terça-feira, abril 05, 2005

MEMÓRIA DO TEMPO QUE PASSA

Foi há 417 anos (1588), uma TR: nasceu Thomas Hobbes, filósofo inglês. Em Portugal reinava Filipe I (II de Espanha). Pontificava Sisto V (227º).

Foi há 356 anos (1649), uma SG: nasceu Elihu Yale, comerciante americano e fundador da universidade com o mesmo nome. Em Portugal decorria o reinado de D. João IV (21º). Em Roma pontificava Inocêncio X (236º).

Foi há 211 anos (1794), um SB: morre Georges Danton, líder revolucionário francês. Em Portugal decorria a regência de D. João (VI). Pontificado de Pio VI (250º).

Foi há 184 anos (1821), numa QI: em Portugal, foi abolida a Inquisição. Estávamos no reinado de D. João VI (27º). Aos destinos da Igreja presidia o papa Pio VII (251º).

Foi há 131 anos (1874), uma SG: em Viena, primeira representação da opereta O Morcego de Johann Strauss. Em Portugal reinava D. Luís (32º). Em Roma pontificava Pio IX (255º).

Foi há 102 anos (1903), um DM: morre Pedro Ivo, escritor português. Reinava D. Carlos (33º). Pontificava Leão XIII (256º).

Foi há 97 anos (1908), uma SG: nasceu Herbert von Karajan, maestro austríaco. Em Portugal reinava D. Manuel II (34º e último da sucessão). Romano pontífice era Pio X (257º).

Foi há 50 anos (1955), uma TR: demissão do primeiro-ministro inglês Winston Churchill. Em Potugal decorria o mandato de Craveiro Lopes e no Vaticano pontificava Pio XII (260º).

Foi há 30 anos (1975), um SB: morre Chiang Kai-shek, militar e político chinês. Em Portugal era PR o general Costa Gomes (2º). Em Roma pontificava Paulo VI (262º).

Foi há 28 anos (1977), uma TR: no Luxemburgo, durante uma reunião de ministros da CE, é aprovado o pedido de adesão de Portugal. Era PR, em Portugal, o general Ramalhoe Eanes. Paulo VI (262º) era o soberano pontífice.

Foi há 10 anos (1995), em Lisboa, cimeira dos ministros dos Negócios Estrangeiros de Portugal e dos PALOP. O PR era o Dr Mário Soares. Pontificava João Paulo II (264º).

O REFUNDADOR


Jaime Nogueira Pinto quer “refundar a direita”… Sua mulher, Maria José Nogueira Pinto, esclarece, em recente entrevista, de que direita se fala: a do Portugal do Minho a Timor.

E então a direita “refundada” (“fundada”, achava mais rigoroso Vasco Pulido Valente, no seu artigo, no Público de 19MAR05) entrava em contacto com Xanana e dizia-lhe: compreendo o seu orgulho pelo seu Timor Lorosae… mas desculpe lá: tem de nos devolver esse território… Nós é que somos os seus legítimos detentores. E o mesmo a Agostinho Neto, a propósito de Angola. Mas não a Jonas Savimbi – como prémio por ter colaborado com a PIDE – a quem atribui, a título de rigorosa excepção, e como seu soba maior, a região autónoma dos ovibundos.

Mas reivindica Moçambique a Samora Machel. Cabo Verde e a Guiné a Amílcar Cabral. E assim por diante, reconstituindo o Império traiçoeiramente entregue pelos Capitães de Abril a destinatários tão ilegítimos.

Mas esta direita existe? Será possível que ainda encontre adeptos?

Por incrível que pareça – existe. E, como se constata, não dorme!

A direita do actual CDS/PP, ao pé desta direita, não passa da sua classe infantil. Mas cuidado, porque quando forem crescidos podem tornar-se perigosos.

A direita ultra conservadora e reaccionária não desarma.
Está aí.


TRANSCRIÇÕES



«No Expresso de sábado passado o ex-primeiro-ministro Santana Lopes defende esta tese: “um dos grandes equívocos da Constituição ainda lá está: é a dualidade no seio do mesmo poder, o poder executivo, resultante da eleição por sufrágio universal e directo quer do primeiro-ministro quer do Presidente da República.”
Perante um texto destes ficamos a saber não somente que Santana Lopes insiste em não entender porque foi varido do poder mas também que persiste em confundir totalmente a natureza do sistema de governo constitucionalmente estabelecido entre nós.»
Vital Moreira (Público, TR 05 ABR 05)

«É comunista, católico e homossexual --, uma conjugação politicamente incorrecta. Chama-se Nichi Vendola e é o novo governador eleito da região italiana da Puglia, no sul profundo, católico e conservador. “Não é uma revolução cultural, mas quase”, exulta Fausto Bertinotti, um dirigente da União de centro-esquerda, grande vencedora das eleições regionais de domingo passado. Uma vitória também sobre os preconceitos políticos tradicionais...»
Vital Moreira (Causa Nossa, TR 05 ABR 05)

«Acredito que o próximo Papa será conservador, apesar de desejar o contrário. Um homem que, como João Paulo II, saberá dar importância à imagem e ao mediatismo, mas um homem que, no entanto, defenderá que, num mundo tão ao contrário do que devia, a Igreja deve repensar-se no sentido de um regresso ao purismo e à tradição.»
Luís Osório (A Capital, TR 05 ABR 05)

«Marques Mendes vai ganhar o congresso sem precisar de chegar lá num carro emprestado ou num triciclo. (…) Menezes vai voltar para uma autarquia, Borges vai esperar até que fique tão inerte como o chaparro a que está encostado e o partido vai pedir que Cavaco acenda um pirilampo para o guiar.»
Fernando Sobral (Jornal de Negócios On Line, TR 05 ABR 05)

«Depois de anunciar que queria o assunto da interrupção voluntária da gravidez resolvido não apenas nesta legislatura mas “o mais rápido possível”, o PS recuou.
(…) Entretanto, a vergonha continua, com o julgamento de mulheres que se submeteram à interrupção voluntária da gravidez sujeitas à punição de três anos de cadeia. Só o bom-senso de alguns magistrados tem impedido que os julgamentos cheguem à pronúncia da sentença.»

João Paulo Guerra (Diário Económico, TR 05 ABR 05)

segunda-feira, abril 04, 2005

MEMÓRIA DO TEMPO QUE PASSA

Foi há 713 anos (1292), numa SX: após um breve pontificado de 4 anos, morre Nicolau IV, o 191º papa da sucessão (que o mundo conhecera como Girolano Masci) que foi frade franciscano antes de ser papa. Sucedeu a S. Boaventura como geral da sua ordem. Nicolau III nomeou-o patriarca latino de Constantinopla. Foi nomeado cardeal por Mrtinho IV. Sucedeu a Honório IV depois de uma vacatura de 10 meses no papado. Relativamente a Portugal, Nicolau IV, pela bula “Cum olim”, de 07.03.1289, aprovou a concordata que solucionava a célebre questão entre o clero e a coroa, que vinha do tempo de D. Afonso III. À sua morte segue-se um período de mais de 2 anos em que esteve vaga a cadeira de Pedro. Só em AGO de 1294 seria eleito o novo papa, Celestino V (Pedro de Morrone), que, curiosamente, só reinaria por 4 meses, abdicando, em DEZ de 1294, com o humilde pretexto da sua incapacidade. O papa Clemente V canonizou-o em 1513. Em Portugal reinava então D. Dinis (6º).

Foi há 617 anos (1388), um SB: D. João I doa o Mosteiro de Santa Maria da Vitória (Batalha) aos dominicanos. Pontificava, então, Urbano VI (202º).

Foi há 464 anos (1541), uma SG: Inácio de Loiola, jesuíta espanhol e fundador da ordem dos jesuítas, é eleito superior-geral da sua ordem. Em Portugal reinava D. João III (15º). Em Roma pontificava Paulo III (220º).

Foi há 388 anos (1617), uma TR: morreu John Napier, matemático escocês que inventou os logaritmos. Em Portugal decorria a disnastia filipina, com Filipe II (19º) no trono (Felipe III, em Espanha). Pontificava Paulo V(233º).

Foi há 186 anos (1819), um DM: nasceu, no Rio de Janeiro, D. Maria II (D. Maria da Glória), filha de D. Pedro IV (D. Pedro I do Brasil) e de sua primeira mulher a arquiduquesa D. Leopoldina de Áustria. Foi rainha reinante de Portugal entre 1834 e 1853. Aquando do seu nascimento reinava seu avô, D. João VI (27º), e em Roma pontificava Pio VII (251º).

Foi há 167 anos (1838), numa QA: promulgada a nova Constituição por D. Maria II (30º). Gregório XVI (254º) era o romano pontífice de então.

Foi há 156 anos (1849), numa QA: morreu Mouzinho da Silveira, político e jurisconsulto português. Reinava D. Maria II (30º). Pontificava Pio IX (255º).

Foi há 141 anos (1864), uma SG: nasceu Alfredo Roque Gameiro, pintor português. Reinava D. Luís (32º) e pontificava Pio IX (255º).

Foi há 91 anos (1914), um SB: nasceu Marguerite Duras, escritora francesa. Em Portugal era PR Manuel de Arriaga. Pontificava Pio X (257º).

Foi há 74 anos (1931), um SB: inicia-se a publicação do jornal Diário da Manhã, órgão oficioso da União Nacional. Decorria o mandato do general Carmona. Era Pio XI (259) o sumo pontífice.

Foi há 60 anos (1945), uma QA: com a expulsão das últimas tropas nazis (II Guerra Mundial), é proclamada a independência da Hungria. Em Portugal era PR o general Carmona. Pio XII (260º) era o soberano pontífice.

Foi há 58 anos (1947), uma SX: coordenado pelas estruturas do PCP, é desencadeado um movimento grevista de protesto contra a imposição, pelo governo, de “horas suplementares de trabalho” – greve que foi reprimida pela polícia e que levou à deportação de 29 dos dirigentes grevistas para o Tarrafal. Decorria o longo mandato do general Carmona. Pio XII (260º) era, então, o papa.

Foi há 56 anos (1949), numa SG: fundação da NATO (OTAN — Organização do Tratado do Atlântico Norte) em Washington, por 11 países que assinaram o tratado: Bélgica, Canadá, Dinamarca, EUA, França, Holanda, Islândia, Itália, Noruega, Reino Unido e Portugal. Em Portugal decorria o mandato de Carmona. Em Roma pontificava Pio XII (260º).

Foi há 37 anos (1968), uma QI: foi assassinado, em Memphis, Tennessee, Martin Luther King, líder da defesa dos direitos cívicos dos negros norte-americanos. Em Portugal Américo Tomás era o PR. Em Roma pontificava Paulo VI (262º).

Foi há 32 anos (1973): uma QA: inicia-se, em Aveiro, o III Congresso da Oposição Democrática, cuja declaração final pode ser relembrada em: http://www.pcp.pt/actpol/temas/3cong-op/definal.html e cujas conclusões podem ser recordadas em: http://www.pcp.pt/actpol/temas/3cong-op/conclu01.html. Decorria a que algumas pessoas de boa vontade chamaram “primavera marcelista”. O regime agonizava com Américo Tomás na presidência da República. Paulo VI (262º) era o romano pontífice.

Foi há 21 anos (1984), uma QA: Alice Vieira ganha o Prémio Gulbenkian de Livros para Crianças com “Este Rei Que Eu Escolhi. Era Ramalho Eanes o PR. Pontificava João Paulo II (264º).

DESTAQUES

«(João Paulo II) foi tudo isso: socialmente progressista e preocupado com os desvalidos entre os desvalidos, moralmente reaccionário, politicamente fundamental no desagregar do comunismo e, elemento fundamental, exemplar na imagem de sacrifício e abnegação que deu ao mundo.»
Luís Osório (A Capital, 04 ABR 05)

«A Igreja Católica "matou" o inimigo, mas nem por isso encontrou, nos que venceram, alicerces poderosos para o crescimento e a credibilidade dos seus valores. Essa é a principal contradição do seu legado.»
Id (id, id)

«Os blogues são um imenso mundo novo. (…) Não se pode deixar de saudar uma tecnologia que permite, sem tintas nem stencil, sem máquinas de escrever nem papel químico, dar voz aos que a não tinham. Com a particularidade de cada um decidir sobre os assuntos e sobre as formas como os aborda.»
José Carlos Abrantes (DN, 04 ABR 05)

«João Paulo II foi um defensor dos direitos humanos na sua vida secular, mas não aplicou este princípio à própria Igreja.»
Christian Weisner, presidente do Movimento Internacional Somos Igreja (id,id)

«No campo do ecumenismo e do diálogo inter-religioso, especialmente com o povo judeu, João Paulo II deu passos notáveis que mereceram aplausos. Porém, tais atitudes foram seguidas pelo documento de natureza anti-ecuménica "Dominus Jesus" e pelo afirmativo "não" à comunhão partilhada com os seguidores de outras denominações cristãs.»
Id (id, id)

«João Paulo II rejeitou a morte envergonhada e temida do século XX e preferiu a morte domesticada das Idades Média e Moderna: viveu a morte pacífica, longamente, tomou-a nas suas próprias mãos, recusando nova hospitalização, e viveu-a tão em público quanto é possível no início do século XXI.»
Eduardo Cintra Torres (Público, 04 ABR 05)

CARDEAL PATRIARCA DE LISBOA ENTRE OS “PAPÁVEIS”



Desde, pelo menos, Outubro passado, quando a Paris-Match colocou o Cardeal Patriarca de Lisboa entre os “papabili”, que essa hipótese de D. José da Cruz Policarpo suceder a João Paulo II tem sido ventilada pela nossa comunicação social.

Não fora tal eventualidade ser alimentada por alguns media conceituados e diria que estávamos, uma vez mais, a incorrer nas nossas habituais demonstrações de provincianismo.

Como alguém já salientou, tradicionalmente o nome do novo papa constitui uma surpresa. Geralmente é alguém de quem se não tem falado, não é nenhum dos “papabili”.

Os nossos media têm insistido junto do Cardeal Patriarca de Lisboa tentando saber da sua disponibilidade para aceitar tal cargo. E claro que ele, embora avance tratar-se de muito remota e pouco provável hipótese, não declina, de todo, a aceitação do cargo se tal se viesse a concretizar.

E, mais curioso, é avançar mesmo, instado pelo Correio da Manhã, nesse sentido, qual o nome que escolheria se tal eventualidade se concretizasse: Clemente, disse, seria o nome que adoptaria.

Ficamos pois, a saber, que uma das hipóteses que se põem é a de o sucessor de João Paulo II ser Clemente XV.

Probabilidade remota e bem pouco provável, também eu creio – atendendo ao carisma e à mediática projecção de muitos dos seus pares.

D. José Policarpo não revelou o porquê desta sua escolha. Penso que não estará arredada a possibilidade de a escolha ter a ver com a palavra clemência.

E isto, não obstante o nome dos últimos papas Clemente terem o seu nome muito ligado a Portugal e sobretudo a Lisboa e à sua Sé.

Clemente XI (243º), cujo pontificado decorreu durante

os reinados de D. Pedro II e de D. João V, concedeu à

catedral de Lisboa extraordinárias mercês e dignidades,

para satisfazer a D. João V. Atribuiu o título de patriarca ao
capelão-mor do rei e bispo de Lisboa. Assim, o patriarca tinha

precedência sobre todos os outros arcebispos e bispos,

incluindo o primaz (bula de 03.01.1718); tinha a

faculdade de sagrar os reis de Portugal

(bula de 20.09.1720). E foi ainda este papa que

concedeu o título de arcebispo ao vigário geral do

patriarcado de Lisboa (bula de 3.10.1718).

Clemente XII (246º) Pela bula

Inter praecipuas apostolici ministerii”

(17.12.1737) concedeu perpetuamente que

a pessoa nomeada patriarca de Lisboa fosse

elevada à dignidade cardinalícia no consistório

imediatamente seguinte à sua eleição.

"O patriarcado de Lisboa ficou assim transformado

em miniatura da corte pontifícia. Já em 1722 o

papa Inocêncio XIII, aludindo ao esplendor e

privilégios da igreja patriarcal, dizia ser esta a

mais célebre de todo o mundo..." - Vide “História

Eclesiástica de Portugal”, Pe Miguel de Oliveira,

União Gráfica, 1948, p 308.

Ainda Clemente Xiii (248º) não tinha subido ao trono

pontifício e já se desenrolava a luta entre o conde

de Oeiras (depois marquês de Pombal) e os jesuítas.

E o clima chegou ao corte de relações diplomáticas

entre o Governo de Portugal e a Santa Sé, desde

1760 (pontificado de Clemente XIII – reinado de D. José).

A Clemente XIII sucedeu Clemente XIV (249º) quando

em Portugal ainda decorria o reinado de D. José. Foi no

pontificado de Clemente XIV que se restabeleceram

as relações diplomáticas entre Portugal e a Santa Sé.

Na verdade, em 21.07.1773 [uma QA], após 4 anos

de luta, o papa publicou o breve

Dominus ac Redemptor”, pelo qual dissolve

a Companhia de Jesus. Sem, contudo, a condenar.

Foi ainda Clemente XIV que erigiu as dioceses de

Beja, Castelo Branco, Penafiel, Pinhel e Aveiro; e

dividiu a diocese de Miranda (Bragança e Miranda).

Mas não creio que sua Eminência esteja a ser movido por tal manifestação nacionalista para a escolha do nome.

Aguardemos mais umas semanas e saberemos, por certo ainda este Mês, quem é o sucessor de João Paulo II, qual o nome do 265º papa.

JOÃO PAULO II, FÁTIMA E O NÚMERO 13

Para os que são dados às simbologias e aos sinais esotéricos, uma curiosidade referida pelo bispo de Leiria/Fátima, D. Serafim Ferreira da Silva: atendendo ao fervoroso culto mariano do falecido Papa e ao nº 13, tão relacionado com Fátima, note-se que quer a data quer a hora da sua morte somam 13: 02.04.2005 e 21:37.

Quanto a mim: meras coincidências. Curiosas, no entanto.

domingo, abril 03, 2005

CAVACO DESISTE, SANTANA AVANÇA

Creio que ninguém acreditou. Era demasiado evidente tratar-se de brincadeira.
Foi a minha peta do primeiro de Abril, claro.

JOÃO PAULO II – O PAPA DO ECUMENISMO



Os últimos tempos de vida do Papa João Paulo II (264º papa, a contar com S. Pedro) foram como que uma lamparina bruxuleante. Às 21:37 locais de ontem (20:37 em Lisboa), essa luz tremeluzente extinguiu-se. Apagou-se, serenamente.

O Papa João Paulo II – que o século conheceu como Karol Jòzef Wojtyla – conquanto que um papa polémico, foi um homem ouvido e respeitado.

Em matéria de doutrina e de moral, João Paulo II foi por muitos considerado um conservador. Para alguns terá sido mesmo retrógrado - recordem-se, por exemplo, as suas posições anacrónicas (ele que numa das suas primeiras declarações como papa prometera ser um homem deste tempo) relativamente ao uso do preservativo, e não obstante o drama grave e mundial que é a sida (para ele a sexualidade correctamente entendida também compreendia a castidade) e a polémica em que, a propósito, se envolveu com os bispos espanhóis. Como a posição que agressivamente tomou relativamente ao aborto – cuja defesa comparou a decisões nazis.

Escandaloso foi, também, o apoio que velada ou expressamente deu ao ditador chileno, general Pinochet.

Foi, contudo, um viajante incansável, um mensageiro do Evangelho que levou a todos os cantos do mundo nas suas visitas a mais de 130 países. Acção cujos frutos parecem ser confirmados pela “Der Spiegel” que calcula que o número de católicos, no mundo, durante o seu pontificado, tenha passado de 750 milhões para mil milhões.

Teve uma multifacetada experiência de vida, tendo vivido, nomeadamente, a guerra e tendo sido operário.

E antes de se fazer padre – o que só aconteceu depois de ter feito o liceu – foi, designadamente, desportista (de várias disciplinas), actor de teatro e dramaturgo.

Aliás, a sua actividade de dramaturgo prolongou-se até aos seus 40 anos: escreveu peças de teatro em 1939, 1940, 1950 e 1960.

Também em 1939 escreve um livro de poesia, “Salmos renascentistas”, que não publica.

Mas a sua actividade intelectual versaria, também, uma extensa obra de erudição, produzindo obras de índole filosófica e teológica, trabalhos de análise e reflexão e ensaios.

O seu último livro de memórias, “Memória e Identidade”, dado à estampa em 23 de Fevereiro último, tem sido objecto de forte polémica.

Uma das suas maiores e mais importantes prioridades foi o diálogo ecuménico, que promoveu durante o seu longo pontificado (o 3º mais longo da história da Igreja, depois do de S. Pedro e do de Pio IX), até que a imparável doença de Parkinson quase o imobilizou.

Consciente da História da Igreja, como da História da Humanidade, reconheceu os “erros do passado”, pedindo perdão por todas as perseguições e injustiças praticadas ao longo dos séculos por quantos tinham obrigação de servir a Igreja.

Já um seu antecessor, o generoso e corajoso papa Pio VII (251º) – que dobrou o séc XVIII para o XIX - se mostrara desfavorável ao rigor das penas aplicadas pela Inquisição, atribuindo-se-lhe, a propósito, as seguintes palavras: "A lei de Deus não é como a lei dos homens; traz consigo suavidade e persuasão. A perseguição, o desterro, os cárceres são os meios de que se valem os falsos profetas e os falsos doutores".

Matéria em que claramente se demarcaram do seu não muito longínquo predecessor (de um) e sucessor (do outro), Pio IX (255º) - cujo polémico e difícil pontificado perdurou por longos quase 32 anos - que negava a liberdade de fé, de consciência e de culto aos outros credos e eliminava toda a ideia de tolerância, sustentando, ainda, que o pontífice não podia nem devia reconciliar-se com o progresso, o liberalismo e a civilização moderna, ideias cujo pico é atingido, em Dezembro de 1864, na Encíclica “Quanta Cura” e no tristemente célebre índex que se designava simplesmente por “Syllabus” (ou mais exactamente: “Syllabus completens praecipuos nostrae aetatis errores”).

Dado que todos os media não param de dar informação acerca da vida do romano pontífice que acaba de partir, vou registar, apenas, alguns dados curiosos:

Datas, de entre as mais destacáveis:

  1. 18.05.1920: nasce
  2. 04.05.1939: conclui o liceu (aos 18 anos), com as seguintes classificações: Muito Bom: comportamento, religião, polaco, alemão, latim, grego e desporto; Bom: história e físico-química.
  3. 1942: faz-se seminarista clandestino e estuda, secretamente, filosofia e teologia.
  4. 01.11.1946: ordenado padre (26 anos)
  5. 1948: doutoramento em teologia com a mais alta distinção e com louvor.
  6. 28.09.1958, com 38 anos: consagrado bispo pelo papa Pio XII.
  7. 13.01.1964, com 43 anos: nomeado, por Pio XII, arcebispo de Cracóvia.
  8. 26.06.1967, com 47 anos, é sagrado cardeal pelo papa Paulo VI
  9. 16.10.1978, aos 58 anos, é eleito papa.

Línguas que dominava: além do polaco, latim, grego, hebraico, russo, francês, inglês, alemão, espanhol, holandês e, já depois de ser papa, o italiano.

Frases e atitudes: “Pensamento e profundidade nunca exigem muitas palavras. Quanto mais profundo é o pensamento, tanto menos precisa de palavras” – quando estudante em Roma, em 1946.

“Deus pode penetrar nas mentes dos homens mesmo nas situações mais adversas e apesar dos sistemas e regimes que recusam a sua existência” – sobre os regimes comunistas, nos anos 70.

“Não tenham medo. Abram as vossas portas a Cristo” – sua primeira declaração ao subir ao trono de Pedro. E várias vezes repetida.

Em 79, às autoridades comunistas da Polónia: “não se pode excluir Cristo da história”.

“Ninguém deve pretender que as mudanças na Europa de Leste se deviam fazer segundo o modelo ocidental. Isso é contrário às minhas convicções mais profundas” – a Gorbachev, em 1989.

“Depois da derrocada histórica do comunismo, não hesitaria em formular sérias dúvidas sobre a validade do capitalismo” – na primeira visita à Rússia, em 1993.

“Os defensores do capitalismo têm tendência para fechar os olhos, a todo o custo, às boas coisas realizadas pelo comunismo” – na mesma visita à Rússia.

Na ONU, em 1995: “A fé em Cristo não nos impele para a intolerância. Pelo contrário, obriga-nos a cativar o próximo através de um diálogo respeitoso.”

“Que Cuba se abra ao mundo e que o mundo se abra a Cuba” – aquando da sua visita a Cuba, em 1998.

Em 1999, exorta o regime de Fidel de Castro a respeitar a liberdade religiosa e os direitos humanos.

Lutou contra os excessos do capitalismo e da sociedade de consumo, a opressão e o ateísmo de Estado.

Dentro de três semanas são 121 os cardeais eleitores que vão estar reunidos em conclave, na Capela Sistina, para elegerem o 265º papa, o sucessor de João Paulo II (dos quais eleitores os maiores grupos são os italianos – 20 – e os norte-americanos – 11).

O mais novo deles é o cardeal Peter Erdo, de 52 anos, húngaro, nascido em 25.06.1952.

sexta-feira, abril 01, 2005

MEMÓRIA DO TEMPO QUE PASSA

Foi há 574 anos (1431), Domingo de Páscoa: morreu D. Nuno Álvares Pereira, aos 70 anos, na sua cela do seu convento do Carmo. Nascido em Cernache do Bonjardim, em 24.06.1360, cedo começou a servir como escudeiro na corte de D. Fernando e foi armado cavaleiro por D. Leonor Teles. Desempenhou importante acção nas cortes de Coimbra, em 1385, onde o Mestre de Avis foi aclamado rei, com o nome de D. João I. Ficou memorável, pela sua tática e estratégia, a vitória conseguida sobre os castelhanos, em número muito superior às nossas forças militares, em Aljubarrota, em 14.08.1385, castelhanos que voltou a destroçar, no mesmo ano, em Valverde.
Por volta de 1411 iniciou a construção do convento do Carmo, em Lisboa. Em 1415 integrou a armada que partiu à conquista de Ceuta. Em 1423 recolheu-se, finalmente, na Ordem dos Carmelitas, onde viria a morrer cerca de oito anos depois. Reinava D. João I (10º da sucessão). Pontificava Martinho V (206º da sucessão).

Foi há 190 anos (1815), um SB: nasceu Otto von Bismarck, primeiro chanceler do império alemão. Em Portugal decorria a regência de D. João (VI). Pontificava Pio VII (251º).

Foi há 132 anos (1873), uma TR: nasceu Sergei Vassilievich Rachmaninov, maestro, pianista e compositor russo. Em 1917 deixou a Rússia, vivendo, primeiro, na Suiça e depois nos EUA, onde viria a morrer, em 1943, com cerca de 70 anos, em Beverly Hills, na Califórnia. Compôs três sinfonias, óperas e várias canções. Curiosa era a sua preferência pelos tons menores, nas suas composições. Da sua obra destacam-se o Prelúdio em Dó Sustenido Menor para Piano (1892), a Rapsódia sobre um Tema de Paganini e o Segundo Concerto para Piano (1901). Em Portugal reinava D. Luís (32º). Era sucessor de Pedro Pio IX (255º).

Foi há 76 anos (1929), uma SG: nasceu o escritor checo, naturalizado francês, Milan Kundera. A obra que projectou Kundera internacionalmente foi A Insustentável Leveza do Ser (1984). Outros títulos seus (e traduzidos na nossa língua): A Imortalidade (1990), A Lentidão (1995), A Identidade (1997) e A Ignorância. Para Kundera, o romancista, não sendo historiador ou profeta, é um “explorador da existência”. A questão política é uma constante na sua obra. Carmona era o PR de então em Portugal. Pio XI (259º) era o sumo pontífice.

Foi há 66 anos (1939), um SB : fim da guerra civil de Espanha com a vitória das forças nacionalistas lideradas pelo general Francisco Franco. Em Portugal decorria o longo mandato do General Carmona. Aos destinos da Igreja presidia o papa Pio XII (260º), desde os começos de Março.

Foi há 59 anos (1946), uma SG: nasceu Sue Townsend, a criadora de Adrian Mole, assistente social e escritora. Em Portugal era Carmona o PR de então. Pio XII (260º) era o papa.

Foi há 57 anos (1948), uma QI: início do bloqueio soviético a Berlim. Em Portugal decorria o mandato presidencial de Carmona. E era papa Pio XII (260º)

Foi há 9 anos (1996): morreu o actor e declamador Mário Viegas com 47 anos. Era PR o Dr Jorge Sampaio. Decorria o pontificado de João Paulo II (264º).

CARTA “ESCRITA” EM 2070


Acerca da dramática falta de água – que já começa a ser uma ameaça séria – alguém imaginou a seguinte carta, “escrita” não no próximo milénio, nem no próximo século, mas já daqui a 65 anos. Trata-se de um impressionante “testemunho” que não andará muito longe da realidade - documento extraído da revista biográfica "Crónicas de los Tiempos" de Abril de 2002.

Importa parar. E reflectir. E atender aos apelos.


Ano 2070 acabo de completar os 50, mas a minha aparência é de alguém de 85.

Tenho sérios problemas renais porque bebo muito pouca água. Creio que me resta pouco tempo. Hoje sou uma das pessoas mais idosas nesta sociedade.

Recordo quando tinha 5 anos. Tudo era muito diferente. Havia muitas árvores nos parques, as casas tinham bonitos jardins e eu podia desfrutar de um banho de chuveiro com cerca de uma hora.

Agora usamos toalhas em azeite mineral para limpar a pele. Antes todas as mulheres mostravam as sua formosa cabeleira. Agora devemos rapar a cabeça para a manter limpa sem água. Antes o meu pai lavava o carro com a água que saía de uma mangueira. Hoje os meninos não acreditam que a água se utilizava dessa forma. Recordo que havia muitos anúncios que diziam CUIDA DA ÁGUA, só que ninguém lhes ligava; pensávamos que a água jamais se podia terminar.

Agora, todos os rios, barragens, lagoas e mantos aquíferos estão irreversivelmente contaminados ou esgotados. Antes a quantidade de agua indicada como ideal para beber era oito copos por dia por pessoa adulta.

Hoje só posso beber meio copo. A roupa é descartável, o que aumenta grandemente a quantidade de lixo; tivemos que voltar a usar os poços sépticos (fossas) como no século passado porque as redes de esgotos não

se usam por falta de água.

A aparência da população é horrorosa; corpos desfalecidos, enrugados pela desidratação, cheios de chagas na pele pelos raios ultravioletas que já não tem a capa de ozono que os filtrava na atmosfera, imensos desertos

constituem a paisagem que nos rodeia por todos os lados. As infecções gastrointestinais, enfermidades da pele e das vias urinárias são as principais causas de morte.

A indústria está paralisada e o desemprego é dramático. As fábricas dessalinizadoras são a principal fonte de emprego e pagam-te com agua potável em vez de salário.

Os assaltos por um bidão de água são comuns nas ruas desertas. A comida é 80% sintética. Pela ressequidade da pele uma jovem de 20 anos está como se tivesse 40. Os cientistas investigam, mas não há solução possível. Não se pode fabricar água, o oxigénio também está degradado por falta de árvores o que diminuiu o coeficiente intelectual das novas gerações.

Alterou-se a morfologia dos espermatozóides de muitos indivíduos, como consequência há muitos meninos com insuficiências, mutações e deformações.

O governo até nos cobra pelo ar que respiramos. 137 m3 por dia por habitante e adulto. A gente que não pode pagar é retirada das "zonas ventiladas", que estão dotadas de gigantescos pulmões mecânicos que

funcionam com energia solar, não são de boa qualidade mas pode-se respirar, a idade média é de 35 anos.

Em alguns países ficam manchas de vegetação com o seu respectivo rio que é fortemente vigiado pelo exército, a água voltou-se um tesouro muito cobiçado, mais do que o ouro ou os diamantes. Aqui em troca, no há árvores

porque quase nunca chove, e quando chega a registar-se uma precipitação, é de chuva ácida; as estações do ano tem sido severamente transformadas pelas provas atómicas e da industria contaminante do século XX.

Advertiam-se que havia que cuidar o meio ambiente e ninguém fez caso. Quando a minha filha me pede que lhe fale de quando era jovem descrevo o bonito que eram os bosques, lhe falo da chuva, das flores, do agradável

que era tomar banho e poder pescar nos rios e barragens, beber toda a agua que quisesse, o saudável que era a gente. Ela pergunta-me: Papá! Porque se acabou a água? Então, sinto um nó na garganta; não posso deixar de sentir-me culpado, porque pertenço à geração que terminou destruindo o meio ambiente ou simplesmente não tomámos em conta tantos avisos. Agora os nossos filhos pagam um preço alto e sinceramente creio que a vida na terra já não será possível dentro de muito pouco porque a destruição do meio ambiente chegou a um ponto irreversível.

Como gostaria voltar atrás e fazer com que toda a humanidade compreendesse isto quando ainda podíamos fazer algo para salvar o nosso planeta terra!


INTERMEZZO

As maravilhas que este artista sul-coreano faz com areia!

Que espectáculo!

Veja Arte com areia

TRANSCRIÇÕES

«John Bolton é o candidato indicado pelo Presidente Bush, que, após ultrapassadas as resistências do Congresso à nomeação, será o próximo embaixador dos EUA na ONU. John Bolton é o homem que defendeu publicamente que as Nações Unidas não existiam e que qualquer reforma delas só poderia passar por transformar os EUA no único membro permanente do Conselho de Segurança. Para a presidência do Banco Mundial, cuja razão de existência é o financiamento dos países em vias de desenvolvimento, Bush "elegeu" e impôs à Europa o candidato único, Paul Wolfovitz, o grande ideólogo e estratega da missão "humanitária" no Iraque.
A escolha de dois unilateralistas, defensores da supremacia militar, política e moral dos Estados Unidos, para dois organismos por definição multilaterais, só pode indicar, à primeira vista, que Bush continua coerente com a sua visão do mundo, característica de um cowboy do Texas. Mas não: explicam-nos os neoliberais, tão em voga hoje, que a leitura é exactamente a inversa. Trata-se de um cavalo de Tróia ao contrário: escolhendo-se pessoas que têm as ideias e o perfil oposto ao aconselhável, isso só pode significar que elas vão mudar de ideias. O péu9iiissimo é aliado do bom - estratégia genial.»
Miguel Sousa Tavares (Público, 01 ABR 05)

«O que distinguiu Reagan e Thatcher, no seu tempo, foram as suas ideias de ruptura com o statu quo e terem-nas aplicado. Sem receio de, ao mesmo tempo, travarem um feroz combate ideológico. O que tem distinguido as diferentes direitas portuguesas é a sua incapacidade de fazerem o mesmo, isto é, de começarem a discutir ideias que vão contra a corrente. De divergirem. De perceberem que o centro não se ganha estando ao "centro", mas apresentando projectos mobilizadores.»
José Manuel Fernandes (id, id)

«Não vale a pena procurar noutro sítio a explicação do aperto em que estamos. Nem o futuro da direita, da esquerda ou do Governo. O círculo vicioso existe: somos pobres, porque somos pobres. Por outras palavras, somos pobres, porque nos portamos como pobres. Como sair disto? Ninguém sabe. De qualquer maneira, sem primeiro reconhecer a evidência, não saímos.»
Vasco Pulido Valente (id, id)

«Estamos tão concentrados no ruído, que já não conseguimos pensar no indizível.»
Luís Osório (A Capital, 01 ABR 05)

«Uma vez, já lá vão alguns anos, perguntaram a Martin Scorsese pelos seus objectivos enquanto cineasta, e ele, após longo silêncio, respondeu que a sua maior aspiração passava por conseguir filmar o movimento interior.»
Id (id, id)

«Há seguramente outras actividades, que não as estritamente económicas, das quais depende em maior medida o nosso futuro colectivo, como a educação, a qualificação profissional, a cultura. O problema em todas elas é que não é possível queimar etapas nem forçar os resultados instantâneos. O tempo necessário para avaliar as consequências de uma qualquer mudança de orientação mede-se em décadas.»
António Perez Metelo (DN, 01 ABR 05)

«Um plano credível, sustentável e que saiba atrair capitais nacionais e estrangeiros é o que falta para pôr a máquina da produção e do emprego a girar novamente no bom sentido.»
Id (id, id)

As eleições de 20 de Fevereiro lançaram a Direita em pungente desorientação. Perder assim o poder, ela, que se julga ungida de direito divino, é desesperante, convenhamos!
Baptista Bastos (Jornal de Negócios on line, 01 ABR 05)

«O que a Direita tem escrito sobre a Direita é um bocejo, uma tolice, uma inutilidade. Ou o absurdo e abstruso regresso da velha Direitona, mascarada de Direitinha.»
Id (id, id)

ERRAR É HUMANO. PARA OS AMERICANOS, CONTINUAR A ERRAR TAMBÉM


Bartoon de Luís Afonso, do Público de hoje: 01 abr 2005

NOTA:

O BARTOON tem sempre o mesmo endereço informático, embora cada dia com um diferente conteúdo.
Assim, o cartoon só corresponde ao título que o antecede
na data desse “post”.
Passado esse dia, tem que se procurar, no próprio BARTOON, a data a que um outro título e “post” respeitem, através da seta da esquerda, nele bem visível, ao lado do calendário.

CAVACO DESISTE, SANTANA AVANÇA


Telegrama da Lusa acabado de divulgar, mas imediatamente retirado da circulação, confirmava notícia resultante de fuga de informação: Cavaco Silva não avança para as presidenciais e negoceia “pool position” com Santana Lopes, que se apresenta bem colocado para vencer logo à primeira volta!

Instado pela Lusa, Cavaco apenas reiterou que nunca alimentou qualquer tabu, sendo este uma invenção de certos sectores, sobretudo dos media. E confirmou a sua indisponibilidade para avançar na disputa daquela eleição.

Santana Lopes não confirmou nem desmentiu a notícia. Mas deixou entender que se sentia como peixe na água em tal confronto.

Tentado o contacto com os principais partidos representados na AR, todos se recusaram a comentar a bombástica e surpreendente nova.


free web counters
New Jersey Dialup