adesão da Grã-Bretanha. (BU).

Morreu em 1974, com cerca de 63 anos.

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Completam-se hoje 73 anos (1932), era uma TR: Salazar toma posse do cargo de presidente do Conselho de Ministros. O general Carmona cumpria o seu 2º mandato presidencial. Pontificava Pio XI (259º).

Era a cereja sobre o bolo: a um partido único e um presidente vitalício vinha juntar-se um primeiro-ministro igualmente vitalício.

Às personagens, a essas, impôs-se o natural limite que a vida consente: a morte ou a manifesta incapacidade.

Carmona morreu em Abril de 1951 (estava no 4º mandato sucessivo, de sete anos cada).

Salazar, que gozava férias num forte em S. João do Estoril, caiu duma cadeira, cuja memória perdurará, queda de que resultaria a sua indisfarçável e cientificamente declarada incapacidade (física e intelectual) para a governação.

Em 26SET1968, consultado o Conselho de Estado, Américo Tomás, visivelmente impressionado e pesaroso, exonera o todo-poderoso Salazar de Presidente do Conselho e nomeia, como seu sucessor, Marcelo Caetano, que toma posse do cargo no dia imediato. Com o manifesto desagrado da direita mais radical.

Salazar, porém, foi sempre poupado à verdade da sua exoneração, por todos os que lhe estavam próximos. Ninguém ousava dizer-lhe a verdade, que ele também não suportaria. Morreu no dia 27.07.1970 certo de que ainda era o líder incontestado – e isso ainda era, para o regime – e seguro de ainda ter nas suas mãos as rédeas efectivas do poder – isso, já não, desde dois anos antes.

O regime, que se esforçou por perdurar para além da morte do chefe, foi-se corroendo e ruiu de podre.

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Completa hoje 50 anos (1955), aconteceu numa TR: nasceu na cidade da Beira, Moçambique, o jornalista e escritor moçambicano Mia Couto. Este era o tempo em que “Portugal ia do Minho a Timor”, passando, naturalmente por Moçambique. Chefiava esse Estado pluricontinental, então, mas por pouco tempo, o general Craveiro Lopes (que não seria tão manobrável quanto o regime e o seu chefe queriam – donde só ter cumprido esse mandato) e dominava esse império o ditador Salazar. Na igreja romana pontificava Pio XII (260º).

Mia Couto é o nome que António Emílio Leite Couto usa. Seu pai era o poeta portuense Fernando Couto.

Em 1972, Mia Couto fixou-se em Maputo (então, ainda Lourenço Marques) para seguir estudos de Medicina. Mas o movimento estudantil era demasiadamente forte, já havia facções de estudantes ligadas à Frelimo, pelo que Mia já se norteava pelas razões da causa. Viria a interromper o curso em 1974 e a dedicar-se a actividades jornalísticas. Em 1974 estava no jornal A Tribuna, tornando-se sucessivamente director de AIM (Agência Informativa de Moçambique), da revista Tempo e, até 1986, do Jornal de Notícias, que era o órgão oficioso. Em 1983, publicou um livro de poesia, Raiz de Orvalho. Reingressou na universidade em 1985, para concluir o curso de Biologia. Em 1986, publicou a sua segunda obra, um livro de contos intitulado Vozes Anoitecidas.

Entre 1987 e 1988, assinou semanalmente uma rubrica de crónicas no Jornal de Notícias, da qual resultou a publicação do livro Cronicando, que foi prémio anual da Crónica (1988). Na década de 1990, assinou um livro de «estórias», Cada Homem é uma Raça (1990), o seu primeiro romance, Terra Sonâmbula (1992), um livro de contos, Estórias Abensonhadas (1994), A Varanda de Frangipani (1996), obra que foi transposta para o teatro em 2000, Contos do Nascer da Terra (1997), Vinte e Cinco (1999), O Último Voo do Flamingo (2000) e Mar Me Quer, um livro «para entrar no céu», com ilustrações de João Nasi Pereira. Em 2001 saiu Na Berma de Nenhuma Estrada, e Outros Contos. Em 2002, o autor publicou Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra, dando conta do mosaico de culturas que é o seu país e das mudanças profundas que atravessam a sociedade moçambicana actual.

Foi membro da Frelimo e, actualmente, é apenas simpatizante da mesma.

“No seu trabalho literário dedica-se à descoberta e apropriação da lógica das novas estruturas mentais (muito para além dos vocábulos) de um contexto que tem a língua portuguesa como língua materna, adaptando-a às suas necessidades e, por conseguinte, revestindo-a de uma nova dinâmica. Deste seu esforço de apropriação de novas linguagens resultam diálogos inovadores, no sentido da representação simbólica coloquial. À intensidade com que dá conta dessa dinâmica linguística acresce uma rara sensibilidade de percepção de vivências da realidade moçambicana com o peso de todas as suas contrariedades”.

Em termos mais chãos, direi que do seu laboratório da palavra resultaram termos e expressões muito característicos da sua escrita, como (e apenas dois exemplos), as estórias “abensonhadas” e o barquinho que vai deslizando “devagarosamente”… Rico e inovador vocabulário de que já eram um prenúncio “vozes anoitecidas” e “cronicando”.

Tem várias obras traduzidas em espanhol, francês, inglês, italiano, alemão e sueco.

Foi o vencedor do Prémio Literário Vergílio Ferreira de 1999, atribuído pelo conjunto da sua obra. Em 2001, a obra O Último Voo do Flamingo foi distinguida com o Prémio Literário Mário António, instituído pela Fundação Gulbenkian.

As sua obras, em Portugal, até agora, têm sido publicadas pela Editora Caminho.

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Foi há 43 anos (1962), era uma QI: proclamação da independência da Argélia. Em Portugal cumpria o seu 1º de três mandatos sucessivos o submisso almirante Américo Tomás (não cumpriu todo o 3º mandato porque foi deposto em 25.04.1974). Aos destinos da Igreja presidia João XXIII (261º), a quem alguém chamou “o bom Papa João”.
A Argélia, todos sabemos, é um país do Sara Ocidental, localizado no norte de África, cuja capital é Argel. É um país marcadamente da zona de influência árabe e islâmica.

Não indo tão longe quanto a memória da Argélia pode abarcar, sempre recordarei que ela nasceu de uma dualidade entre duas forças políticas que existiram no passado, naquela região: Tunísia e Marrocos. E que, em mais recuados tempos, a partir do século IX a.C., a Argélia foi governada por Cartago.

Desembarcada em Argel, em 1830, uma armada francesa apoderou-se da cidade e em 1847 o norte passou a estar sob o controlo dos franceses. Vários departamentos argelinos tornaram-se parte integrante da França metropolitana em 1881.

No sul do país, apesar dos combates constantes das tribos nómadas, a presença francesa continuou até meados do século XX.

Depois de a Alemanha ter derrotado os franceses em 1940, durante a II Guerra Mundial, a Argélia passou para o controlo do governo de Vichy, pró-nazi, até ao desembarque dos Aliados, no norte de África, em 1942.

Pouco depois iniciou-se uma terrível luta pela independência em relação à França, entre 1954 e 1962, ano em que se realizou um referendo na Argélia e em França que levou ao reconhecimento da Argélia como uma república independente de partido único. Em 1962, o anti-colonialista Bem Bella foi escolhido para ocupar o cargo de primeiro-ministro e, no ano seguinte, tornou-se o primeiro presidente do país. Como reacção à eleição de Ben Bella, mais de meio milhão de franceses abandonaram a Argélia, ao mesmo tempo que cerca de outros tantos argelinos regressavam do exílio, encontrando um país fustigado pela guerra.

Bem Bella introduziu um plano de autogestão na agricultura e na indústria, mas o programa foi interrompido pelo coronel Houari Boumédienne, que depôs Ben Bella num golpe militar em 1965, suspendendo a Constituição e passando a governar através de um Conselho Revolucionário.

Boumedienne provocou uma expansão económica no sector do petróleo e do gás natural, como nunca antes a Argélia havia vivido. No sector agrícola, a situação foi diferente, e o país passou de exportador a importador de alimentos. Com a continuação da política anti-colonialista de Ben Bella, Argel tornou-se refúgio de centenas de revolucionários nacionalistas africanos.

Em 1976, a nova Constituição definiu a Argélia como um Estado islâmico, socialista e de partido único. Boumédienne morreu em 1978, tendo o poder sido transferido para Benjedid Chadli, secretário-geral da antiga FLN/Frente de Libertação Nacional. Durante a presidência de Chadli, as relações com a França e os EUA melhoraram, tendo havido algum progresso no sentido de uma maior cooperação com os estados vizinhos, como a Tunísia.

Em 1999, Abdelaziz Bouteflika, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros de Houari Boumedienne, foi eleito como sétimo presidente da Argélia.

A par da violência que tem marcado toda a história do país, a Argélia tenta organizar a sua economia, aumentando os investimentos no sector energético, nomeadamente na exploração do gás natural.

Em Abril de 2004, as eleições presidenciais voltaram a dar a vitória a Bouteflika, que teve como principal adversário o ex-primeiro-ministro Benflis.

Apesar de a situação económica no país continuar a ser preocupante, Bouteflika conseguiu ganhar a confiança do eleitorado, em parte graças ao seu programa de reconciliação conhecido como "concórdia civi" (Concorde Nationale), que já amnistiou vários antigos radicais islâmicos. (Excertos da BU).

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Foi há 40 anos (1965), era uma SG: Maria Callas, com 41 anos de idade, dá o seu último espectáculo, cantando a Tosca no Covent Garden, em Londres. Em Portugal prossegue o mandato presidencial do sorumbático e “fiel” Américo Tomás. Paulo VI (262º) era o pontífice reinante.
Maria Callas foi o n
ome adoptado por Maria Kalogeropoulos (1923-1977), Soprano lírica norte-americana, natural de Nova Iorque, filha de pais gregos. Nome mítico da história da música, muitas vezes referida como «La Diva», tinha uma voz de timbre firme e a sua dotação para a arte dramática permitiram-lhe atingir a excelência na interpretação de óperas como Norma (1954) e La Sonnambula, de Bellini (1957), La Bohème, Madame Butterfly (1955) e Tosca (1953) , de Puccini, La Traviata e Aída, de Verdi, Médée, de Charpentier e Lucia di Lamermoor (1959).

Actuou em Portugal em 1958, no Teatro Nacional de São Carlos, dando duas récitas da ópera La Traviata, de Verdi. Ao seu lado, estreou-se no Teatro Nacional de São Carlos, cantando nesta mesma ópera, o tenor espanhol Alfredo Kraus. (BU)

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Foi há 38 anos (1967), era uma QA: Israel anexa a Faixa de Gaza. Em Portugal ainda era PR esse paladino da liberdade, de palavra fácil e discurso empolgante, Américo Tomás.

Pontificava em Roma o papa Paulo VI (262º).

Território na costa litoral do mar Mediterrâneo, com 8 m de largura, até à fronteira com o Egipto, no Médio Oriente.

Actualmente está sob administração da Autoridade Palestiniana. A faixa de Gaza cobre 363 km2 de superfície, com cerca de 1 324 991 habitantes (2004). A sua capital é Gaza. Até à criação do estado de Israel, a faixa de Gaza pertenceu ao domínio britânico da Palestina, em 1948 a sua administração foi transferida para o Egipto. Em 1956, foi invadida por Israel. Os conflitos entre os israelitas e os árabes palestinianos desencadearam a revolta de 1988, conhecida como a Intifada.

Intifada é o nome que se dá à insurreição palestiniana. Representa também o nome atribuído ao Exército de Libertação da Palestina, um grupo organizado de palestinianos, adultos e adolescentes, activo entre 1987-1993, que levou a cabo ataques a tropas israelitas nos territórios ocupados da Palestina.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas emitiu uma declaração de condenação de Israel, em Abril de 1992, acusando agravamento da situação na Faixa de Gaza. Em 1993 foi assinado um acordo preliminar com Israel, que definia os princípios de autonomia provisória da palestiniana na Faixa de Gaza, que entrou em vigor dois anos mais tarde.

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Aconteceu há 36 anos (1969), foi num SB: os Rolling Stones dão um concerto com entrada livre no Hyde Park, em Londres, dois dias após a morte do seu guitarrista Brian Jones, ao qual assistiram cerca de 250 000 pessoas. Em Portugal era ainda Américo Tomás o PR. Salazar já fora dado como incapaz e substituído por Marcelo Caetano, no ano anterior. Vivia-se a dita “primavera marcelista”. Primavera de características bem outonais, se não mesmo invernosas. Em Roma prosseguia o pontificado de Paulo VI.

Rolling Stones, banda britânica formada em 1962; os seus elementos eram considerados como os «mauzões» do rock. A banda inicial era formada por Mick Jagger (1943-), Keith Richards (1943-), Brian Jones (1942-1969), Bill Wyman (1936-), Charlie Watts (1941-) e pelo pianista Ian Stewart (1938-1985). Uma verdadeira instituição do rock-and-roll, os Rolling Stones chegaram aos anos 90 em plena actividade.

Com os Rolling Stones, Mick Jagger tornou-se uma megastar e um mito vivo. No início de 1962, os Rolling Stones apenas reproduziam os padrões do blues. Contudo, a partir de 1965, Mick e Keith compuseram Satisfaction, que se tornou um clássico de êxito mundial.

Com Satisfaction e Get Off My Cloud, os Rolling Stones subiram nas tabelas de vendas e os fãs idolatravam-nos. Brian Jones, excêntrico, multi-instrumentista era a personalidade guia do grupo. Mas, Mick Jagger aperfeiçoou as suas encenações em palco e escrevia as canções, tornando-se, então o líder do grupo. Seguiram-se outros êxitos: Paint It Black e, sobretudo, grandes textos escritos por Mick: Street Fighting Man e Sympathy For The Devil. (BU)

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Completam-se hoje 30 anos (1975), era um SB: a Assembleia Constituinte de Cabo Verde declara a independência do arquipélago. O general Costa Gomes - mandatado pela JSN (Junta de Salvação Nacional), órgão máximo da estrutura intercalar do poder entre o 25 de Abril e a legalização do regime, na sequência da renúncia a tal cargo pelo general Spínola, dois dias depois do fracasso que foi uma manifestação da direita radical, (“maioria silenciosa”), com a qual se conluiara – era o PR. No Vaticano ainda pontificava Paulo VI.

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Foi há 26 anos (1979), era uma QI: o PSD, o CDS e o PPM criam a Aliança Democrática (AD). O general Ramalho Eanes cumpria o seu primeiro mandato presidencial. Na cadeira de Pedro, em Roma, estava, desde o ano anterior, João Paulo II (264º).

A AD era a coligação que constituiria o VI Governo Constitucional, empossado a 03.01.1980, presidido por Francisco Sá Carneiro (líder do PSD). Este executivo resulta da vitória da AD nas legislativas intercalares de 02.12.79. A AD volta a ganhar as legislativas de OUT 80, agora por maioria absoluta. Durante a campanha das presidenciais, que se realizaram a 07.12.80, a AD sofre um duro revés: a 04.12, dias antes das eleições, Sá Carneiro e Amaro da Costa, dois dos seus destacados elementos, morrem num acidente aéreo, logo ao descolar do aeroporto da Portela, caindo a pequena aeronave em que seguiam com destino ao Porto, em campanha, em Camarate. Aos 07.12 desse ano de 1980, não obstante o aproveitamento que foi feito do trágico acidente, o general Ramalho Eanes é reeleito, vencendo o seu opositor proposto pela AD, o general Soares Carneiro.

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Foi há 22 anos (1983), era uma TR: violento incêndio destrói uma das torres da sé catedral de Angra de Heroísmo, na Ilha Terceira, Açores. Prosseguia o segundo mandato presidencial de Ramalho Eanes. Continuava o pontificado de João Paulo II.
Além da torre ruiu igualmente todo o frontispício; o templo data do século XV.

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Foi há 10 anos (1995), era uma QA: relatório anual da Amnistia Internacional inclui casos de violência policial em Portugal. Mário Soares entrara no último ano do seu segundo mandato presidencial. Prosseguia o longo pontificado de João Paulo II.

O restabelecimento da democracia já ocorrera há vinte e um anos. Mas os sinais preocupantes de uma democracia algo frágil ainda se iam verificando.

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segunda-feira, julho 04, 2005

E OS MERITÍSSIMOS JUÍZES?


Em artigo publicado no Correio da Manhã de SB 25JUN05 pelo Sr Dr Juiz Alberto Augusto Vicente Ruço, afirmava ele a dada altura:

As férias dos tribunais de 16 de Julho a 14 de Setembro não constituem um privilégio, (…), pelo facto de [os juízes] as usarem para estudar, actualizar legislação, recuperar e pôr o serviço em dia”.

Acredito que o Sr Juiz o tenha escrito sem deixar escapar um sorriso.

À partida seria uma afirmação meramente curiosa, com o seu quê de anedótico, se viesse doutra proveniência. Classificá-la-ia de ingénuo argumento, se não fosse utilizado por, supostamente, experiente profissional, habituado a pesar, nos seus raciocínios, palavras e expressões.

Assim, fico sem saber como classificar a asserção. Mas isso não é coisa de grande monta, neste momento.

Bastará dizer que é argumento que não pode proceder, tal a sua fragilidade. Tamanha a sua manifesta insustentabilidade.

Que me desculpem os excelentíssimos magistrados, é argumento frouxo e desajeitado.

A precipitação do “gozado” argumento foi consequência de um incontido ressentimento claramente expresso numa sua outra expressão, ainda que disfarçada de alguma ironia: “Os juízes não só devem apoiar a redução das férias, como devem incentivar o Governo a ir mais além e extinguir as férias dos tribunais”. (Embora eu esteja a ver a dupla direcção que leva a “flecha”).

Como o Meritíssimo Juiz sabe, em todas as actividades que decorrem de todas as áreas de formação académica (engenheiros, médicos, advogados, economistas… etc.) há que estudar sempre e há sempre que actualizar conhecimentos.

É evidente que a actualização do jurista é mais exigente, pois exige que ela seja feita ao dia – ou não saíssem quotidianamente Diários da República a introduzir novos preceitos, a alterar ou a revogar tantos outros!

Porém, sabemos perfeitamente que todos esses profissionais (magistrados judiciais ou do Ministério Público, advogados, conservadores, notários, e outros dessa área) têm de “ter tempo” diariamente para essa actualização. No próprio local de trabalho, em casa, ao serão, roubando horas ao sono… Sei lá…

Nenhum deles (tirando, ao que parece, os excelentíssimos juízes – a avaliar por este depoimento) reclama a existência de um período excedentário, de um mês, para tal efeito!

E todos eles, dessa ou de qualquer outra área de formação, além de terem de estudar, e de actualizar conhecimentos, têm, ainda, de conseguir manter “o serviço em dia”, como lhes é exigido pelos respectivos patrões (que não são tão “invisíveis” nem tão benevolentes quanto o Estado) ou pelo curso das suas actividades.

Que o “mês de férias” se destine tão simplesmente à recuperação (física e intelectual) ou também a um estudo mais minucioso de alguma matéria, ou ainda com o acerto de agulhas da respectiva actividade profissional, isso decorre de necessidades, critérios ou opções puramente individuais.

Questão diferente – também avocada pelo Senhor Juiz – é a das férias em concomitância com as dos respectivos cônjuges. Mas esse problema resolve-se, como, por exemplo, professores e advogados têm resolvido. É evidente.

Em suma, e com a devida vénia: não vejo, em boa verdade, razão solidamente convincente para o regime especial das magistraturas, no respeitante a esta matéria.

MEMÓRIA DO TEMPO QUE PASSA


2005/2015 - Década das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável.
2005 - Ano Internacional do Microcrédito. Ano Internacional da Física (aprovado pela UNESCO)
Dia da Independência dos EUA.
Feriado Municipal em Coimbra.

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Completam-se hoje 669 anos (1336), era uma QI: morreu, no castelo de Estremoz, a rainha Santa Isabel. Reinava seu filho D. Afonso IV (7º). Pontificava Bento XII (197º).

Viúva de D. Dinis, desde 07.01.1325, o seu corpo jaz em Coimbra. A Rainha foi beatificada por Leão X (217º) em 15ABR1516 l [o mesmo papa que em 1517 elevou ao cardinalato um dos filhos de D. Manuel, o infante D. Afonso, que contava apenas 8 anos de idade] – reinava D. Manuel I (14º) - e canonizada por Gregório XV (234º) em 25MAI1625, quando reinava Filipe III (20º).

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Foi há 229 anos (1776), era uma QI: declaração da Independência dos Estados Unidos da América, escrita por Jefferson. Em Portugal decorria o reinado de D. José (25º). Pontificava, em Roma, Pio VI (250º).

Jefferson (1743-1826) foi fundador do Partido Republicano Democrático e 3.o presidente dos Estados Unidos da América (1801-1809). Em 1774, deu à estampa a sua obra A Summary View of the Rights of America. Como membro dos Congressos Continentais de 1775 e 1776, foi particularmente responsável pela redacção da Declaração da Independência. Antes de assumir a presidência, foi ainda governador da Virgínia (1779-1781), embaixador em Paris (1785-1789), secretário de estado (1789-1793) e vice-presidente (1797-1801).

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Foi há 215 anos (1790), era um DM: nasceu o britânico George Everest que deu o nome à conhecida montanha da cordilheira dos Himalaias. Em Portugal, a esse tempo, reinava D. Maria I (26º). No Vaticano pontificava Pio VI (250º).
O
topógrafo do exército colonial inglês, coronel George Everest, quando topógrafo-geral na Índia, baptizou temporariamente a montanha como Pico XV. Entretanto, porém, o Everest foi assim chamado por Sir Andrew Waugh, o governador-geral da Índia colonial britânica, em homenagem a seu predecessor, Sir George Everest.

Em nepalês, o pico é chamado de Sagarmatha (cabeça ou topo da Terra), e em tibetano Chom-Lungmo ou Qomo-Lungmo (deusa-mãe do universo).

George Everest morreu, com cerca de 76 anos, em 1866.

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Faz hoje 198 anos (1807), era um SB: nasceu Giuseppe Garibaldi, soldado e patriota italiano. Em Portugal embora ainda viva a rainha D. Maria I (26º), mas porque incapaz, por demência, era regente seu segundo filho, D. João (pois que o mais velho, D. José, morrera já), futuro D. João VI (27º). Dirigia os destinos da igreja romana o papa Pio VII (251º).
Garibaldi desempenhou um papel primordial na unificação da Itália com a conquista da Sicília e Nápoles em 1860. Membro da sociedade nacionalista de Mazzini, Jovem Itália, foi obrigado a exilar-se na América do Sul, em 1934. Regressou a Itália durante a revolução de 1848, servindo no exército da Sardenha contra os austríacos e comandando o exército da república romana na defesa da cidade contra os franceses. Voltou ao exílio entre os anos de 1849 e 1854. Posteriormente recebeu o comando dos «caçadores dos Alpes» das mãos do rei Vítor Emanuel, e venceu os austríacos em Varese e San Fermo. Em 1860, organizou a expedição dos «camisas vermelhas», conquistando a Sicília e Nápoles para o novo reino da Itália e oferecendo-as a Vítor Emanuel II. Nos anos de 1862 e 1867, liderou duas expedições que procuraram libertar Roma do Estado da Igreja, tendo ambas falhado. Combateu na guerra austríaca de 1866, distinguindo-se na batalha de Bezzecca e lutou pela França na guerra franco-prussiana (1870-1871).

Morreu em 1882.

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Faz hoje 179 anos (1826), era uma TR: morreu John Adams, 2.o presidente dos EUA. Em Portugal
John Adams
, que nasceu em
1735, foi vice-presidente (1789-1797) e segundo presidente dos Estados Unidos (1797-1801).

Antes, nos anos de 1774 a 1778 fez parte do Congresso Continental, outorgando a Declaração da Independência. Em 1779, deslocou-se a França para negociar o tratado que, em 1783, pôs termo à revolução americana. No ano de 1785 foi nomeado primeiro embaixador dos Estados Unidos da América em Londres.

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Na mesma data (1826) morreu Thomas Jefferson, 3.o presidente dos EUA.
Jefferson nasceu na Virgínia em
1743.

Foi fundador do Partido Republicano Democrático e 3.o presidente dos Estados Unidos da América (1801-1809). Em 1774, deu à estampa a sua obra A Summary View of the Rights of America. Como membro dos Congressos Continentais de 1775 e 1776, foi particularmente responsável pela redacção da Declaração da Independência. Antes de assumir a presidência, foi ainda governador da Virgínia (1779-1781), embaixador em Paris (1785-1789), secretário de estado (1789-1793) e vice-presidente (1797-1801).

Interessava-se por música, pintura, arquitectura e ciências naturais. Era, aliás, o produto da época iluminista do século XVIII. Defendia uma determinada filosofia política de «democracia agrária», mas, por ironia do destino, nos seus dois mandatos como presidente foram adoptadas algumas das ideias dos seus opositores políticos, os federalistas.

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Faz hoje 174 anos (1831), era uma SG: morreu James Monroe, 5.o presidente dos EUA. Em Portugal reinava D. Miguel (29º). No Vaticano pontificava Gregório XVI (254º).
Monroe nasceu em
1758.

Republicano democrata, foi o quinto presidente dos Estados Unidos (1817-1825). Participou na revolução americana, foi embaixador em França (1794-96) e negociou a compra da Louisiana, em 1803.

Os Estados Unidos adquiriram, assim, à França (1803) uma área com cerca de 2 144 000 km 2, que incluía os actuais estados de Louisiana, Missouri, Arkansas, Iowa, Nebraska, Dakota do Norte, Dakota do Sul, e Oklahoma.

Com esta compra, os Estados Unidos da América duplicaram a sua extensão territorial pondo fim aos projectos de Napoleão de adquirir um império colonial.

Desempenhou o cargo de secretário de estado (1811-1817).

O seu nome ficou para sempre associado à doutrina Monroe: tal doutrina apoiava-se numa sua declaração, enquanto presidente norte-americano, em 1823, em que James Monroe afirmava que quaisquer ambições coloniais europeias posteriores, efectivadas no hemisfério ocidental, seriam consideradas ameaças à paz e segurança dos Estados Unidos. A doutrina Monroe surgia como reacção à proposta de intervenção europeia contra a independência das antigas colónias espanholas na América do Sul. Em contrapartida, os Estados Unidos não se imiscuíam nas questões europeias.

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Foi há 157 anos (1848), era uma TR: é publicado o Manifesto Comunista, da autoria de Karl Marx e Friedrich Engels. Em Portugal reinava D. Maria II (30º). No Vaticano prosseguia o pontificado de Pio IX (255º), iniciado em 1846.

Karl Heinrich Marx (1818-1883), filósofo, economista e sociólogo alemão cuja concepção da transformação por intermédio do confronto social ficou conhecida como materialismo histórico ou dialéctico (marxismo). Das Kapital/O Capital (1867-93) constitui o texto fundamental da doutrina económica marxista. Nele são formuladas as teses sistemáticas acerca da luta de classes, da história e da importância dos factores económicos na política, que exerceram uma influência enorme nos posteriores pensadores e activistas políticos.

Em 1844, Marx iniciou a sua colaboração com Friedrich Engels (1820-1895), que manteria até ao resto da sua vida, com quem desenvolveu a filosofia marxista, formulada pela primeira vez nas suas obras conjuntas Die Heilige Familie/Sagrada Família (1844) e Die Deutsche Ideologie/ Ideologia Alemã (1845-1846), contendo esta última a teoria demonstrativa da base material de toda a actividade humana: «não é a vida que é determinada pela consciência, mas é a consciência que é determinada pela vida».

Ambos os filósofos aderiram à Liga Comunista, uma organização de refugiados alemães, preparando o programa intitulado Manifest der Kommunistichen Partei/Manifesto Comunista (1848).

A obra filosófica de Marx deve muito aos escritos do alemão G. W. F. Hegel, embora o filósofo rejeitasse o idealismo hegeliano.

Entre as suas publicações, encontra-se também Misére de la Philosophie (1847). Os segundo e terceiro volumes de Das Kapital foram editados por Engels a partir dos apontamentos de Marx e publicados já depois da sua morte.

Embora o próprio Engels considerasse as suas ideias muito semelhantes às de Marx, as divergências entre os respectivos trabalhos constituem ainda hoje a base de muitos debates. (BU).

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Foi há 105 anos (1900), era uma QA: nasceu, em Nova Orleães, Louis Armstrong, trompetista e cantor norte-americano de jazz. Em Portugal, a monarquia aproximava-se do seu fim. Reinava, então, D. Carlos (33º). Os destinos da igreja romana estavam confiados ao papa Leão XIII (256º).

Com uma infância difícil, Louis aos 14 anos começou a trabalhar: a vender jornais, a descarregar barcos e a vender carvão.

Nos anos 20, os seus discos, gravados em Chicago, e em que se fazia acompanhar por grupos como os Hot Five ou os Hot Seven, trouxeram-lhe o reconhecimento geral pela sonoridade intensa e pura da sua trompeta, o talento da improvisação e o carisma da sua voz. A partir de 1930 fez também alguns papéis no cinema.

Em 1922, partiu para Chicago e juntou-se à Creole Jazz Band, liderada pelo cornetista Joe «King» Oliver, mas saiu pouco depois para liderar o seu próprio grupo (que conheceu várias formações).

Mais tarde, em 1947, fundou a Louis Armstrong All-Stars. Foi um dos principais precursores do papel do solista no jazz virtuoso. É-lhe também atribuída a «paternidade» do scat sinnging.

Scat sinnging é um tipo de vocalização em que se cantam sílabas sem sentido, utilizando a voz como um instrumento e é utilizado pontualmente por vários cantores, quer para alongar uma frase, quer para preencher uma parte momentaneamente esquecida da letra. O criador deste tipo de canto, nos anos 20, foi Louis Armstrong. (Fonte: BU)

Em síntese «“Satchmo” (uma sua alcunha) foi o primeiro mais importante solista no Jazz, e um dos que por isso mesmo mais influenciou músicos à sua volta, mas não só. Foi, e é intemporal: apesar de falecido em 1971, a sua influência ainda hoje persiste em muitos músicos de jazz da actualidade, em particular dos trompetistas».
Morreu em 1971.

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Completam-se hoje 97 anos (1908), que foi num SB: nasceu Adolfo Casais Monteiro, professor universitário e escritor português, naturalizado brasileiro. Reinava já o nosso último (34º) rei, D. Manuel II. Em Roma pontificava Pio X (257º).
Adolfo Casais Monteiro nasceu
no Porto e naturalizou-se brasileiro em 1954. Estudou Ciências Histórico-Filosóficas no Porto, formando-se em 1930. No ano seguinte, assumiu a direcção da revista Presença, após a demissão de Branquinho da Fonseca. Professor do ensino liceal, foi demitido por motivos políticos e, em 1954, fixou-se no Brasil. Foi professor universitário no Rio de Janeiro e em São Paulo, leccionando Literatura Portuguesa.

Como poeta, Adolfo Casais Monteiro dá mostras de uma inquietação extremamente pessoal (que se aproxima por vezes do desespero), em obras como Confusão (1929, a sua obra de estreia) e Noite Aberta aos Quatro Ventos (1943). Muita da sua poesia reflecte preocupações específicas com o momento histórico. Publicou ainda, em poesia, designadamente, Canto da Nossa Agonia (1942), Europa (1946), Voo sem Pássaro Dentro (1954), Poesias Escolhidas (1960) e Poesias Completas (1969).

Destacou-se, sobretudo como ensaísta, de forma mais intensa após a sua ida para o Brasil, publicando, entre outros, os seguintes títulos: Estudos sobre a Poesia de Fernando Pessoa (1958), A Poesia da «Presença» (1959), O Romance (1964), A Palavra Essencial (1965), A Poesia Portuguesa Contemporânea (1977), Estrutura e Autenticidade na Teoria e na Crítica Literárias (1984), e O Que Foi e o Que Não Foi o Movimento da «Presença» (1995). (BU)

Morreu em 1972, com cerca de 64 anos.

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Completam-se hoje 71 anos (1934), o que aconteceu numa QA: morreu, com cerca de 67 anos, Marie Curie, cientista polaca. Em Portugal estava a chegar ao seu termo o 1º mandato presidencial dos 4 sucessivos que cumpriu, de 7 anos cada (não chegando ao fim o 4º, por ter morrido). No Vaticano pontificava Pio XI (259º).
Marie Curie, pseudónimo de Manya Sklodowska, nasceu em 1867.

Em 1898 descobriu, com o seu marido Pierre Curie, dois novos elementos radioactivos no principal constituinte do urânio, o polónio e o rádio, tendo-os isolado no seu estado puro, em 1902. Ambos recusaram patentear a sua descoberta e partilharam conjuntamente o Prémio Nobel da Física com Henri Becquerel, em 1903. Marie Curie escreveu, em 1910, o Tratado sobre a Radioactividade e recebeu o Prémio Nobel da Química em 1911.

Maria Sklodowska nasceu em Varsóvia, na altura da ocupação russa. Em 1891, veio estudar para Paris e, quatro anos depois, casou-se com Pierre Curie. Em 1906, sucedeu ao seu marido como professora de física na Sorbonne, tornando-se a primeira mulher a leccionar naquela universidade.

A partir de 1896, o casal Curie trabalhou conjuntamente em radioactividade. Nas suas pesquisas não tomaram quaisquer precauções contra as radiações, o que veio a causar a morte de Marie Curie, por exposição excessiva. Os seus apontamentos encontram-se ainda hoje com uma contaminação demasiado alta para serem manipulados.

No início da I Guerra Mundial, em 1914, a cientista ajudou na instalação de equipamento de raios X nas ambulâncias, que ela própria conduziu até às frentes de batalhas. A Cruz Vermelha Internacional nomeou-a directora dos seus serviços radiológicos.

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Foi há 68 anos (1937), era um DM: atentado bombista contra Salazar. Decorria o 2º mandato do, na prática, vitalício PR, Carmona (que só a morte arredaria do "poder" ["poder", porque poder, mesmo, só tinha Salazar]). Na suprema direcção da igreja romana estava Pio XI (259º).

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Faz hoje 25 anos (1980), era uma SX: em Pequim, assinatura do primeiro acordo comercial entre Portugal e a República Popular da China. Cumpria o general Ramalho Eanes o seu primeiro mandato presidencial. Aos destinos da igreja romana presidia o papa João Paulo II (264º).

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Foi há 14 anos (1991), era uma QI: a Divina Comédia, filme de Manoel de Oliveira, ganha o Prémio Especial do Festival de Veneza. Decorria, já, o 2º mandato do Dr Mário Soares. Continuava o longo pontificado de João Paulo II.

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sexta-feira, julho 01, 2005

MEMÓRIA DO TEMPO QUE PASSA

2005/2015 - Década das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável.
2005 - Ano Internacional do Microcrédito. Ano Internacional da Física (aprovado pela UNESCO)
Dia Mundial da Arquitectura.
Dia Nacional do Canadá.
Dia Nacional do Burundi.
Dia Nacional do Ruanda.
Dia Nacional da Somália.
Dia da Força Aérea.
Dia das Bibliotecas.
Dia do Selo.

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Foi há 254 anos (1751), era uma QI: o primeiro volume da Enciclopédia de Diderot é publicado, em Paris. Em Portugal reinava D. José (25º). Bento XIV (247º) era o papa então reinante.
Denis Diderot (1713-1784) foi um filósofo francês. Intimamente ligado ao iluminismo, movimento intelectual europeu defensor do progresso social e científico, foi um dos editores da famosa Encyclopédie (1751-80).

Constituindo uma versão aumentada e politizada da enciclopédia inglesa de 1738, de Ephraim Chambers (c.1680-1740), este trabalho exerceu uma enorme influência no pensamento social contemporâneo com o seu materialismo e o seu anticlericalismo. Os compiladores nele envolvidos ficaram conhecidos como enciclopedistas.

O materialismo de Diderot, expresso de uma forma muito articulada em Le Rêve de D'Alembert, publicado após a sua morte, vê o mundo natural apenas como matéria e movimento. O seu relato da origem e desenvolvimento da vida é puramente mecânico. (BU)

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Completam-se hoje 201 anos (1804), que foi num DM: nasceu George Sand, escritora francesa. Em Portugal, perante a incapacidade de D. Maria I (26º), era regente do reino seu filho D. João (futuro D. João VI). Pontificava o papa Pio VII (251º).
George Sand
era o pseudónimo de Amandine Aurore Lucie Dupin, que viria a morrer em 1876.

Recordo aqui nota de “memória…” anterior.

A sua obra era muitas vezes autobiográfica. Em 1831, a autora deixou o marido após nove anos de casamento e, enquanto vivia em Paris como escritora, teve relações amorosas com Alfred de Musset, Chopin, e outros. O seu primeiro romance, Indiana (1832), é um apelo pelo direito das mulheres à independência. A autora gostava de provocar escândalo pela sua forma de vestir tipicamente masculina.

Entre os outros romances da autora incluem-se La Mare au Diable (1846) e La Petite Fadette (1848). Em 1848 retirou-se para o castelo de Nohant, em França. (BU)

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Foi há 167 anos (1838), que caiu num DM: Charles Darwin apresenta a sua teoria da evolução das espécies à Linnaean Society, em Londres. Em Portugal reinava D. Maria II (30º). A Igreja era dirigida pelo papa Gregório XVI (254º).

O seu nome completo era Charles Robert Darwin (1809-1882), nasceu em Shrewsbury, Inglaterra e era neto de Erasmus Darwin, médico e escritor inglês (1731-1802), um dos precursores do transformismo (duma maneira geral pode entender-se como sinónimo de evolucionismo. Mas em rigor, transformistas e evolucionistas apontam-lhe diferenças importantes).

Naturalista inglês que desenvolveu a teoria da evolução, propondo, juntamente com Alfred Russel Wallace, como principal mecanismo de evolução, o princípio da selecção natural.

Em 1859, Darwin publicou On the Origin of Species by Means of Natural Selection or the Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life (1859), obra muito controversa, onde aplicava os seus princípios.

O neodarwinismo, a actual teoria da evolução, é uma síntese do trabalho de Darwin com as mais recentes descobertas de genética, esta iniciada com o trabalho de Gregor Mendel.

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Aconteceu há 138 anos (1867), que foi numa SG: abolida a pena de morte em Portugal. Foi no reinado de D. Luís (32º). Era soberano pontífice, em Roma, Pio IX (255º).

«Punição pela morte (pena capital ou pena de morte) continua a ser praticada em 78 países e territórios, entre os quais 38 estados dos EUA, a China e países islâmicos. Os métodos de execução incluem a electrocussão, a aplicação de gás letal, o enforcamento, o fuzilamento, a aplicação de injecção letal, o garroteamento e a decapitação.

Os números de 2003, divulgados pela Amnistia Internacional, referem que cerca de 1146 pessoas foram executadas em 28 países, e mais de 2750 foram condenadas à morte em 63 países.

Os países que aboliram a pena de morte enquadram-se em três categorias: os que a aboliram para todos os crimes (79 países); os que a mantêm para crimes excepcionais tais como crimes de guerra (15 países); e aqueles que mantêm a pena de morte apenas para crimes de delito comum, mas em que não há execuções há vários anos (24 países e territórios).

O primeiro país da Europa a abolir a pena de morte foi Portugal, em 1867, embora subsistisse, até à República, para os crimes de foro militar (mas não mais foi aplicada), e de novo, entre 1916 e 1976, para os mesmos casos. Todos os países membros da União Europeia aboliram já na totalidade a pena de morte. Nos Estados Unidos da América, o Supremo Tribunal declarou a pena de morte inconstitucional em 1972, considerando-a uma pena cruel e inusitada. Porém, em 1976, considerou-a aplicável em circunstâncias excepcionais. Só no ano de 2004, foram executados 59 indivíduos nos EUA.

Há vários países que aplicam a pena capital para punir outros crimes que não o homicídio, tais como o consumo e tráfico de droga (Malásia e outros).

O Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, de 1966, salvaguardou da pena de morte os menores de 18 anos. O pacto foi assinado em 1977 pelo presidente Jimmy Carter, em representação dos EUA, mas, em 1989, o Supremo Tribunal dos EUA decidiu que a pena capital poderia ser aplicada aos maiores de 16 anos condenados por homicídio e a deficientes mentais. No entanto, em 2002, o Supremo Tribunal voltou a pronunciar-se, desta vez para considerar que executar deficientes mentais era inconstitucional. Em 2005, mais de 3450 pessoas estavam nos corredores da morte das prisões norte-americanas.

Em Maio de 2001, o Chile decretou o fim da pena de morte no país para crimes de Direito comum. A pena máxima passa ser o maior castigo, podendo, contudo, o condenado beneficiar da liberdade provisória depois de quarenta anos de prisão. A pena de morte vigorava no país há 150 anos, período em que, com base nela, o Estado matou, por fuzilamento, 57 pessoas.

Actualmente, são 78 os países onde é praticada a pena capital. Alguns (15) mantêm a pena de morte, mas apenas para casos excepcionais. Já são 79 os países em todo o mundo que não praticam este tipo de pena. Quatro países (Arábia Saudita, China, EUA e Irão) somam 88 por cento das execuções mundiais, embora variem nos métodos, uns mais medievais do que outros. No mundo inteiro, são muitos os países que admitem a pena capital, ou a amputação de membros, a flagelação ou marcas corporais feitas com fogo. Muitas pessoas sucumbem com estas formas de tortura.» (Síntese bem elaborada, muito completa e bastante actualizada da BIBLIOTECA UNIVERSAL, da TEXTO EDITORES).

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Foi há 123 anos (1882), era um SB: inauguração da rede telefónica do Porto. Reinava, então, D. Luís (32º). O romano pontífice era Leão XIII (256º).

Claro que não é pela importância do facto que o trago para aqui. É pela curiosidade. Em finais do séc. XIX, em que o Porto já tinha umas boas dezenas de milhares de habitantes… 19 assinantes!...

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Foi há 99 anos (1906), era um DM: é fundado o Sporting Clube de Portugal por José Alvalade. Reinava D. Carlos (33º). Pontificava Pio X (257º).

O quase centenário SCP foi fundado por José Alvalade e pelo visconde de Alvalade.

«"Queremos que o Sporting seja um grande Clube, tão grande como os maiores da Europa». O voto foi formulado em 8 de Maio de 1906 por José Alvalade. Ao voto, juntou a cor verde da esperança.»

O 1º visconde de Alvalade (título atribuído por D. Carlos, por decreto de 1898), Alfredo Augusto das Neves Holtreman, foi o primeiro presidente do Clube, de 1906 a 1910. José Alvalade, aliás, José Holtreman Roquette, foi o seu 3º presidente de 1910 a 1916.

Foi este terceiro presidente que dotou o clube, primeiramente, de um campo de jogos situado na sua Quinta das Mouras [como tudo evoluiu!], junto da Alameda das linhas de Torres.

O Sporting disputou o seu primeiro jogo de futebol com o seu tradicional rival, o Benfica (fundado dois anos antes), em 1907.

Jogo ganho pelo Sporting. Claro.

O Sporting pratica diversas modalidades, com destaque para o futebol e para o atletismo. Mas tem secções de outras modalidades, como a ginástica e o hóquei em patins.

O clube de Alvalade ganhou a Taça de Portugal, pela primeira vez, em 1907, e o primeiro campeonato nacional em 1922.
A rica história do SCP está recheada de troféus e de nomes muito ilustres.

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Foi há 80 anos (1925), era uma QA: novo governo de António Maria da Silva. Era Manuel Teixeira Gomes o PR. Pontificava Pio XI (259º).

António Maria da Silva (1872-1950) foi chefe de governo da I República por seis vezes na década de 1920, três das quais consecutivas.

Era o presidente do ministério quando se deu o golpe militar de 28 de Maio de 1926. Republicano da primeira hora e alto dirigente da Carbonária, esteve directamente implicado no 5 de Outubro de 1910 e nos combates travados na Rotunda. A partir de 1911, e tendo o Partido Republicano Português conhecido dissidências várias, tornou-se deputado independente. Aderiu em 1914 ao Partido Democrático. António Maria da Silva substituiu Afonso Costa na chefia do Partido Democrático e como principal líder dos sucessivos governos. No entanto, a gravidade da crise política e social levou a dissidência ao seio do seu próprio partido, pelo que os governos conservadores de António Maria da Silva foram alvo de intensa oposição e de acusações de corrupção. Acabando por ser a imagem dos males do regime, o seu governo acelerou na oposição a busca de uma solução militar para a crise política.

E porque dela se fala, recordo: originariamente, a Carbonária era uma sociedade revolucionária secreta italiana da primeira metade do século XIX. Defendendo o governo constitucional, era anticlerical e instigava a luta armada. Na Suíça, Filipe Buonorroti deu uma certa unidade a este movimento, imprimindo-lhe um cunho internacional. Querendo alastrar o movimento revolucionário ao resto da Europa, a Carbonária estabeleceu-se em Portugal, em 1822. A sua acção só se fez sentir cerca de duas décadas mais tarde, designadamente no regicídio de 1908 que vitimou D. Carlos e o seu filho Luís Filipe e na Revolução de 5 de Outubro de 1910 que implantou a República. Com o novo regime, quase todos os membros da Carbonária foram colocados em lugares públicos e separados politicamente o que provocou o seu desaparecimento. (Fonte: BU)

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Completam-se hoje 71 anos (1934), foi num: nasceu o realizador Sydney Pollack. Em Portugal decorria o último ano do 1º mandato do PR “vitalício“ general Carmona (teve mais 3, sucessivos, de 7 anos cada, o último dos quais foi interrompido pela sua morte). Pontificava Pio XI (259º).

«Sydney Pollack pertence a uma geração esteticamente “perversa”: a dos cineastas que herdaram directamente o fascínio do classicismo de Hollywood, mas cuja formação já passou pela televisão. No caso de Pollack, o seu trabalho inicial como actor seria também decisivo, emprestando-lhe uma sensibilidade especial para as subtilezas da representação. Seria, aliás, com um actor emblemático, Robert Redford, que Pollack cumpriria um capítulo essencial da sua evolução: a reconversão crítica de alguns géneros clássicos, sobretudo o western e o thriller.»

Da sua filmografia fazem parte, entre tantos, «Os Três Dias do Condor» (1975), «O Cowboy Eléctrico» (1979), «África Minha» (1985), Tootsie e A Firma, de 1993.

«Fiel à tradicional sensibilidade liberal americana, Pollack é igualmente capaz de filmar subtis dramas de tribunal, como «A Calúnia» (1981), ou pungentes e belíssimos melodramas, como «Encontro Acidental» (1999). Daí que um filme como «A Intérprete» possa simbolizar o melhor da obra de Pollack (incluindo a sua dimensão de produtor): uma visão nostálgica da arte de contar histórias, mas sempre atenta às convulsões do mundo contemporâneo».

«Através de filmes como "África Minha" ou "Os Três Dias do Condor", Sidney Pollack tornou-se num dos mais reputados cineastas norte-americanos das últimas décadas, apresentando uma obra diversificada e geralmente meritória. No entanto, na década de 90 essa consistência não foi tão visível, uma vez que nem "Sabrina" nem "Encontro Acidental" estavam à altura dos seus melhores títulos e colocaram algumas reservas quanto à carreira do realizador».

Sidney Pollack é considerado um génio por muitos. Mas também encontra pela frente críticos bem exigentes.

Falando de A Intérprete (que tem planos e cenários da capital moçambicana, Maputo), alguém escreveu: “competente e sólido thriller político, que acaba por ficar um pouco aquém do seu potencial. A carga dramática e humana está sempre demasiado desconexada da trama, e nem os excelentes actores principais elevam este material para além da mera rotina. Mesmo assim, trata-se de entretenimento adulto e de qualidade.»

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Aconteceu há 65 anos (1940), era uma SG: é inaugurado o Congresso do Mundo Português, presidido por Júlio Dantas. Era PR o general Carmona. Pontificava Pio XII (260º).

Ontem, a propósito de facto relacionado com este - a comemoração dos nossos oito séculos de história - recordava eu: o regime do Estado Novo estava no seu apogeu.

As manifestações de pompa e circunstância, como esta, repetiam-se com frequência.

A máquina propagandística da ditadura estava bem oleada.

Entretanto, com a emigração, em massa, de cidadãos portugueses, para o resto do mundo, à procura de melhor sorte para a sobrevivência, uns, ou exilando-se, deliberada ou forçadamente, do pulso de ferro e da cegueira do regime, outros; e com o cada vez maior isolamento internacional a que o país era votado… O regime foi-se deteriorando. E caiu de podre em 1974.

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Foi há 53 anos (1952), era uma TR: é criada a Força Aérea Portuguesa. Decorria o único mandato presidencial do general Francisco Higino Craveiro Lopes. Pontificava Pio XII (260º).

A propósito de Craveiro Lopes: seu único mandato porque, “não sendo um presidente acomodado ao regime, este começou a pensar na forma de o afastar da presidência. Começou, por isso, a passar para o exterior a imagem de um presidente inflexível, rígido e inacessível”.

No fundo, e como já antes escrevi, o seu perfil (do general) não correspondia ao desejado pelo chefe do regime. Daí que o partido único, a União Nacional, que ao fim e ao cabo era só uma extensão de Salazar, não apoiasse a sua recandidatura, promovendo, antes, a do submisso, “a bem da Nação”, Américo Tomás.

A FAP teve como antecessoras a Escola de Aeronáutica Militar, que assegurava serviços de aviação, compreendendo uma secção militar e funcionando ainda como estação aérea, e a Escola de Aviação Naval. Seguiu-se, em 1937, uma reorganização da arma aeronáutica, passando a existir um comando-geral. É depois que surge a FAP.

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Completam-se hoje 44 anos (1961), foi num SB: nasceu Diana, princesa de Gales. Em Portugal decorria o primeiro mandato do almirante Américo Tomás (o 1º de 3, de 7 anos cada, o último “interrompido” pelo 25 de Abril. Pontífice romano era João XXIII (261º).

Filha do oitavo conde Spencer, casou-se com o príncipe Carlos, filho de Isabel II, na catedral de São Paulo, em Londres, em 1981, sendo a primeira noiva inglesa de um herdeiro real inglês desde 1659. Diana era descendente dos reis Carlos II e James II, únicos soberanos de quem o príncipe Carlos não descende. Teve dois filhos, William e Henry, antes da sua separação de Carlos, em 1992. A decisão de Carlos e Diana de se separarem foi anunciada pelo primeiro-ministro John Major em Dezembro de 1992. A Igreja de Inglaterra fez uma declaração dizendo que a separação não impediria Carlos de chefiar a Igreja. O divórcio aconteceu em 1996. A princesa de Gales dedicou-se então activamente a iniciativas de caridade e a causas sociais e humanitárias, como o combate às minas antipessoais, efectuando inúmeras viagens.

Em 1997, enquanto procuravam fugir a um grupo de paparazzi, Diana e o egípcio Dodi Al Fayed, com quem a princesa mantinha um caso, foram vítimas de um acidente de viação mortal num túnel de Paris.

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Completam-se hoje 24 anos (1981), foi numa QA: morreu o escritor Carlos de Oliveira. Era PR o general Ramalho Eanes (2º mandato). Pontificava em Roma João Paulo II (264º).
O escritor português
Carlos Alberto Serra de Oliveira nasceu em Belém do Pará (Brasil), em 1921. Formou-se em ciências histórico-filosóficas na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Foi um dos grandes responsáveis pelo movimento neo-realista.

Distinguiu-se como colaborador das revistas Altitude, Seara Nova e Vértice, tendo sido director desta última. Atingiu reconhecimento público na área da poesia e da ficção, tendo-se estreado com Turismo (1942), uma colectânea de poemas, e com o romance Casa na Duna (1943). Posteriormente, publicou Mãe Pobre (1945), Colheita Perdida (1948), Descida aos Infernos (1949), Micropaisagem (1969), entre outras obras da sua produção poética, que viria a ser compilada em Trabalho Poético (1977-1978). No romance, destacam-se Alcateia (1944), Pequenos Burgueses (1948), Uma Abelha na Chuva (1953, adaptado ao cinema por Fernando Lopes, no filme com o mesmo título) e Finisterra (1978). Publicou também um livro de crónicas intitulado O Aprendiz de Feiticeiro (1971). (BU)

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Foi há 22 anos (1983), era uma SX: extinção do Conservatório Nacional, sendo criadas, em sua substituição, a Escola de Música e a Escola de Dança, em Lisboa, e a Escola Superior de Música, no Porto. Era, nessa altura, PR o general Ramalho Eanes. Prosseguia o pontificado de João Paulo II.
Primeiro fundou-se o
Conservatório de Música de Lisboa, entidade que ministrava o ensino da música em todas as suas vertentes. Foi fundado em 1835 com carácter oficial e instalado na Casa Pia, sob a direcção de João Domingos Bontempo. Em 1836 foi-lhe agregada, por Almeida Garrett, a designação de Conservatório Geral de Arte Dramática, da qual Garrett ficou superintendente, mantendo-se Bontempo à frente da parte musical. O ensino ficou tripartido entre a música, o bailado e o teatro. Esta alteração levou à mudança do Conservatório de Música de Lisboa para o convento dos Caetanos, onde ainda se encontra. Sofreu reformas em 1841, quando o seu nome foi alterado para Conservatório Real de Lisboa.

Depois passou a existir a Escola de Música do Conservatório Nacional.

Esta escola é membro da European League of Institutes of the Arts (ELIA), o que tem favorecido a prática de intercâmbios e o estabelecimento de protocolos de cooperação com outras instituições pedagógicas no país e no estrangeiro.

Por fim a alteração que hoje se comemora.

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Foi há 14 anos (1991), era uma SG: o Pacto de Varsóvia, o último vestígio da guerra-fria, é formalmente dissolvido. Em Portugal era então PR o Dr Mário Soares, no seu segundo mandato. Pontificava João Paulo II.
O Pacto de Varsóvia ou Pacto de Assistência Mútua da Europa de Leste era uma aliança militar existente entre 1955 e 1991 entre a URSS e os países comunistas da Europa de Leste. Foi estabelecida, a 14 de Maio de 1955, como resposta à entrada da Alemanha Ocidental na Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO). Originalmente, esta tinha como Estados-membros a URSS, a Albânia, a Bulgária, a Checoslováquia, a República Democrática da Alemanha, a Hungria, a Polónia e a Roménia. Os seus princípios eram idênticos aos da NATO, uma vez que ambos os tratados correspondiam a um fenómeno político semelhante, reproduzindo o Pacto de Varsóvia quase textualmente as disposições do Pacto do Atlântico.

Apesar das suas estruturas e acordos militares terem sido desmantelados no início de 1991, esta continuou a existir como organização política até a aliança ter sido oficialmente dissolvida a 1 de Julho, numa reunião dos Estados-membros realizada em Praga. Os esforços subsequentes envidados pela ex-URSS no sentido de convencer os países que tinham saído da sua esfera de influência a assinarem

acordos, renunciando a alianças e bases militares, foram rejeitadas pela Bulgária, Checoslováquia, Hungria e Polónia, embora esse «acordo modelo» tivesse sido assinado pela Roménia em Abril de 1991.

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Foi há 11 anos (1994), era uma SX: Yasser Arafat regressa à Palestina, após 27 anos de exílio. Em Portugal era PR o Dr Mário Soares (2º mandato). João Paulo II (264º).

Yasser Arafat, aliás, Abdel-Raham Abdel-Raouf Arafat al-Qudwa al-Husseini (1929-2004) foi um político nacionalista palestiniano nascido no Cairo. Na adolescência, nos anos 40, Arafat envolveu-se na causa palestiniana. Antes da derrota dos árabes às mãos de Israel em 1948, Arafat era um dos líderes do grupo que tentava fazer entrar armamento ilegal em Israel. Formou-se em Engenharia Civil, pela Universidade do Cairo, em 1956. Enquanto estudava, aderiu à Irmandade Muçulmana e foi presidente da União do Estudantes Palestinianos. Mudou-se, depois, para o Kuwait, onde trabalhou como engenheiro.

Arafat foi co-fundador da Al-Fatah em 1957 e presidente da OLP, Organização de Libertação da Palestina, desde 1969 até à sua morte, em 2004. A OLP foi criada em 1964, apoiada por Estados árabes como a Síria, o Líbano, o Egipto e a Jordânia, com o objectivo de representar os cerca de 4,5 milhões de palestinianos, isto é, os árabes que viviam naquela que era a Palestina antes da criação, em 1948, do Estado de Israel naquele território.

Em 1967, Israel venceu os Estados árabes na Guerra dos Seis Dias, ficando a controlar as maiores regiões históricas da Palestina: a Faixa de Gaza e a Margem Ocidental. Os primeiros anos de Arafat como presidente da OLP foram marcados por violência. Em 1970, o rei Hussein da Jordânia, desentendido com a OLP, ordenou que o seu exército atacasse os campos da guerrilha palestiniana ao longo da fronteira entre a Jordânia e Israel, matando muitos palestinianos. Este conflito foi denominado «Setembro Negro».

Arafat começou a dirigir a OLP no sentido diplomático e político em vez de terrorista e militar. Depois da Guerra de Yom Kippur, em Outubro de 1973, durante a qual o Egipto e a Síria tentaram conquistar território a Israel, os EUA intervieram, iniciando conversações. Em Novembro de 1974, apoiado pelos Estados árabes, Arafat tornou-se o primeiro representante de uma organização não governamental a falar na sessão plenária da Assembleia Geral da ONU.

Em 1978, o primeiro-ministro israelita, Menachem Begin, o Presidente dos EUA, Jimmy Carter, e Arafat assinaram os acordos de Camp David. O documento apelava para a autonomia palestiniana na Margem Ocidental e Gaza, o que nunca chegou a acontecer. Arafat e a OLP estavam contra o documento, pois acreditavam que a «autonomia» transformar-se-ia em controlo israelita contínuo e o que Arafat pretendia realmente era um Estado palestiniano independente.

Na década de setenta, as actividades de Arafat no sentido de conseguir obter uma pátria independente para os palestinianos fizeram dele uma figura proeminente da política mundial, mas, nos anos oitenta, o crescimento de facções no interior da OLP reduziu efectivamente o seu poder. Foi obrigado a sair do Líbano em 1983, mas continuou como líder da OLP, e, em 1990, persuadiu esta organização a reconhecer formalmente o Estado de Israel.

Nos anos oitenta, o poder de Arafat enfraqueceu, pois surgiram diferentes facções a dividirem a OLP.

Em 1989, Arafat foi eleito presidente de um hipotético Estado palestiniano pelo Conselho Nacional Palestiniano. O seu apoio a Saddam Hussein após a invasão do Kuwait pelo Iraque em 1990 enfraqueceu o seu prestígio internacional. No entanto, desempenhou posteriormente um papel importante nas negociações para a paz no Médio Oriente. Em Setembro de 1993, assinou com Israel, em Oslo, um histórico acordo de paz e de reconhecimento mútuo, nos termos do qual a Faixa de Gaza e Jericó passavam a estar sob o controlo da OLP. Em Julho de 1994, regressou aos ex-territórios ocupados como chefe de um Estado palestiniano embrionário. Nesse ano, foi-lhe atribuído o Prémio Nobel da Paz , juntamente com o presidente e o ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, respectivamente, Yitzhak Rabin e Shimon Peres.

Em Janeiro de 1996, Arafat foi eleito presidente, com 88,1% dos votos, nas primeiras eleições dos territórios autónomos, ficando a governar a Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental. Em Janeiro de 1997, Arafat e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, assinaram um acordo de paz, que previa a retirada das tropas de Israel da cidade de Hebron, na Margem Ocidental. Este acordo nunca foi aplicado, devido a um clima de desconfiança mútua. Em 1998, Arafat aceitou um plano apadrinhado pelos EUA no sentido de integrar cerca de 13% da Margem Ocidental no território palestiniano, mas, foi recusado por Benjamin Netanyahu. Nesse ano, as Nações Unidas votaram um reconhecimento mais alargado da delegação palestiniana na organização e a comunidade internacional apoiou, mais consistentemente, a luta de Arafat para declarar um Estado palestiniano independente em 1999.

Durante o ano de 1998, Arafat enfrentou os protestos da linha dura palestiniana, que o acusaram de «fraqueza política» na condução das negociações com Benjamin Netanyahu. Este, por sua vez, acusou Arafat de ser incapaz de controlar as organizações terroristas árabes. Em Julho, Arafat e o primeiro ministro israelita encontraram-se em Washington, numa cimeira que indiciou avanços importantes no processo de paz. Benjamin Netanyahu aceitou um acordo de princípio, no sentido de entregar os 13% do território da Margem Ocidental à Autoridade Palestiniana reivindicados por Arafat.

O ano de 2000 ficou marcado por várias reuniões entre Arafat e Barak, primeiro-ministro de Israel, em que as propostas feitas por este foram recusadas, nomeadamente aquela que oferecia ao líder palestiniano 90 por cento dos territórios da Cisjordânia que estão na posse de Israel, caso Arafat renunciasse a Jerusalém.

Em Agosto, Arafat fez um périplo por vários países árabes e europeus no sentido de obter apoios para a sua causa e estava decidido a proclamar a independência do Estado palestiniano a 13 de Setembro, porém, tal não chegou a concretizar-se. Em finais de Setembro, rebentou novo conflito armado e mais uma vez Arafat viu o seu sonho adiar-se.

Em 2001, o assassínio do ministro israelita do Turismo, Rehavam Zeevi — acto de vingança da FPLP, segunda maior facção da OLP, pela morte do seu líder, Ali Abu Mustafa, ordenada por Ariel Sharon — levou o exército israelita a colocar Arafat numa espécie de detenção domiciliária. Em Dezembro, depois de três atentados suicidas, Israel destruiu os três helicópteros de Arafat na cidade de Gaza, impossibilitando-o de viajar e confinando-o a Ramallah. Arafat aprovou as sentenças contra quatro homens acusados da morte do ministro do Turismo israelita. A política de isolamento de Arafat chegou ao fim, em Maio de 2002, quando Israel o libertou, após cinco meses de cerco.

Em Outubro de 2004, Yasser Arafat foi internado num hospital militar em Paris devido a uma infecção sanguínea. A morte de Yasser Arafat foi anunciada no dia 11 de Novembro de 2004. Depois de lhe ser prestada uma última homenagem na cidade do Cairo, a sua cidade-natal, o líder palestiniano foi enterrado na Muqata, o quartel-general em Ramallah onde Arafat passara os últimos três anos da sua vida por imposição israelita. (BU)

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Completam-se hoje 10 anos (1995), foi num SB: morreu, a dias de completar os 73 anos, o actor, autor e encenador Henrique Santana. Estava prestes a terminar o 2º mandato presidencial do Dr Mário Soares. Pontificava João Paulo II.

Henrique Santana, filho dum nome grande do teatro dos anos 30, 40, Vasco Santana, nasceu a 7 de Julho de 1922, em Lisboa. Era casado com a actriz e encenadora Maria Helena Matos (filha de outro nome grande do nosso teatro, a actriz Maria Matos). Estreou-se como autor aos 18 anos, tendo escrito numerosos originais de grande sucesso no teatro de comédia, como O Gato e Três em Lua de Mel. Traduziu igualmente muitas peças e adaptou ao cinema duas, da sua autoria, Aqui Há Fantasmas e O Costa de África. Em 1942, estreou-se como actor, na comédia O Rei do Lixo. Criou e dirigiu com Vasco Morgado a célebre companhia de Teatro Alegre, que durante 14 anos se apresentou em todo o país e no estrangeiro, divulgando nomes bem conhecidos do teatro e da televisão em Portugal. Foi um dos principais dinamizadores do teatro de revista, que ajudou a recuperar como tradição, encenando e dirigindo vários espectáculos no Teatro Maria Vitória, onde trabalhou mais de 20 anos. Henrique Santana foi um dos mais populares comediantes portugueses.

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Aconteceu há 8 anos (1997), foi numa TR: transferência da soberania do território de Hong Kong do Reino Unido para a China. Corria o 1º mandato presidencial do Dr Jorge Sampaio. João Paulo II era o romano pontífice.

É a concretização oficial, em cerimónia aparatosa, dessa transferência. (V/ “memória…” de ontem).

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Faz hoje um ano (2004), foi numa QI: morre o artista de cinema norte-americano Marlon Brando, em Los Angeles, aos 80 anos. Em Portugal decorre o 2º mandato presidencial do Dr Jorge Sampaio. Prosseguia o pontificado de João Paulo II.

Marlon Brando nasceu em 1924.

Actor norte-americano nascido em Omaha, no Nebraska. Filho de uma actriz amadora, cedo começou a desenvolver o gosto pela representação. O pai, descontente com o seu mau comportamento, colocou-o na Academia Militar do Minnesota, mas Brando foi expulso pouco tempo depois. Decidiu ir para Nova Iorque, onde se juntou às suas duas irmãs mais velhas, que estudavam representação e arte. Matriculou-se no Actor's Studio, onde o seu jeito natural para a representação fez com que uma das suas mentoras, Stella Adler, previsse que demoraria apenas um ano até Brando se tornar o "melhor jovem actor do teatro americano". Em 1944, fez a sua estreia na Broadway, numa discreta mas já aclamada aparição em I Remember Mama. Mas foi em 1947 que Brando despontou como um dos maiores actores da sua geração. Elia Kazan escolheu-o para interpretar a personagem de Stanley Kowalski na peça de Tennessee Williams, A Streetcar Named Desire/Um Eléctrico Chamado Desejo, papel que voltaria a desempenhar no filme com o mesmo nome e o mesmo realizador em 1951.

Depois do teatro, lançou-se no cinema. Com uma presença física poderosa, um discurso murmurado e uma aplicação rigorosa do Método nas suas interpretações, conquistou um lugar invejável no panorama cinematográfico, sendo reconhecido como um dos mais talentosos actores da sua geração. A década de 1950 foi uma época dourada para Marlon Brando, que protagonizou filmes como Desesperado, de Fred Zinnemann (1951), Viva Zapata, de Elia Kazan (1952), Julius Caesar/Júlio César, de Joseph Mankiewicz (1953), The Wild One/O Selvagem, de Laszlo Benedek (1954), On the Waterfront/Há Lodo no Cais, de Elia Kazan (1954), e Guys and Dolls/Eles e Elas, de Joseph Mankiewicz (1955), e recebeu o primeiro Óscar da sua carreira, pela sua interpretação em Há Lodo no Cais.

Da década de 60, recorda-se principalmente a sua participação em Mutiny on the Bounty/Revolta na Bounty, de Lewis Milestone (1962), embora alguns críticos da época já augurassem um fim próximo para a carreira de Brando.

O ano de 1972 voltou a levá-lo para a ribalta, com a sua impressionante interpretação de Don Corleone no filme de Francis Ford Coppola The Godfather/O Padrinho. A Academia de Hollywood voltou a reconhecer o seu talento e a agraciá-lo com mais um Óscar, mas Brando, com um conhecido desprezo pela indústria cinematográfica, enviou à cerimónia uma actriz índia para ser sua porta-voz. No mesmo ano, Bernardo Bertolucci escalou Brando para Last Tango in Paris/O Último Tango em Paris, um filme a rebentar de sensualidade em que Marlon Brando voltou a conhecer a liberdade da representação. O culminar dos momentos áureos de Marlon Brando no grande ecrã chegaria em 1979, novamente pela mão de Francis Ford Coppola, com o clássico de guerra Apocalypse Now. A figura de Brando careca, de corpo já desfigurado pelo excesso de peso, mas com a expressão singular que marcou toda a sua carreira, não mais saiu da memória de todos os que amam o cinema.

Marlon Brando ainda viria a participar em alguns filmes de relativo sucesso, como Don Juan DeMarco (1995) ou The Island of Dr. Moreau/A Ilha do Dr. Moreau (1996), mas a sua decadência física era já evidente. A década de 90 ficou também marcada pela tragédia familiar. Em 1990, o seu filho Christian matou o namorado da irmã, que acabou por se suicidar cinco anos depois. Brando passou anos da sua vida a despender fortunas para a defesa do filho.

Morreu numa época em que a gordura já tinha desfigurado totalmente a imagem que lhe dera fama nos anos 50. (BU)

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INTERMEZZO


Recebi por email. O título que tinha era: Só mesmo na nossa língua!

Não sei se será só mesmo na nossa… Mas que é curioso e interessante… É.

Aí vai:

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Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais.

Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos.

Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir.

Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres.

Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas.

Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas,

preferindo, portanto, Paris.

Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los.

Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo

pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente

pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada,

provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam,

permanentemente, possantes potrancas.

Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se.

Profundas privações passou Pedro Paulo.

Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender

partir prontamente para Portugal.

- Povo previdente! Pensava Pedro Paulo...Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses.

Passando pela principal praça parisiense, partindo para Portugal, pediu para pintar pequenos pássaros pretos. Pintou, prostrou perante políticos,

populares, pobres, pedintes.

- Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.

- Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir.

Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província.

Pedindo provisões, partiu prontamente, pois

precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas.

Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai.

Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu:

- Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando,pintas pior.

Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia.

Porque pintas porcarias?

- Papai, proferiu Pedro Paulo, pinto porque permitiste, porém preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois

pretendo permanecer por Portugal.

Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos

pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro!

Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus.

Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro.

Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito.

Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo.

Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para

pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos.

Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando...

Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar...Para parar preciso pensar. Pensei.

Portanto, pronto pararei.

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Quanta imaginação! E paciência?!!!

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«CORANTES E CONSERVANTES»


Já há muito que nos habituámos a pensar que não é só nos grandes nomes dos media que se faz bom trabalho.

Em nomes mais modestos – que irónica e sobranceiramente alguns chamam de “folhas” – encontramos, com frequência, contributos muito valiosos para uma análise política. De autores que, não sendo nomes consagrados, têm um valor intrínseco muito maior do que supõem.

Sabem pensar e sabem escrever. De que maneira!

Felizmente que os há.

Vejam só este apontamento que um jovem amigo meu

Oi, José Ricardo!

Está mal dito?

escreveu, hoje, num jornal de Torres Novas. Professor de liceu, aí, colabora semanalmente no Jornal Torrejano Online.

Nunca o perco. Desde um dia em que, já lá vai muito tempo, numa pesquisa pela Net, descobri um artigo dele que achei delicioso.

Mas deixemo-nos de rodeios. O artigo tem exactamente o título que “roubei” para esta nota.

E merece reflexão.

Veja, pois, Corantes e conservantes

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